Preto no Branco

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“Chega de mandar estagiário para a Presidência”, diz Ciro sobre Huck

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O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) criticou a possível participação do apresentador Luciano Huck na disputa pela presidência da República em 2022. “Você passa numa esquina e vê ali aqueles meninos fazendo malabares, jogando coisas, engolindo fogo. Eu acho aquilo admirável. Mas você entregaria seu filho com apendicite para um malabarista genial fazer a cirurgia dele? Essa é a pergunta que nós temos que fazer. Qual é a credencial? Não é do Luciano Huck. Pelo amor de Deus, chega de mandar estagiário para a Presidência da República”, disse em entrevista ao Uol e Folha.

O ex-ministro ressaltou ainda que ele e Huck são amigos. “Estive no casamento dele lá atrás. A Angélica encerrou minha campanha de prefeito de Fortaleza. Tenho, assim, delicadezas com ele, mas, camarada, experiência anterior no setor público, na política? Nenhuma”.

Para Ciro, o apresentador não tem condições de aglutinar partidos de centro para a próxima eleição presidencial. “Aí vamos entregar a Presidência da República no olho do furacão da pior crise socioeconômica da história do Brasil a um grande malabarista? Eu não dou meu filho para ele fazer uma cirurgia. Se o Brasil quiser, entrega o filho com apendicite para ele fazer a cirurgia”.

Folhapress

Feira de Saúde e Caminhada Rosa vão marcar o Outubro Rosa, em Sobradinho

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A Secretaria de Saúde de Sobradinho realizará na manhã da próxima quarta-feira (16), dois eventos para fortalecer o “Outubro Rosa”: Uma Feira de Saúde e a Caminhada Rosa pretendem mobilizar a comunidade, com o objetivo de sensibilizar para a a necessidade da prevenção e combate aos cânceres da mama e do colo do útero.

Durante a feira a SMS disponibilizará uma sala de enfermagem no Centro de Saúde para a realização do autoexame de mama e preventivo do câncer do colo do útero. Além disso, uma profissional de enfermagem estará disponível para a o agendamento, via Whatsapp, das mamografias que serão realizadas no Instituto Ivete Sangalo, em Juazeiro.

“Vista sua camisa rosa ou branca e venha caminhar lado a lado conosco no combate ao câncer de mama. Às sete e meia da manhã, da próxima quarta-feira, dia 16, nós sairemos em caminhada da frente do Mercado Municipal em direção da Praça Geraldo Silva, onde será organizada a I Feira de Saúde Rosa. No local da feira, poderão ser encontrados espaços com oferta de vários serviços para as mulheres sobradinhenses”, explicou a secretária de Saúde Maysa Sanjuan, idealizadora da ação.

No espaço serão montados stands com serviços de estética, e a população poderá também participar da palestra com a médica Fernanda Samira, e das práticas interativas, como a aula de zumba e avaliações antropométricas.

“O convite da SMS, se estende, principalmente, para todas as pacientes que já sofreram ou que ainda estão em tratamento contra o câncer. Queremos ver todas elas lado a lado, fortalecendo a Campanha do Outubro Rosa, em Sobradinho, e se empoderando para continuarem na luta”, finalizou a secretária.

Ascom PMS

PSL deve expulsar ao menos três deputados da ala ligada a Bolsonaro

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O PSL deve expulsar ao menos três deputados da ala ligada a Bolsonaro.

O embate entre a direção do PSL e o grupo do presidente Jair Bolsonaro deve ter novos capítulos nesta semana. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, a cúpula da sigla deve expulsar ao menos três deputados que fizeram críticas públicas à gestão de Luciano Bivar (PE).

A publicação lembra que a guerra entre as diversas alas do partido fez legendas que tratavam discretamente de uma fusão com o PSL recuarem e darem um tempo nas conversas. Ninguém quer “ser usado” como arma contra o Planalto nem comprar a briga alheia.

Ainda segundo o jornal, a ideia é só voltar a negociar uma eventual união com o PSL quando a poeira entre a legenda e o presidente baixar —e se ficar claro que os passivos do partido são contornáveis.

