Preto no Branco

26679 POSTS 18 COMENTÁRIOS

CPI das Fake News deve ser instalada em agosto no Congresso

0

 

O Senado começa o segundo semestre com a previsão de instalação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar a veiculação de notícias falsas. O requerimento para a criação do colegiado foi aprovado na última sessão do Congresso Nacional, no dia 3 de julho. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre — que também preside o Congresso — já pediu aos líderes que indiquem os nomes dos integrantes da comissão, que será chamada de CPI Mista das Fake News.

A comissão será composta por 15 senadores e 15 deputados, além de igual número de suplentes. A CPI terá 180 dias para investigar a criação de perfis falsos para influenciar as eleições do ano passado e ataques cibernéticos contra a democracia e o debate público. A prática de ciberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis também será investigada, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

Enfrentar o volume e as consequências das fake news é uma tarefa complexa, por se tratar de um sistema amplo que envolve pessoas com conhecimento técnico sobre o funcionamento de plataformas (como WhatsApp, Twitter, Facebook e Google) para promover artificialmente a desinformação. São comentadores pagos, exércitos de trolls (usuários que provocam e desestabilizam emocionalmente outros na internet), pessoas ou empresas que controlam centenas de contas com perfil falso em redes sociais e atuam de forma coordenada para compartilhar essas informações.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) advertiu sobre os perigos das notícias falsas, ao citar as campanhas contra a vacinação, com prejuízo para a saúde pública.

“Muita gente deixou de vacinar no Brasil. Saíram dizendo que vacina faz mal. Tudo isso foi muito divulgado e traz consequências sérias. Está aí o resultado: a volta do sarampo, da catapora, que é doença que a gente tinha erradicado e agora retorna por falta de vacina”, afirmou.

A influência das fake news na sociedade, potencializada pela internet, está levando também à desqualificação dos veículos tradicionais de imprensa e dos profissionais da comunicação. Para o senador Carlos Viana (PSD-MG), que é jornalista, trata-se de um risco para a manutenção da democracia.

“As notícias falsas atendem a interesses escusos e obscuros e levam as pessoas, muitas vezes, a cometerem erros. Vamos mostrar aos cidadãos que a política é o caminho certo para que os desafios do país sejam resolvidos. Fora da política, não há democracia, não há justiça, não há equilíbrio no país, inclusive na distribuição de riquezas”, destacou.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) ressalta que política não se faz mais “com palanque e oratória”, mas que o avanço da tecnologia nem sempre privilegia a verdade dos fatos.

“Na última eleição, vivenciamos mentiras sendo propagadas pelos celulares, que doutrinaram as pessoas. A pessoa pode ser de direita ou de esquerda, mas para propagar as suas ideias, precisa ter transparência e qualidade de informação, seja ela qual for”, resumiu.

Agência Brasil

Questão ambiental é para veganos que só comem vegetais, diz Bolsonaro

0

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (27), em evento do exército na zona oeste do Rio de Janeiro, querer transformar a baía de Angra dos Reis em uma “Cancún Brasileira”, e que apenas “veganos que comem só vegetais” se importariam com a questão ambiental que afetaria a região.

Ao ser questionado se o meio ambiente não seria importante na transformação da baía de Angra dos Reis, o presidente fez um longo discurso contra a questão ambiental.

“Só aos veganos que comem só vegetais [é importante a questão ambiental]. A questão ambiental, o mundo cresce com 70 milhões de habitantes por ano, o Brasil com pouco mais de 2 milhões por ano. Outros países com baía não tão exuberante como a de Angra conservam o meio ambiente. Se quiséssemos fazer uma maldade, cometer um crime, nós iríamos à noite ou em um fim de semana qualquer na baía de Angra e cometeríamos um crime ambiental, que não tem como fiscalizar”, disse Bolsonaro.

No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu pela inconstitucionalidade de redução de Unidades de Conservação (UCs) por medida provisória. Bolsonaro quer alterar o status da Estação Ecológica (Esec) de Angra, onde é dono de uma casa na Vila Histórica de Mambucaba.

“Eu tenho conversado com índios, eles não querem viver como homem pré-históricos dentro das suas propriedades, eles querem em um primeiro momento energia elétrica. Estive agora no Amazonas, conversei com um pequeno grupo de índios e foi nesse sentido a conversa. O índio é um ser humano igual a nós, não é para ficar isolado em uma reserva como se fosse um zoológico”, acrescentou Jair Bolsonaro.

