Enterrado no Rio de Janeiro, o cantor Agnaldo Timóteo, vítima da Covid 19

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Foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade, na zona oeste do Rio, neste domingo (4), o corpo de Agnaldo Timóteo, que morreu neste sábado (3), aos 84 anos, após 17 dias internado com Covid-19.

A cerimônia contou com poucos amigos e familiares, devido às restrições causadas pela pandemia.

Carreira

Timóteo nasceu em Caratinga, no dia 16 de outubro de 1936, gravou um disco de algum sucesso, com título ambicioso, “Surge um Astro”, em 1965. Este e o disco seguinte eram repletos de versões em português de hits internacionais.

Em 1972, seu sucesso com a canção “Os Brutos Também Amam”, de Roberto e Erasmo Carlos, o aproximou do emergente filão da música brega. No programa de Silvio Santos, chegou a cantar essa música dentro de uma jaula com um leão. Velho e meio banguela, mas ainda assim um leão.

O grande salto na carreira foi em 1975, quando ele definitivamente mirou o público do som brega. Em comparação com fenômenos de venda do gênero, como Odair José, Waldick Soriano e Reginaldo Rossi, Timóteo tinha um diferencial: o vozeirão poderoso, com tons graves que alcançavam um volume impressionante. Em shows, gostava de dispensar o microfone por um momento e exibir toda a potência da voz.

Nos seus últimos anos de vida, ele passou a causar polêmica por dar muitas declarações homofóbicas. Sem emplacar um hit há décadas, ele parecia haver encontrado um jeito de se manter em evidência.

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