Folhapress

Polícia Civil perdeu imagens dos assassinos de Marielle no dia do atentado

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Policiais da Delegacia de Homicídios do Rio perderam “imagens relevantes” que possibilitariam a identificação dos assassinos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, registradas cerca de três horas antes do atentado ocorrido em 14 de março de 2018. As informações são do Uol que confirmou com fontes ligadas à investigação conduzida pelo órgão da Polícia Civil do Rio.

De acordo com denúncia feita pelo Ministério Público de Rio de Janeiro (MP-RJ) e aceita pela Justiça, o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz usaram um Cobalt prata com placa clonada para cometer o duplo homicídio no bairro de Estácio, no centro do Rio. Mas, ainda não há nenhuma prova contundente de que os dois estavam no veículo. As defesas dos réus negam que eles tenham cometido o crime.

No relatório produzido pela delegacia, a respeito do trajeto percorrido pelas vítimas e os assassinos, a primeira imagem obtida do carro com placa clonada é registrada às 17h34 daquele dia, na localidade conhecida como Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Cerca de 40 minutos depois, às 18h16, as câmeras de um estabelecimento comercial flagraram o mesmo carro na Tijuca, bairro da zona norte do Rio, onde Marielle residia com a companheira Mônica Benício. A próxima imagem do veículo surge às 18h44, já nas proximidades da rua dos Inválidos, na Lapa, onde a vereadora participou de um debate antes de ser assassinada.

Segundo o Uol, os agentes da delegacia obtiveram outras “imagens relevantes” gravadas neste intervalo de 28 minutos e que foram registradas pelas câmeras desse estabelecimento na Tijuca. O material possibilitaria a identificação dos ocupantes do Cobalt prata.

Os policiais foram ao local logo após o atentado, salvaram as imagens em um pendrive e retornaram cerca de 15 dias depois sob alegação de que tinham perdido o material. Porém, nesta ocasião não foi possível recuperar as imagens.

Segundo o Uol, o delegado Ginilton Lages, primeiro a chefiar as investigações do crime, admitiu em depoimento à Justiça que houve falhas na busca pelas imagens dos assassinos no trajeto percorrido no dia do atentado. De acordo com ele, os policiais coletavam as imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais localizados ao longo do trajeto do carro em pendrives, mas, ao submeter o material ao setor responsável, descobriam que os arquivos haviam sido salvos em “formato errado”.

Procurada, a Polícia Civil do Rio afirmou apenas que o “caso está sob sigilo”.

BN

“Um sonho realizado de milhares de baianos, nordestinos e brasileiros”, diz Rui sobre canonização de Ir. Dulce

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O governador da Bahia, Rui Costa, acompanhou diretamente da Praça São Pedro, no Vaticano, a cerimônia em que Irmã Dulce foi reconhecida como santa pela igreja católica, neste domingo (13).

É a celebração que realizou o sonho de milhares de baianos, nordestinos e brasileiros, com a canonização de Irmã Dulce, agora Santa Dulce dos Pobres. Agora aguardamos a nossa missa, no próximo domingo, em Salvador. É um sonho realizado, o reconhecimento de alguém que dedicou a vida a cuidar do próximo“, afirmou Rui.

A freira baiana, que dedicou sua vida aos mais pobres e desassistidos, passará a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres e terá como data litúrgica o dia 13 de agosto.

O Anjo Bom da Bahia é a primeira santa de nosso tempo nascida no Brasil e sua canonização é a terceira mais rápida da história (27 anos após seu falecimento), atrás apenas do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte) e de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento da religiosa).

Na segunda-feira (14), acontece a primeira missa em honra da Santa, às 10h, na Basílica Sant’Andrea della Valle, localizada em Corso Vittorio Emanuelle II, em Roma (Itália). A celebração será presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. Para participar da missa do dia 14, não é necessário ingresso.

