“Country Club pede socorro”, diz morador ao relatar abandono do bairro em Juazeiro

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O morador de Juazeiro, na região Norte da Bahia, Harisson Souza, procurou o Portal Preto no Branco para criticar o que classifica como um cenário de abandono e descaso do poder público com o bairro Country Club. Em seu relato, ele descreve o que considera como decadência do local que, no passado, foi referência de lazer, prestígio e desenvolvimento urbano.

“Com origem datada na década de 1960, a partir da fundação do São Francisco Country Club, o bairro que virou símbolo de lazer e prestígio, hoje enfrenta desafios que vão desde o abandono em sua zeladoria ao seu esvaziamento diante da fuga de moradores. Durante a década de 1990, o bairro estava no imaginário de muitas pessoas como residência daquilo que “deu certo”. Afinal, as atividades sociais, esportivas, aquáticas e os eventos festivos, nortearam o seu crescimento urbano, resultando na maioria dos condomínios residenciais da região, luxuosas habitações e o estabelecimento de uma parcela da população com renda elevada – fato apontado pelos Censos do IBGE”, declarou.

O morador cita ainda fatores que teriam provocado o atual cenário do bairro.

“O ciclo virtuoso parece ter chegado ao fim com a desativação do clube. E pior do que isso foi todo o entorno definhar simultaneamente. Entretanto, se tratando apenas do bairro, não há responsabilidade além da própria ineficiência dos administradores do município. Uma incapacidade técnica e de gerência castiga a localidade há anos, parece um ponto em comum entre oposição e situação, nenhum grupo foi capaz de perceber a potencialidade do bairro como estratégia para criar um vetor de crescimento _sui generis_ na região”, acrescentou.

Harisson destaca ainda que a situação atual do bairro é alarmante.

“Todas as ruas internas estão destruídas, o matagal praticamente tomou conta dos passeios e das vias. E aqui, permita-me dizer, não é dever do morador resolver. Os impostos são pagos para que serviços básicos como capina, varrição, manutenção da pavimentação e iluminação pública, sejam todos eficazes. As pessoas têm direito a isso. Certamente, se hoje encontrássemos com os juazeirenses dos anos 1990 e disséssemos que o Country Club seria fechado, que muitas casas seriam abandonadas, que a evasão dos moradores colocaria à venda boa parte das habitações com a inoperância do poder público, o sentimento seria de perplexidade e descrédito”.

Ele finaliza alertando para as consequências mais amplas desse abandono. “Enquanto isso, vemos uma parcela da população que tem capital para investir, gerar empregos, atrair serviços mais qualificados e propiciar áreas mais prósperas em nossa cidade emigrar para o outro lado do rio.”

Encaminhamos o relato do morador para os órgãos responsáveis.

 

Redação PNB 

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