O presidente apontou que quer transformar Angra em uma “Cancún Brasileira”. “Me ajudem a fazer a baía de Angra a Cancun brasileira. Só que eu tenho que derrubar um decreto, acreditem, é por lei. Cancun fatura 12 bilhões de dólares por ano. O que fatura a baía de Angra? Fatura com dinheiro que vem de cuscuz, cocoroca e água de coco. E o estado do Rio com dificuldades. Vamos fazer da baía de Angra um Cancún. Tem gente de fora do Brasil que a custo zero transforma a baía de Angra talvez na primeira maravilha do Brasil”, planejou Bolsonaro.

Enquanto defendia a mudança na baía de Angra, o presidente também voltou a atacar o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) por causa de dados sobre desmatamento que o capitão reformado diz não condizerem com a verdade e que prejudicam o nome do Brasil no exterior.

“É um crime quem fala em preservação ambiental sem ter conhecimento disso. Esses dados do Inpe, semana que vem vocês vão ter uma surpresa”, disse o presidente, que não quis dizer qual seria essa “surpresa”.

“No Brasil, parece que os chefes de Estado e alguns fazem campanha contra a sua pátria. Lula em 2002 disse que Brasil tinha 30 milhões de crianças nas ruas, é uma péssima propaganda contra o Brasil, essa questão ambiental é a mesma coisa. Não estou acusando ninguém, mas queria saber o que une essas pessoas com ONGs internacionais. Não serei o responsável por fazer uma campanha contra o meu Brasil”, reclamou Bolsonaro.

Dados preliminares de satélites do Inpe mostram que mais de 1.000 km² de floresta amazônica foram derrubados na primeira quinzena deste mês, aumento de 68% em relação a julho de 2018.

“Quando acabarem os commodities do Brasil, nós vamos viver do que? Do que a gente vai viver? Outros países cada vez mais avançando no mundo todo. Vamos viver do que? Vamos virar veganos? Vamos virar, sim… Viver do meio ambiente? Não podemos tratar o meio ambiente como uma psicose ambiental”, continuou o presidente do Brasil.

Criticado, o Inpe fica em São José dos Campos (SP) tem produção científica crescente e de impacto acima da média nacional –metade dela produzida com parceiros internacionais importantes, como a Nasa (agência espacial americana).

O instituto publica, em média, um resultado científico por dia em áreas como astrofísica, engenharia espacial e sensoriamento remoto, o que inclui trabalhos sobre desmatamentos na Amazônia. Metade desses novos estudos é feita em parceria com instituições importantes mundo afora.

Folhapress

“Chega de sandália de couro e sunga de crochet”, publica Ministro do Meio Ambiente, em apoio a propaganda da Chevrolet’

0

“Recebi essa propaganda, que enaltece o Brasil e espanta o mau humor. Chega de sandália de couro e sunga de crochet… daqui para a frente, só de Chevrolet …. kkk”, essa foi a postagem do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em sua conta no Twitter, na manhã deste sábado (27).

Ele se referia ao comercial de uma montadora de carros, com o tema “A diferença entre fazer e falar”, que destaca a importância do agronegócio brasileiro.

Questionado pela Folha de São Paulo, Salles respondeu que não via conflito em um ministro e estado, enaltecer a propaganda de uma empresa privada.

“Qual seria o conflito?”, indagou. A Folha também questionou o ministro se poderia haver problema em dar publicidade à Chevrolet e não outras montadoras.

E o ministro: “Não tem nada disso.”

Salles afirmou ainda que a publicação foi feita “em seu Twitter privado” e que não haveria confusão entre público e privado porque o Ministério de Meio Ambiente “tem suas próprias redes”.

No entanto, no perfil da sua conta como particular, ele se identifica como ministro, e na capa tem escrito: “Ministério do Meio Ambiente”.

O vídeo da Chevrolet

Com um minuto de duração, o material mostra uma sucessão de imagens do campo em tom de progresso e desenvolvimento em contraposição a queixa de consumidores.

“Tem gente que adora reclamar, reclama da crise do país, dos políticos, do jeito que se protege a produção, mas também reclama quando ela não chega boa no mercado. Reclama que o pasto só aumenta, mas vai reclamar se o churrasco ficar mais caro. Reclama dos transgênicos, do tamanho dos orgânicos. Reclama se faz sol, e se chove”, diz o vídeo.

Da Redação com informações Folha de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

Prefeito Paulo Bomfim lamenta falecimento do artista Neto, da dupla Neto e Mundinho

0

É com profundo pesar que o prefeito Paulo Bomfim se solidariza com familiares, amigos e fãs do artista juazeirense José Willys Pereira da Silva, carinhosamente conhecido por Neto, que, junto com o percussionista Mundinho, formou a famosa dupla Neto&Mundinho, e lamenta o seu falecimento.