Já no próximo domingo (20), em Salvador, acontecerá a primeira celebração no Brasil pela Canonização de Irmã Dulce, a partir das 12h30, na Arena Fonte Nova (abertura dos portões ao meio dia), com a expectativa de reunir 55 mil pessoas. A programação cultural e religiosa do evento na capital baiana contará com apresentações musicais, espetáculo teatral e missa presidida pelo Arcebispo Dom Murilo Krieger.

Entre as atrações, destaque para a participação dos cantores e Embaixadores de Irmã Dulce, Margareth Menezes, Waldonys, Saulo, Tuca Fernandes e Padre Antônio Maria durante a encenação do espetáculo “Império de Amor”. A peça vai levar ao palco mais de 600 atores, sendo 550 crianças e adolescentes do Centro Educacional Santo Antônio (CESA) – núcleo de educação das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), além de idosos da instituição. Juntos eles vão contar a história do Anjo Bom da Bahia com números de teatro, dança e música.

A programação terá também a participação dos cantores Adelmário Coelho, Targino Gondim e do tenor Thiago Arancam. Os ingressos para a celebração na Arena Fonte Nova são gratuitos e serão distribuídos somente através das paróquias da Arquidiocese de Salvador, a partir do dia 1º de outubro. Criança, a partir de 2 anos, precisa de ingresso para acesso ao evento.

Da Redação

Sempre Aos Domingos: “Eu fui uma criança feliz, e nem existia celular”, por Sibelle Fonseca

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Quando vejo uma criança agarrada ao celular ou presa a televisão, lembro da minha infância. Um tempo em que não se dava valor a grife, não havia shopping center, jogos virtuais, Mc Donalds, Coca-cola, Danoninho, nem dança da garrafa e as meninas se vestiam como crianças.

Não é saudosismo e nem a pieguice de dizer que “no meu tempo era melhor”. Até porque o meu tempo é este. É o agora. O passado não me pertence e o futuro, só a Deus. E acho mesmo que tem muita coisa boa acontecendo hoje em dia.

Mas fico pensando o quanto o sistema é perverso com as crianças. Esse tal capitalismo que tem a lógica de mercado, atinge nossas crianças em cheio.

A maioria só conhece leite em pó e jamais viu uma vaca sendo ordenhada. Não sobe em árvores, jamais brinca de roda, de picula e nem vai a um circo destes mais fuleiros, onde a simplicidade é pedagógica.

Eu tive uma infância bem feliz. Não havia sofisticação, mas tínhamos tempo para brincar de verdade, experienciar, compartilhar momentos com outras crianças, sentir o abraço da melhor amiga, andar de mãos dadas com a colega, ficar de mal e de bem, com os dedos e cara a cara, tudo no mundo real.

Brinquei de casinha de bonecas e tive um bonequinho especial chamado “Bimbim”. Brinquei de médico, de salada de frutas, de guardar o anelzinho bem guardadinho e de se esconder. Brinquei de roda, de Amarelinha, de Boca de Forno e de Chicotinho-Queimado. Fui rica e pobre de Marré, Marré, Marré. Cantei a rosa despedaçada que brigou o cravo e tirei muitos amigos do fundo do mar, como se eu fosse um peixinho.

Cai de bicicleta e de árvores. Na roça do meu avô, o Acude de Pedras, tirei umbu do pé, tomei leite no curral, escovei os dentes num copo porque não havia água de torneira. Ouvi causos de assombração, dormi com medo do escuro, depois de apagados todos os candeeiros, e limpei o bumbum com malva. Lá também assistia, com o coração apertado, a matança dos bodes que ficavam dias estirados, eram conservados com sal e assim que consumidos, outros eram abatidos.

Fui ajudante da igreja e, ainda menor que o púlpito da catedral, já lia o folheto da liturgia. Fiz a primeira comunhão com direito a foto de véu como lembrancinha. Fiz aquela foto escolar com a bandeira do Brasil ao fundo. Escrevi 200 vezes e, por várias vezes, como castigo da professora, “Eu devo me comportar em sala de aula”. Me fiz de doente para ter o direito de tomar Guaraná e comer maçã. Merendei ovo cru batido com farinha e açúcar, borra de manteiga e meu iogurte era um prato de coalhada das boas. Participei dos “dramas” que minhas irmãs mais velhas faziam no quintal e chorei ouvindo as histórias contadas por meu pai, sobretudo a de uma tal garça que teve os filhos comidos por um socó.

