Com salários atrasados e aguardando o pagamento das rescisões, ex-funcionários do Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Juazeiro, cobram cumprimento dos direitos trabalhistas

Com salários atrasados e aguardando o pagamento das rescisões, ex-funcionários do Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Juazeiro, cobram cumprimento dos direitos trabalhistas

O Portal Preto no Branco recebeu nesta sexta-feira (03) mais uma reclamação sobre o descumprimento de direitos trabalhista por parte da direção do Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Juazeiro, Norte da Bahia.

De acordo com um ex-funcionário da unidade, que preferiu não ser identificado, além de estarem há sete meses com salários atrasados, os colaboradores demitidos em julho ainda não receberam o pagamento das rescisões.

“Em julho o diretor do Sanatório, Renan Teixeira, demitiu alguns funcionários(as). Na época fizemos um “acordo” para que ele pagasse a todos, sem deixar nenhuma pendência. Esse acordo envolvia o pagamento das rescisões, que é obrigação de todas as empresas, e dos seis a sete meses de salários atrasados. Após sermos demitidos, Renan Teixeira sempre prometeu uma data de pagamento da rescisão, e depois dos meses atrasados, jurando pelo seu nome que iria pagar. Porém, pelo visto o nome e sobrenome dele não estão valendo nada. O mesmo vem enrolando e passando a perna nos ex-funcionários há dois meses. Até hoje, nem sequer foi feita a soma do valor das rescisões que alguns funcionários terão direito e mesmo quem já tem essa conta feita a um bom tempo, ainda não recebeu. Foram feitos os pagamentos, de forma escondida, apenas a dois ex-funcionários que o ameaçaram. No dia 20 de agosto de 2021, todos os funcionários que ainda estão trabalhando no Sanatório, receberam o primeiro pagamento. Uma folha inteira, segundo eles mesmos disseram. Já nós, ex- funcionários, estamos toda semana nos humilhando, procurando uma resposta”, relatou.

O ex-colaborador relatou ainda que os responsáveis pela direção do hospital psiquiátrico cortou a comunicação com os ex-funcionários, que foram até proibidos de entrarem na unidade.

“Fomos orientados a não pisar mais os pés na instituição. Nos proibiram de ir ao Sanatório e cobrar os nossos direitos. Já estamos em setembro e nada de pagamento e nem respostas. E mesmo com toda essa situação, Renan viajou para luxar com a família. Segundo eles, foi uma viagem para “resolver problemas”, mas sempre posta fotos tiradas por fotógrafos profissionais e em lugares luxuosos. Não só ele, como a família real, que trabalha toda na instituição, mesmo sendo proibido por lei. Para piorar a nossa situação, fomos todos bloqueados das redes sociais e quando ligamos ninguém atende. Sempre fui um bom funcionário, sempre tratei os pacientes com amor e tive respeito pela empresa, mesmo há meses sem receber. Fiz tudo isso não por eles, mas pelos pacientes. Agora que saí estou sendo tratado como animal sem dono. Não durmo direito, pois as contas vem se acumulando. Além disso, possivelmente, precisarei de um psicólogo para tratar de tantos transtornos psicológicos que essa situação está me trazendo”, finalizou.

O PNB está tentando contato com a direção do Sanatório Nossa Senhora de Fátima.

Em fevereiro deste ano, após diversas reclamações de colaboradores e ex-funcionários, o Ministério Público Estadual informou que instaurou um Inquérito Civil para apurar supostas irregularidades na instituição.

De acordo com a assessoria do órgão, a Promotora de Justiça Rita de Cássia Rodrigues oficiou no dia 1º de fevereiro, a Secretaria Municipal de Saúde para que determine a realização de auditoria no Sanatório pelo Componente de Auditoria Municipal SUS e a Vigilância Sanitária para que inspecione a instituição.

Na época, O Auditor-Fiscal do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho (GRTb) de Juazeiro, Diego Barros Leal, garantiu que o órgão faria uma fiscalização na instituição, já no início deste mês de fevereiro.

O PNB está encaminhando mais uma vez, as reclamações para os órgãos.

Da Redação

1 comentário


  1. E um descaso total e tem gente que vai chegar e vai defender so pra babar a clinica e na realidade fica passando fome em casa sendo que o mesmo o “patrão” nem paga o salário nem ajuda a pagar nem um gás ou a feira. enquanto uns estão na merda outros estao fazendo books e bebendo varios drinks caros sendo que so tem o sanatório como vínculo.

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