“Prevaricou?”: em entrevista, Bolsonaro faz críticas a Moro e sugere que ele usou o governo para se preparar para ser candidato à presidência

"Prevaricou?": em entrevista, Bolsonaro faz críticas a Moro e sugere que ele usou o governo para se preparar para ser candidato à presidência

Em entrevista transmitida nesta segunda-feira (10), Bolsonaro (PL) criticou o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro,  sugerindo que o pré-candidato à presidência teria aderido ao seu governo com intenção de se lançar na disputa pelo Palácio do Planalto.

“Ele foi do meu governo para fazer um trabalho sério, para se blindar ou para se preparar para ser futuro candidato a presidente da República?”, questionou Bolsonaro, durante entrevista à TV Jovem Pan.

Moro deixou a 13ª Vara de Curitiba para assumir o Ministério da Justiça de Bolsonaro, logo após o segundo turno das eleições de 2018. Ele deixou o governo em 2020, acusando o mandatário de tentar interferir na Polícia Federal.

“Ele esteve um ano e quatro meses comigo. Não descobriu nada do governo? Prevaricou?”

O presidente reafirmou ainda que Moro teria condicionado uma troca no comando da Polícia Federal, como queria Bolsonaro, à sua indicação para uma vaga de ministro do STF. O ex-ministro tem negado a acusação.

“Ele aceitava mandar embora o [então] diretor-geral [da Polícia Federal Maurício Valeixo] só em setembro, quando eu o indicasse para o Supremo. Que petulância, que petulância”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro sugeriu ainda que Moro não apoia as pautas conservadoras, como a do armamento da população e a oposição ao aborto.

“Nada aparece ali. ‘Não, que nós temos que combater milicianos, não sei o quê. Corrupção… Ele ficou um ano e quatro meses comigo, o que eu fiz no tocante à corrupção? Quem tirou o Lula da cadeia não fui eu, foi o Supremo Tribunal Federal”, disse Bolsonaro.

A entrevista do mandatário foi gravada na semana passada e veiculada nesta segunda.

Pesquisas

De acordo com o mais recente Datafolha, Moro aparece com 9% das intenções de voto no primeiro turno –ainda distante de Lula (48%) e Bolsonaro (22%), que têm polarizado a disputa.

Redação PNB

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