Vindo de uma família musical, exímio violonista, autodidata, Neto encantou e inspirou várias gerações de artistas juazeirenses de diversos segmentos.

O seu falecimento deixa toda uma cidade triste, mas que lembrará com alegria dos seus sambas, boleros,  São Gonçalos e todas as canções que sempre tocou.

Como última reverência a este grande artista juazeirense , palmas para Neto!

Ascom

Portaria sobre deportação viola Constituição, diz Defensoria Pública da União

0

 

Defensoria Pública da União (DPU) elaborou uma nota técnica em que afirma que a portaria publicada nesta semana pelo ministro Sergio Moro (da Justiça e Segurança Pública) sobre a deportação de “pessoa perigosa” viola a Constituição e legislações sobre o direito migratório (entenda os principais pontos e polêmicas do texto).

A análise, feita por coordenadores da DPU, afirma que a portaria 666/2019 fere diversos dispositivos da Constituição, da Lei de Migração (13.445/2017) e da Lei do Refúgio (9.474/1997). Segundo o texto, ficam prejudicados em especial a garantia do devido processo legal no âmbito migratório, o contraditório e a ampla defesa.

A portaria de Moro foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (26). O texto estabelece um rito sumário de deportação de estrangeiros considerados “perigosos” ou que tenham praticado ato “contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”.

A norma também trata de casos de impedimento de ingresso ao Brasil e de repatriação.

Segundo a portaria do Ministério da Justiça, que recebeu o número 666, ficam sujeitos ao rito sumário estrangeiros suspeitos de terrorismo, de integrar grupo criminoso organizado ou organização criminosa armada, e suspeitos de terem traficado drogas, pessoas ou armas de fogo.

A norma também se aplica a suspeitos de pornografia ou exploração sexual infantojuvenil e torcedores com histórico de violência em estádios.

Os técnicos da DPU criticam o uso da expressão “pessoa perigosa” por considerar que ela abre um rol amplo de hipóteses. Na visão deles, o trecho “remete às piores lembranças autoritárias do direito migratório brasileiro e ao já revogado Estatuto do Estrangeiro”, da década de 1980.

O documento chama atenção para o fato de a portaria criar um novo mecanismo no direito migratório chamado de “deportação sumária”. Os técnicos afirmam que o instituto não existe no ordenamento brasileiro e permitirá, com base em portaria ministerial, que qualquer imigrante esteja sob risco de ser deportado a qualquer momento “sob alegações genéricas de periculosidade, por meio de um processo administrativo materialmente inexistente, sem a adequada possibilidade de defesa e produção de prova e sem qualquer vinculação com a regularidade, ou não, de sua situação migratória no país”.

Outro alerta é sobre o enquadramento pelo texto de pessoas que são apenas consideradas suspeitas. Para os técnicos, isso fere o devido processo legal e o princípio da presunção de inocência ou da não-culpabilidade previsto na Constituição. Além disso, o documento afirma que a Lei de Migração é taxativa ao falar apenas de atos praticados (e não de casos sob suspeita).

A análise também conclui que o prazo de 48 horas para a defesa é curto e resultado da adoção de um entendimento sobre migrações não mais acolhido no Brasil principalmente após a edição da Lei da Migração.

“Conforme toda a literatura jurídica brasileira e sob qualquer compreensão, por mais draconiana que seja, da extensão das garantias processuais, a defesa abrange não apenas a elaboração de uma petição, mas a produção de provas, análise de documentos, perícias, oitivas e, como parece óbvio, o necessário depoimento da parte sob ameaça de sanção”, diz o documento, afirmando que as garantias estão na Constituição e na lei do processo administrativo.

“O problema que se detecta é o conteúdo extremamente nocivo da portaria sob comento, que viola os padrões mínimos de devido processo legal segundo a legislação brasileira e os parâmetros internacionais de direitos humanos e traz um grave retrocesso frente ao trabalho construído pelo Estado brasileiro, ao longo de anos, para a consolidação dos direitos de não-nacionais em seu território”, afirma o texto da DPU.

A DPU também entende que a portaria viola a Constituição por determinar a restrição da publicidade sobre as decisões de deportação ou impedimento de entrada que pudessem vir a ser tomadas.
De acordo com a análise, isso pode prejudicar a defesa do indivíduo afetado pela medida.