Dei gargalhadas até fazer xixi dos palhaços dos circos improvisados que chegavam em Juazeiro. Tomei peia por fugir de casa e correr atrás do homem da perna de pau que anunciava que teria espetáculo na cidade, sim senhor.

Fiz xixi nas calças de medo nos trens fantasmas da vida. Minha Disney eram os parques que chegavam de ano em ano, com suas rodas gigantes. Eram a Praça do Jacaré, com sua fonte luminosa e a da Bandeira, com uma ladeirinha charmosa, tipo uma pontezinha, que foi demolida pela irresponsabilidade do prefeito de uma época aí. Aquela mesma que o pessoal da minha geração tirava foto.

Tomei 12 bolos em cada mão com a cruel escova de lustrar sapatos. Furtei um chocolate no Supermercado Pinguim, ajoelhei aos pés do gerente Hidilberto Benevides para pedir perdão, tomei umas cinturadas e aprendi com isso a maior lição de honestidade dada por meu pai.

Catei caju na Ilha de Nossa Senhora e me banhei escondido nas águas do Velho chico. Fugi para a Ilha do Fogo no horário da aula de educação física. Ganhei de minha mãe a assinatura da Revista Amiguinho e me apaixonei pela leitura. Ouvia minha avó cantar e fui aprendendo uma cantigas de amor.

Fui a baliza nos desfiles de Sete de Setembro e do 15 de julho. Fui uma rosa no desfile dos 100 anos da minha cidade Juazeiro. Fui anjo na procissão de Nossa Senhora das Grotas e a menina má na peça de teatro da escola. Fui Calouro nos shows da 28 de setembro e declamei poemas na Sociedade Apolo.

Tomei Guaraná Antártica na Primavera e na Kisabor, com meu pai e minhas irmãs. Vez em quando, ganhava um trocado para tomar o sorvete da “Delícia”, na 28, e na Iglu, em Petrolina.

Fui as manhãs de sol no Country Clube. Saia para almoçar fora aos domingos e todos os dias as refeições eram feitas com todos à mesa, e meu pai na cabeceira. Tomei carreira de Maria polpa de pau, de João doido e de Guiomar, a que mais eu temia. Via  “Legal” cheirando gasolina nos poucos postos de Juazeiro.

Tive catapora, caxumba, hepatite. Inventei dor de cabeça na escola, só para usar óculos de grau, o que eu achava um chame. Desejei quebrar uma perna ou um braço, só para engessar, o que eu também achava um charme. Tive sangue doce para piolhos, fiz bolinhas de cuspe e preguei chicletes em baixo da mesa de jantar.

Tirei 10 na escola, na maioria das vezes. Tirei nota “c”, a pior em comportamento, quase sempre.

Eu tive uma infância feliz. Tenho todas as marcas dela. A da vacina de BCG, ornamenta meu braço esquerdo. Nas pernas e joelhos, cicatrizes das quedas que me ensinaram a levantar. Guardo até uma deixada pela mordida do cachorro de Drubi que me atacou no caminho ao instituto Imaculada Conceição, minha primeira escola. Tenho marcas felizes na minha alma de criança. Algumas úlceras também, que doeram, mas me ensinaram a ser resiliente.

Cada uma destas marcas têm uma história. Marcas das expectativas frustradas e superadas, o que me ensinou a ser forte. Alguns traumas (ainda pra resolver), que estimulam a eterna busca. Marcas dos valores e princípios passados pelos meus pais, que me dignificam. Marcas das vezes em que me rebelei, contestei, subverti, o que me ensinou o enfrentamento e a resistência. Marcas suaves no meu coração, do afeto, da poesia e das cantigas da infância que vivi.

Foi uma fase bem vivida, e nem existia celular. Foi uma fase de histórias. Assim como esta fase de agora, em que as marcas todas, as rugas, as linhas de expressão, pintinhas senis e mexas de branco nos cabelos, contam as histórias que vivi. Elas compõem a mulher que eu sou, a que necessita do outro para se encontrar, crescer e ser feliz!

