Dentistas alertam para os cuidados com a higiene oral e a frequência de consultas odontológicas

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Existe frequência ideal para visitar o dentista? O que atrapalha e ajuda na higiene dental? Neste sábado (20) é celebrado o Dia Mundial da Saúde Bucal e junto com a data vêm reflexões sobre o assunto. Especialistas ressaltam que a saúde oral não pode estar dissociada das demais áreas do corpo e que consultas regulares com dentistas são essenciais para prevenir e identificar doenças.

“Uma doença periodontal, inflamação ou infecção podem gerar a contaminação em outras áreas do corpo. Dessa forma, sempre alertamos para a promoção da saúde no contexto geral”, avalia o cirurgião-dentista, mestre em Odontologia e professor da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) Seção Bahia, Cristiano Góes.

De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada em novembro de 2020, menos da metade da população brasileira (49,4%) se consultou com um dentista nos 12 meses que antecederam a pesquisa. A frequência ideal para uma visita ao dentista também é motivo de dúvidas entre pacientes. “A ida ao consultório odontológico, para fazer uma profilaxia ou uma consulta de prevenção é recomendada a cada seis meses, mas existem casos específicos e esse tempo de revisão precisa ser estabelecido na relação paciente profissional, que tem autonomia para garantir a saúde de forma equilibrada”, afirma Cristiano.

Hábitos podem influenciar de forma positiva ou negativa na saúde oral. O especialista elenca atitudes simples que ajudam no cuidado com os dentes. São elas: escovação após todas as refeições (incluindo lanches); uso de outros mecanismos de limpeza dos dentes como, por exemplo, fio dental, antiséptico bucal e raspadores de língua; e manter a regularidade de consultas odontológicas.

Morder gelo, perna de óculos ou caneta, roer unhas e abrir embalagens com os dentes estão entre os comportamentos que devem ser evitados. “Esses hábitos influenciam negativamente na saúde bucal. Os nossos dentes não foram feitos para essa função e insistir com essas atitudes pode gerar fraturas e desgastes na estrutura dental”, afirma Cristiano, que faz um alerta especial para uso de palito. “Devemos evitar. Palito não é um mecanismo de higienização e deve ser substituído pelo fio dental. Essa prática gera trauma sobre a gengiva”.

Ascom

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