Para justificar o gasto de R$ 2,3 milhões em recesso de final de ano, CGU diz que Bolsonaro trabalhou “fora do local costumeiro”

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Nesta terça- feira (20), o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário, afirmou que o período em que o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) esteve nas regiões litorâneas de São Paulo e Santa Catarina, não foram férias.

Rosário argumentou que o gasto de R$ 2,3 milhões oriundos dos cofres públicos, entre 18 de dezembro de 2020 e 5 de janeiro de 2021, foi referente a um momento em quem Bolsonaro trabalhou “fora do local costumeiro”, uma vez que não passou o comando do país ao vice-presidente Hamilton Mourão.

A declaração do ministro sobre a viagem do presidente foi para a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, Segundo o jornal O Globo.

“O presidente da República despachou diariamente com todos seus ministros e assessores, também só nesse período, assinou um decreto, sete medidas provisórias e sancionou seis projetos de lei. Então, só por aí a gente entende que o presidente da República não estava de férias, ele estava a trabalho no local fora do local costumeiro, onde ele realiza as suas atividade”, defendeu.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) questionou a justificativa de Rosário, que respondeu ao parlamentar sugerindo que quem não estivesse satisfeito com a explicação poderia tentar aprovar uma lei no Congresso “proibindo” o presidente de sair do Palácio do Planalto.

Sobre os gastos no cartão corporativo, o ministrou disse que 70% foram com hospedagem, pois com a pandemia, os seguranças ficaram em quartos separados, e por isso a despesa teria dobrado.

Esta explicação foi questionada pelo deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade).

“Por que tem que dormir no quarto separado se eles estão sem a máscara no dia a dia de convívio?”, questionou o parlamentar.

Em resposta, o ministro disse que: “Quero deixar claro que não acompanho a segurança do presidente, não sei se eles usam máscara, ou não usam máscara”, e acrescentou que se o governo não tivesse tomado medida preventiva também estaria sendo questionado.

Rosário informou também que os cartões são usados para despesas, prestação de serviços e abastecimento de veículos oficiais, por exemplo, e que há sigilo sobre despesas consideradas de segurança nacional.

Lembrando que, durante o período no qual as despesas questionadas ocorreram, no primeiro dia do ano, Bolsonaro passeou  de lancha pela Praia Grande, em São Paulo, e nadou até os banhistas, gerando aglomeração no local.

Sobre o uso da aeronave para descolamento na viagem, que teve uma despesa de cerca de R$ 1,2 milhão, segundo a CGU o recurso seria gasto mesmo com o avião parado.

“São gastos que seriam realizados com ou sem a viagem. Se nós olharmos praticamente a aeronave presidencial ela tem que decolar dia sim, dia não, pra fins de manutenção”, concluiu.

Da Redação 

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