Sibelle Fonseca é radialista, militante do jornalismo, pedagoga, feminista, conselheira da mulher, mãe de quatro filhos, cantora nas horas mais prazerosas, defensora dos direitos humanos e uma amante da vida e de gente

Eduardo Bolsonaro ironiza sigla LGBT em camiseta

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou, neste sábado (12), uma foto em que ironiza a sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Na imagem, ele usa camiseta em que a sigla da comunidade foi substituída por Liberdade, Armas, Bolsonaro e Trump.

Para ele, a camiseta mostra que “o conceito de LGBT foi atualizado com sucesso”. A deputada federal Bia Kicis publicou um vídeo em que mostra o deputado, seu companheiro de partido, usando a camiseta e no qual explica a “atualização do conceito”.

Os deputados ironizam a sigla enquanto o relatório População LGBT Morta no Brasil em 2018, realizado pelo Grupo Gay da Bahia, revelou que a cada 20 horas uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil, o que torna o país o recordista mundial de crimes contra minorias sexuais e de gênero.

O relatório também aponta que os assassinatos de pessoas LGBT se destacam pelos “requintes de crueldade, muitos golpes, múltiplos instrumentos, tortura, latrocínio e destruição\incêndio do cadáver e patrimônio característicos”.

Folhapress

Adelmário Coelho e Targino Gondim farão shows na primeira missa celebrada no Brasil pela canonização de Ir Dulce

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No próximo domingo (20), acontecerá a primeira celebração no Brasil pela Canonização de Irmã Dulce, em Salvador, a partir das 12h30, na Arena Fonte Nova, com abertura dos portões ao meio dia.

A celebração, presidida pelo Arcebispo Dom Murilo Krieger, deve reunir mais de  50 mil pessoas e contará com uma programação cultural e religiosa.

Entre as atrações, estão os cantores e Embaixadores de Irmã Dulce, Margareth Menezes, Waldonys, Saulo, Tuca Fernandes e Padre Antônio Maria.

Será apresentada a peça “Império de Amor”, que conta com mais de 600 atores em cena, sendo 550 crianças e adolescentes do Centro Educacional Santo Antônio (CESA) – núcleo de educação das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), além de idosos da instituição, que contarão a história da agora santa.

A programação terá também a participação dos cantores Adelmário Coelho, Targino Gondim e do tenor Thiago Arancam. Os ingressos para a celebração na Arena Fonte Nova são gratuitos e já começaram a ser distribuídos pelas  paróquias da Arquidiocese de Salvador.

Da Redação 

Câmara dos Deputados poderá votar ampliação do porte e posse de armas

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O projeto de lei que aumenta os casos permitidos de porte de armas é o destaque da pauta do Plenário para os dias 15 a 17 de outubro. Os deputados podem votar ainda duas medidas provisórias se lidos os ofícios para começarem a tramitar na Casa.

O substitutivo do deputado Alexandre Leite (DEM-SP) para o Projeto de Lei 3723/19, do Poder Executivo, diminui de 25 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas; permite o porte de armas para os maiores de 25 anos que comprovem estar sob ameaça; aumenta as penas para alguns crimes com armas; e permite a regularização da posse de armas de fogo sem comprovação de capacidade técnica, laudo psicológico ou negativa de antecedentes criminais.

Essa regularização do registro da arma poderá ser feita em dois anos a partir da publicação da futura lei e o interessado deverá apenas apresentar documento de identidade, comprovante de residência fixa e prova de origem lícita da arma. Ficam dispensados ainda o pagamento de taxas, comprovante de ocupação lícita e ausência de inquérito policial ou processo criminal contra si.

Em audiência organizada pela Comissão de Segurança Pública no último dia 9, a pedido da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), o relator reconheceu que essa regularização é um dos pontos polêmicos que podem ser destacados para votação em separado no Plenário.