“Como exercer qualquer defesa, se não há acesso àquilo que é passível desse exercício?”, afirmam os técnicos da DPU. “O sigilo deve ser exclusivamente externo ao sujeito do processo”, completam.

Os técnicos lembram ainda que o Supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante nº 14 que assegura ao defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova já documentados em procedimento investigatório que digam respeito ao exercício do direito de defesa.

Folhapress

Mega-Sena acumula e vai pagar R$ 10 milhões no próximo sorteio

0

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2173 da Mega-Sena, realizado neste sábado (27) em São Paulo. O prêmio acumulou e a Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 10 milhões na próxima quarta-feira (31), data do próximo sorteio.

As dezenas sorteadas foram: 02-09-42-44-48-50

No mesmo concurso, a Quina saiu para 51 apostas, que vão levar para casa R$ 35.892,64. 3.884 ganhadores acertaram a quadra e vão receber R$673,28.

A Mega-Sena paga milhões para quem acertar os 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. A jogo de seis números custa R$ 3,50.

“Tem Palmas?” Todos os aplausos para sua existência de luz! Por Sibelle Fonseca

9

 

Quem não foi ao show de Neto e Mundinho, viveu distante, ou passou longe de Juazeiro. Tal qual o boiadeiro, o índio, o vaqueiro, a santa das Grotas, o Nego d agua e João Gilberto, os dois são personagens incorporados à imagem desta terra de gente boa, diferenciada e permissiva. Ter Neto e Mundinho numa festa ou no boteco, era garantia de beber Juazeiro, até o último gole. Eles atraiam as figuras mais Juazeiro que eu conheço e deixavam o público na lona da alegria, com um jeito todo especial de interpretaram um repertório ímpar.

Os dois formavam uma banda completa e das boas. Neto, empolgado, brincava com o violão, dizendo ao instrumento quem dominava quem, e Mundinho, mais zen, bailava por sobre a percussão. Um Pas de Deux na música. Uma aparição meio Cosme Damião, que louvava o São Gonçalo, chamando o santo de “cabarezeiro”, puxando as vozes da grande roda que se formava logo que eles chamavam o “ora viva, ora reviva”. Aí já era final de festa, por onde passaram canções bem vividas, na voz marcante de Neto, o filho de seu Vidal, da Piranga Velha.

Seu Vidal, da Companhia de Navegação do São Francisco, cantava na igreja, e fez filhos músicos. O menino Neto se agarrou com o violão logo cedo, e fez dele a sua melhor versão. Foi crescendo com sua viola, que pedia umas cachacinhas, algumas cervejas e palmas para a noitada boa. Era, antes de tudo, um bon vivant, um boêmio sonhador.

Para ser completo, juntou se à batida luxuosa do amigo Raimundo, o Mundinho, ganhando e dando-lhe um sobrenome para a vida toda: Neto de Mudinho, Mundinho de Neto.

O par cantou nos altares, nos bares, nos palcos, nos trios, nos lugares juazeiro, e foi fazendo história. A melhor parte da história desta terra, sua cultura. Viraram uma espécie de “embaixadores de Juazeiro”, no meu entender.

Conheci Neto aos 16 anos, quando, sob seu violão e o vozeirão de seu pai, subi ao altar para a troca de alianças. Depois, lá na década de 90, nos reencontramos em um festival de música, onde ele era o violão da banda base. Bateu! Senti segurança e nunca mais lhe perdi de vista. Mais tarde, a paixão pela música estabeleceu entre nós uma relação de confiança e amizade. E quando me faltava um violão ou a ele, uma voz, a gente se unia. Ele me socorria na minha deficiência de não saber tocar nada. E eu sentia sua alegria ao me ver cantar. Ele nunca me cobrou um vintém, e nem precisava de ensaio. Só pedia o tom, rapidamente, me dava esteio musical, e eu ia. Já tínhamos um repertorio: Chorando e Cantando, Chão de Giz, A Natureza das Coisas, mais outras e outras, mais recentemente, no Encontro de Juazeirenses, lançamos o novo Hino de Nossa Senhora das Grotas, para abrir e abençoar o evento.

Não foram poucas as vezes que celebramos juntos a vida, entre cervejas e canções. Eu, e uma raça de juazeirenses e amigos de Juazeiro, tivemos a alegria de dividir momentos com Neto e Mundinho, que depois se divorciaram, mas em nós deixaram só lembranças felizes.

