Ministro da Saúde do Peru diz que variante brasileira da Covid-19 é responsável por 40% das infecções em Lima

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O ministro da Saúde do Peru, Óscar Ugarte, afirmou que a variante P1 do coronavírus, identificada pela primeira vez em Manaus em 2020, foi responsável nos últimos dois meses por 40% das infecções ocorridas em Lima.

O estudo que detectou a incidência da variante P1 na capital peruana foi realizado pelo Instituto Nacional de Saúde do Peru (INS). A partir da pesquisa, foi possível identificar que a cepa brasileira entrou no país por via terrestre e fluvial, pela região amazônica, por isso, o país proibiu voos procedentes do Brasil desde janeiro.

Em Lima, a proporção de casos provocados pela cepa brasileira alcançou 63,2% em alguns distritos.

“Nós identificamos casos da variante brasileira em Iquitos, San Martin, Huánuco. Por meio dessa rota e das pessoas que viajam, a variante chegou a Lima”, explicou o ministro.

Nesta quinta, o Peru registrou um número recorde de 11.206 casos em um único dia. Ao todo, o país já contabiliza quase 1,5 milhão de infectados, dos quais 700 mil em Lima. O número de óbitos chega a 50 mil. A escassez de vacinas no país mantém o ritmo de imunização lento, com o índice de imunizantes aplicados em 2,2 por 100 mil habitantes, considerando as primeira e segunda doses. No Brasil, também atrasado na vacinação, esse índice é de 7,2.

Na terça-feira, a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, alertou para o risco de a situação brasileira, onde já foram contabilizadas mais de 300 mil mortes, agravar a pandemia nos países vizinhos.

A variante P1 já foi identificada em 15 países e territórios das Américas, incluindo Bolívia, Venezuela, Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Paraguai, Guiana Francesa, Estados Unidos, México, Canadá e Aruba.

BNwes

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