Pedestre é atingido no olho por jato de tinta de um serviço da empresa Limp City em pontilhão de Juazeiro e reclama da falta de assistência da empresa: “Eu poderia ter ter sofrido algo mais grave”

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O projecionista Jânio F. Santos, de 42 anos e pai de 3 filhos, passou um grande susto e constrangimento na tarde do dia 29 de dezembro do ano passado. O trabalhador, que mora em Juazeiro, passava pelo pontilhão da Raul Alves, bairro Santo Antônio, quando recebeu um jato de tinta que atingiu seu rosto, afetando os olhos.

A tinta partiu de um serviço que trabalhadores da empresa Limp City, que presta serviço à Prefeitura de Juazeiro, realizavam em cima do pontilhão. Segundo Jânio F, a área não estava isolada e não havia nenhum aviso informando sobre o serviço.

“Foi um susto grande, pois eu passava tranquilamente e em fração de segundos, fui atingido. Não havia nenhuma placa avisando e a área não estava sinalizada. Um risco para os pedestres, veículos e também para os trabalhadores que atuavam sem nenhuma segurança”, contou.

Ele disse ainda que a tinta afetou seus olhos, que ardiam e doíam muito e que foi assistido por mototaxistas que ficam no local.

“Fiquei sem enxergar nada. O jato foi forte e meus olhos ardiam e lacrimejava muito. Eu procurei os trabalhadores e eles disseram que nada poderiam fazer. Foi aí que eu pedi para chamarem um superior e veio um técnico de segurança. Ele me levou para a UPA, mas lá não havia especialista. No Hospital Regional também não tinha médico para atender meu caso. Foi quando pedi pra me levar a uma clínica particular, pois eu estava temendo pela minha visão, mas ele disse que não tinha o valor da consulta para pagar. Falei pra ele que acionasse a empresa, pois o problema não tinha sido gerado por mim. Ele chegou a ir comigo na clínica, mas disse que eu pagasse do meu bolso, que arrumasse um cartão, pois ele não tinha como pagar e que depois a empresa iria ressarcir. E assim eu tive que me virar e pagar. Felizmente, somente um olho meu foi afetado”, relatou.

Jânio conta ainda que, além da consulta gastou com medicamentos e, até o momento, não foi ressarcido dos prejuízos.

“Minha camisa foi estragada e eles também tinham que me dá outra. Eu mandei o valor de uma igual e eles disseram que eu comprasse com meu dinheiro, mas eu disse que estava sem condições, pois já tinha gastado, sem poder, com médico e remédios. A empresa está exigindo que eu apresente as notas de todo prejuízo para me ressarcir. Mas eu só tenho notas da consulta e dos remédios e não das minhas vestimentas. Além disso, estão me tratando com muita hostilidade, quando deveriam ter me dado toda assistência. As vezes que fiz contato com eles, fui maltratado, até bateram o telefone na minha cara. Não é assim que se age com um cidadão que está no seu direito”, disse.

O trabalhador falou ainda que vai entrar com uma ação na justiça, pois além do prejuízo material, passou por constrangimento, além de que poderia ter acontecido o pior com ele.

“Se cai uma lata de tinta na minha cabeça ou na de outra pessoa? Se cai um equipamento de trabalho deles? Eu poderia ter até ter sofrido algo mais grave ou perdido minha vida em um segundo. Perdi 3 dias de trabalho e venho passando todo esse aborrecimento pela falta de responsabilidade de uma empresa, que também põe em risco a vida de seus trabalhadores. Nunca me procuraram para saber se eu estava bem. Eu só queria que me ressarcissem o valor do prejuízo, mas, diante deste descaso e desrespeito, vou acionar a justiça, pois este é meu direito de cidadão”, finalizou.

Nós estamos buscando contato com a empresa Limp City.

Redação PNB

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