Neto seguiu sua estrada, mas não exatamente em carreira solo, porque de tão querido, os amigos o rodeavam e logo o grupo estava completo. Nunca lhe faltou um na percussão, outro no pandeiro, e muitas vozes desejando seu dedilhar caprichoso.

Realizou-se nos seus filhos, que o seguiram na música. Como seu olho brilhava quando falava deles aos amigos! Como virava um menino bobo e admirado quando tocava no meio deles!

Neto é um filho ilustre de Juazeiro. Agora, eternizadamente Neto. E eu tive a honra de dividir com ele um espaço, um tempo, umas rodadas boas de amigos e muitas canções.

Irreverente, distraído, a toa, dado, da paz, do bem, amigo, generoso, teimoso, com tiradas inusitadas, imprevisível, pai orgulhoso da cria, sem noção de maldade, amante invocado, romântico na medida, apaixonado pela vida, louco por uma roda de amigos, desprovido e despojado, Neto partiu, deixando os corações como o meu, partidos e muito saudosos.

Como assim? Não vamos mais ouvir a sua voz de lamento dizendo que está “”voltando cansado da ilha”? E a sua entrega em “Folia de Rei”? E sua voz chorosa cantando as coisas do São Francisco? Ao vivo, nunca mais ?

Neto se junta agora as estrelas, vive em outro plano, mas para sempre será Neto de Mundinho, aquele que fez seu universo Juazeiro cantar e ser feliz. Sua voz está gravada na nossa memória afetiva. Neto foi a música de um sem fim de momentos felizes de um sem fim de gente. Neto nos fez feliz! Ele deixa uma depressão enorme em Juazeiro. Tá aí uma pessoa que dói saber que não a encontraremos mais no boteco da esquina.

Sua existência foi linda, foi luz, foi suave, significante e significado, e nós aqui gostaríamos muito que os versos que você cantava, com muita alma, se profetizassem: “Ai, eu partirei! Ai, eu voltarei! Vou confirmar a nova lei: Alegria em nome de Cristo Porque Cristo foi o Rei dos reis!”

Siga na paz, meu amigo! Há outros mundos a desbravar. Sua alma é leve e merece encontrar o Rei dos reis.

Palmas altas pra você, Neto de Juazeiro!

Da Redação por Sibelle Fonseca

 

 

 

 

 

 

Fafá de Belém diz que Damares reforça a cultura do estupro, em declaração sobre meninas do Ilha do Marajó

1

A cantora Fafá de Belém publicou em suas redes sociais neste sábado (27) um vídeo em protesto à declaração da ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves , sobre os altos índices de estupro na Ilha de Marajó , no Pará.

A ministra, em mais uma das sua falas polêmicas, disse que as meninas são exploradas sexualmente, porque não usam calcinhas e convidou empresas do setor para se instalaram no local, como forma de combater o crime contra crianças e adolescentes.

“As meninas lá são exploradas porque elas não têm calcinha, não usam calcinha, são muito pobres”, afirmou Damares.

Em resposta, Fafá de Beém afirmou que a ministra deveria estar trabalhando, com a promoção de políticas públicas. “As crianças vítimas de exploração sexual na Ilha do Marajó não precisam de uma fábrica de calcinha. Elas precisam que a Ministra faça o trabalho dela, promovendo políticas públicas de garantia de direitos fundamentais”, escreveu.

E disparou: Damares “também precisa se informar sobre o que já é feito pelo MP do Pará na região, em vez de discursar reforçando a cultura do estupro, colocando sobre as vítimas – crianças de 10, 11, 12 anos, a responsabilidade por um crime tão bárbaro, pela falta de uso de calcinhas”.

Da Redação

Veja vídeo da cantora:

https://www.youtube.com/watch?v=FNW6OVncQgc

Natal registra primeiro caso de sarampo, após 19 anos

0

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal, no Rio Grande do Norte, registrou o primeiro caso de sarampo, após 19 anos, na sexta-feira (26). O doente é um homem, que não teve a identidade revelada. As informações são do portal G1.

Segundo a reportagem, o rapaz, que é morador de Natal, viajou para São Paulo e retornou à cidade com os sintomas do sarampo. Ele procurou atendimento médico e foi constatada a doença.

Em nota, a Secretaria de Saúde, que confirmou o caso, disse que após a constatação da doença enviou equipes para o “bloqueio vacinal” – que consiste na imunização de pessoas que tiveram ou poderiam ter algum tipo de contato com o paciente. O bloqueio vacinal é a forma sugerida pelo Manual da Vigilância do Ministério da Saúde para evitar a proliferação da doença.

BN