Em uma votação relâmpago, maioria dos vereadores de Juazeiro aprova PL que faz alterações na alíquota do IPJ; Luciano do Vale e Gladson Azevedo foram contrários ao projeto

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Foi votado e aprovado nesta terça-feira (18), na Câmara de Vereadores, o PL N°3.912/2024, do executivo municipal, que faz alterações na alíquota do Instituto Previdenciário de Juazeiro, o IPJ.

Mesmo com as reações contrárias e protestos de sindicatos e associações que representam os servidores municipais de Juazeiro, a matéria foi aprovada pela maioria dos vereadores.

Apenas os vereadores Luciano do Vale (PSD) e Gladson Azevedo (PP) foram contrários ao Projeto de Lei.

O presidente da casa legislativa, Vereador Berg da Carnaíba, anunciou o PL em plenário e, rapidamente, a votação foi realizada.

“Eu votei contra o projeto. Anunciei meu voto na tribuna antes que o presidente colocasse o projeto em votação. Achei ridícula o que se fez ali, colocar aquele projeto imoral em votação. Meu voto já estava definido. Era contra e foi contra. Sobre não ter me levantado na hora da votação, eu pergunto: Como levantar em uma lida de projeto daquele tipo, quando anunciou o projeto, já foi logo abrindo a boca dizendo que o projeto estava aprovado. Eu fiz uso da tribuna e declarei meu voto que vai estar na ata de hoje. Eu fui contra, sou contra, estarei contra a qualquer projeto que venha do executivo e que não traga benefícios para a população”, disse Luciano do Valeo ao PNB.

Gladson Azevedo declarou publicamente que:” Nós colocamos nosso posicionamento com muita tranquilidade, muita maturidade, entendendo a preocupação  dos servidores do nosso município com o futuro do IPJ, seguindo o direcionamentos dos sindicatos”, afirmou o vereador.

Reações

Na última quarta-feira (12), o PL foi retirado da pauta, após um pedido de vistas feito pelo Vereador Gleidson Azevedo (PP), segundo informou Telma Marineide, presidente do Sintrab-Saúde.

“Esse projeto traz graves prejuízos aos aposentados e pensionistas”, avaliou Telma Marineide, que ainda acrescentou: “Já era certo que os dois projetos seriam votados, até porque não houve, por parte dos sindicatos, nenhum impedimento legal para que o PL não fosse votado. Bater papo com vereadores nunca foi forma de solucionar maldades contra servidores. A realidade de Juazeiro todos conhecem. Os gestores mandam o PL e a Câmara de Vereadores aprova. Não existe nenhuma novidade nisso, porém o que precisa mudar são as atitudes dos sindicatos, servidores públicos que não têm representação na Câmara de Vereadores. O PL ainda demorou, teve prazo suficiente para ação contrária à votação, mas, infelizmente, não foi feito. Agora a situação da prefeita está resolvida da forma que ela precisa e olha que teve sindicato que foi categórico em dizer que este PL é imoral, porém legal, isso era só o que os vereadores precisavam ouvir, era desse aval para consumar a maldade”, concluiu.

Luiz Alberto, presidente do Sinserp protestou: “Passaram um rolo compressor por cima dos servidores. Os servidores estão revoltados pela covardia da Câmara de Vereadores. Quero agradecer aos vereadores Luciano e Gleidson Azevedo que foram os únicos a favor dos servidores. Desta vez foi pior, não deu tempo nem da gente olhar pra trás, quando olhamos já tinham passado o rolo compressor. Pode se chegar até mesmo ao fim do IPJ. Mas nós vamos dar a resposta”.

Um servidor, que pediu para não ser identificado, enviou ao PNB seu desabafo: “Uma maldade advinda da gestão Suzana Ramos que conseguiu, enfim, mais uma vez, atacar nossa Previdência. Conseguimos segurar votação do PL por 2 vezes, porém não teve jeito. Vereadores votaram hoje e, é claro, já sabiam que iriam aprovar. O vereador Jean Gomes, líder da prefeita, chegou a dizer na tribuna que servidores e sindicatos nunca se mobilizaram pra questionar a situação da previdência, a não ser agora em movimento político no final do mandato. O Dr. Salvador disse que os servidores tivessem cuidado na próxima vez que fossem votar pra prefeito. E Bené foi capaz de dizer novamente que só votou porque os servidores e alguns sindicatos disseram que o projeto estava bom, como fez em abril quando votou na lei que retirou o reajuste anual obrigatório da nossa insalubridade, retirando também o percentual por grau mínimo, médio e máximo pra transformar numa ninharia de valor fixado. Alguém acha que realmente deve ficar de braços cruzados, sendo tratado dessa forma e ficar esperando o que virá de pior a seguir”?

Redação PNB

 

 

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