Leite disse que, na próxima terça (15), às 15 horas, o Colégio de Líderes fará uma reunião para tratar exclusivamente dos pontos do projeto.

Ministérios
Com vigência até a próxima quarta-feira (16), a Medida Provisória 886/19 reformula novamente alguns pontos da estrutura do Poder Executivo, anteriormente tratada pela MP 870/19 (Lei 13.844/19).

Um dos pontos mais polêmicos do texto, a subordinação do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi retirado do texto pelo relator, senador Marcos Rogério (DEM-RO), pois o assunto passou a ser disciplinado pela MP 893/19, que alocou o órgão no Banco Central com nova denominação (Unidade de Inteligência Financeira – UIF). O órgão é responsável por investigações relacionadas à lavagem de dinheiro.

Entretanto, o relator incluiu na medida provisória a reformulação das atribuições da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi), aproveitando o texto do projeto de lei de conversão da MP 882/19, que perdeu vigência e tratava do tema. A unidade passará da Secretaria de Governo da Presidência da República para a Casa Civil.

Mais Médicos
Outra medida provisória que pode ser analisada é a que reformula o programa Mais Médicos (MP 890/19). O projeto de lei de conversão do senador Confúcio Moura (MDB-RO) inclui os quilombolas no grupo de comunidades vulneráveis e as localidades atendidas por unidades fluviais de saúde entre os pontos a serem atendidos pelo programa.

A principal mudança feita por Moura é a reincorporação ao Mais Médicos dos cubanos por mais dois anos. Poderão pedir a reincorporação aqueles que estavam em atuação no Brasil no dia 13 de novembro de 2018 e tenham permanecido no País após o rompimento do acordo entre Cuba e a Organização Pan-Americana da Saúde, que intermediou a vinda dos cubanos para o Brasil.

Imposto municipal
Também pode ir a voto o projeto que viabiliza o direito à arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) para a cidade do tomador de serviços como planos de saúde, consórcios, cartões de crédito e serviços de arrendamento mercantil (leasing).

De acordo com o substitutivo do relator, deputado Herculano Passos (MDB-SP), para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 461/17, do Senado, um comitê gestor definirá como serão os procedimentos para se recolher esse tributo.

A necessidade do projeto decorre de mudanças feitas pela Lei Complementar 157/16, que transferiu a competência da cobrança do imposto nessas situações do município onde fica o prestador do serviço para o município onde mora o usuário final.

O texto cria ainda uma transição ao longo de quatro anos para não impactar a arrecadação de municípios que recebem os valores segundo as regras antigas. Ao fim desse período, toda a arrecadação ficará com o município onde mora o tomador do serviço.

Venda de créditos
Em pauta consta ainda o Projeto de Lei Complementar (PLP) 459/17, que viabiliza a cessão de créditos tributários ou não; de titularidade da União, dos estados e dos municípios.

Segundo o texto vindo do Senado, do total de recursos obtidos com a cessão dos direitos sobre os créditos da administração, 50% serão direcionados a despesas associadas a regime de Previdência social e a outra metade a despesas com investimentos. Essa regra consta da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O primeiro relator da proposta em Plenário, o deputado André Figueiredo (PDT-CE) desistiu da relatoria após apresentar emendas ao texto que restringiam o alcance dessa cessão somente à dívida ativa e impunham regras para o leilão.

Um novo parecer deve ser apresentado ao Plenário após negociações em andamento. Governadores têm interesse na aprovação do projeto para dar segurança jurídica a leis estaduais sobre o tema.

Suicídio
Uma das novidades da pauta do Plenário é o Projeto de Lei 8833/17, do Senado, que tipifica como crime induzir qualquer pessoa a cometer automutilação ou suicídio.

Segundo o texto da relatora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), deputada Caroline de Toni (PSL-SC), a pena será de reclusão de seis meses a dois anos.

Se houver lesão corporal grave ou gravíssima resultante da automutilação ou da tentativa de suicídio a pena será de reclusão de um a três anos. E se o suicídio se consumar ou se a pessoa morrer como consequência da automutilação, a pena vai para dois a seis anos de reclusão.

Agência Câmara