A Falta de Memória Politica de Isaac Carvalho, a “Estátua de Pedra”, por Henrique Rosa

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Isaac Carvalho, 53 anos de vida e 15 como inelegível, até 2031.

Agora, por dirigir críticas ao SAAE, tornou-se um crítico saudosista e tardio.

Tenta sair da figura de Estátua de Pedra, agora, aparecendo, dedo em riste, dando lições de administração pública, após condenações sucessivas na justiça, tornando-se o maior inelegível da Bahia, por improbidade administrativa e rejeição de contas.

A cena é teatral, orquestrada por um ator com pouco estudo e conhecimento.

Quando ele nasceu em Pernambuco, o SAAE já existia e as sucessivas administrações foram marcadas por investigações e condenações entre 2005 a 2024, época em que os gestores enfrentaram decisões da Justiça Estadual, Justiça Federal, Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas da União e investigações da Polícia Federal.

O espetáculo continua. Nele aparece Isaac, desfilando com a alegoria de inelegível e condenado a pagar multas e ressarcimentos em milhões aos cofres públicos, alguns deles relacionados à administração municipal.

Isaac carrega nas costas um fardo pesado de problemas e agora se apresenta como vigilante das dificuldades administrativas.

Como costuma acontecer na vida pública, o passado segue batendo à porta, sobretudo no campo jurídico, tramitando pedido recente do Ministério Público para bloqueio de bens de ex-gestores do SAAE, em razão de não pagamento de contas de energia elétrica a COELBA, situação que colocou o SAAE na UTI financeira.

O caso conto, como o caso foi, aguardado decisão judicial.

Continua o debate sobre gestão pública em Juazeiro, com um detalhe inevitável: a memória dos fatos, das decisões judiciais e dos relatórios dos órgãos de controle também fazem parte da história.

E história, como se sabe, pode até demorar, mas costuma sempre voltar para cobrar a conta, que aliás, será paga. Quem viver verá.

Por Henrique Rosa, advogado

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