Sempre aos Domingos

Sempre Aos Domingos: "Mães clichês, mãe reais", por Sibelle Fonseca

Eis que chega o Dia da Mães e as mesmas narrativas, os repetitivos conceitos. Não sei se estou ranzinza ou a maturidade me deu a ousadia de não fazer mais concessões ao imposto e estabelecido. Fiquei ainda mais intolerante aos padrões e coisas repetidas, com tanto fervor, que até parecem verdades. As frases com que enaltecem as mães me incomodam. Funcionam mais como pressão, mais cobranças, mais pesos, mais rótulos.

Sempre Aos Domingos: "Os amigos nos salvam", por Sibelle Fonseca

No último dia 18 de abril, fui surpreendida por uma mensagem de “Feliz Dia do Amigo”. Estranhei, porque sabia ser 2o de julho, o dia de homenagearmos os amigos. Pesquisei e vi que, no Brasil, em pelo menos três datas, se celebra o Dia do Amigo, ainda que não exista nenhum decreto ou feriado. Se 18 de abril, 20 ou 30 de julho, o valor da amizade deve ser enaltecido

Sempre Aos Domingos: "É sobre isso. Ando entojada de clichês", por Sibelle Fonseca

Ando entojada de clichês. Cruz credo! Essa homogeneidade me incomoda. Tenho fome de autenticidade. Tudo muito repetitivo e sem originalidade. Chavões banais me enfadam. Não sou mulher de lugar comum, e sofro muito por ser assim, eu juro! Queria ir a favor da maré, mas essa minha maldita cabeça questiona, indaga demais, resiste e sofre. “Crem Deus pai!” As gírias casuais, as frases românticas, os buquês de flores, as pessoas

Sempre Aos Domingos: "Alguém peidou", anunciou Rosa Morena, por Sibelle Fonseca

Rosa Morena, para quem eu sou a “dinda”, muito embora ainda espero um batismo no rio para essa consagração, fez 4 anos. Destes, raríssimos momentos vivi com ela. Quando já estava ficando um pouco mais “independente” veio a pandemia e não pudemos nos frequentar. Incrível isso, mas acompanhei o desenvolvimento de Rosa de forma virtual. Nos raros encontros, estávamos nós com máscaras, distantes, e a brevidade do momento não permitia

Sempre Aos Domingos: "E vocês aí, o que se deram de presente hoje?", por Sibelle Fonseca

Éramos 5 numa roda. Eu, minha caçula e mais 3 irmãos mais que amigos. Eis que minha filha surge de “nero”, pra quem não sabe, é uma técnica em que se usa uma touca para alisar os cabelos naturalmente. Um amigo, foi logo perguntando a ela : ” Por que resolveu fazer uma touca?” Ao que ela respondeu: “Quis me dá um presente hoje, cuidando de mim. Aproveitei para jogar

Sempre Aos Domingos, no Dia da Poesia: "Tristeza, medo, esperança e meu agradecimento a Pedro Alcântara"

  Que poesia pode existir neste 14 de março de 2021? Milhares de vidas, que eu não conhecia e sinto demais, foram dizimadas nesta pandemia do vírus que, há pouco mais de um ano, nos aterroriza. Centenas de pessoas do meu universo se foram e eu nem pude ir levar meu abraço para a família. Ontem foi Marcão, irmão de Xuca, Enalva, Bráulio e outros do meu velho Santo Antônio.

Sempre Aos Domingos: "Sobre fritar bananas e superar as crenças", por Sibelle Fonseca

    Hoje, pela primeira vez na vida, fritei bananas da terra, coisa que eu sempre me recusei, por acreditar que não era uma mulher de fogo baixo, nem de banho-maria. Sou muito prática, apesar de sonhadora. E intensa ao extremo. Essas são as crenças que carrego sobre mim. Tenho pensado nelas e no quanto me limitam, me engessam, me tornam tão repetitiva, ao ponto de incomodar. E no incômodo,

Sempre Aos Domingos: "Tempos de isolamento nos deixam mais moles para pensar na vida", por Sibelle Fonseca

Não se trata de conselho. Que, ao pé da letra, significa “parecer sobre o que convém fazer, uma advertência”. Quem sou eu para dizer o que convém, se nunca fui conveniente às normas e regras impostas por quem quer que seja? Quem sou eu para acautelar alguém, se não atendo nem as advertências do Ministério da Saúde, que me diz para não fumar, e nem segui os conselhos do meu

Sempre Aos Domingos: "Eu fui uma criança feliz, e nem existia celular", por Sibelle Fonseca

  Quando vejo uma criança agarrada ao celular ou presa a televisão, lembro da minha infância. Um tempo em que não se dava valor a grife, não havia shopping center, jogos virtuais, Mc Donalds, Coca-cola, Danoninho, nem dança da garrafa e as meninas se vestiam como crianças. Não é saudosismo e nem a pieguice de dizer que “no meu tempo era melhor”. Até porque o meu tempo é este. É

“Sempre Aos Domingos”, por Sibelle Fonseca : Eu sou Sibelle, de Manoelito do Leite, homem amor e resistência

“É verdade, Sibelle deixou de ser minha filha e agora eu que sou o pai de Sibelle”, declarou meu pai certa feita, após eu me tornar conhecida por força da exposição na TV e no rádio, e as pessoas o abordarem na rua, querendo saber se era ele o meu pai. Talvez tenha aí uma queixa do homem que sempre fora a referência numa casa de seis mulheres, em que

“Sempre aos Domingos”, por Sibelle Fonseca: Quais são as suas linhas de expressão?

    Coisa rara pra mim é fazer passeios em shopping. O confinamento me incomoda, o barulho me deixa tonta e o apelo ao consumo me irrita, deveras. Mas numa tarde dessas, forcei-me a ser uma mulher normal e passei uma tarde em um grande center da capital. Meio sem graça, sem apetite para as vitrinas, subi e desci os pisos e o que gostei mesmo foi de constatar que eu

"Sempre Aos Domingos", por Sibelle Fonseca: O "sem querer" também dói

Pedir perdão é uma atitude digna. Perdoar, mais ainda. Mas o melhor mesmo é evitar a necessidade do perdão, antevendo o que pode causar dor a outrem. O “sem querer” também dói. O “não tive a intenção” machuca, de igual forma. Justificar nossas atitudes é uma forma de não nos preocuparmos com elas. “Eu não tive a intenção”, “Foi sem querer”, ” Eu errei, mas …”, ” Foi uma reação”, expressões

"Sempre Aos Domingos", por Sibelle Fonseca: Não me abandones, em hora alguma

Fui ali em Sergipe, meu segundo estado, receber o ano novo. Faltando pouco para a virada, após cinco anos, cheguei na casa de praia de uma família que tenho como minha também e já cai direto no brinde à 2019. Me joguei no abraço de uma irmã que não via há anos e nem por isso deixamos de nos amar e nos entender. Por trás deste primeiro braço, vi um

"Sempre Aos Domingos, por Sibelle Fonseca": Que minguem os julgamentos!

Quando há uns 20 anos, eu programei e decidi ter o quarto filho, o primeiro de um segundo casamento. Ouvi todo tipo de coisa: “É uma louca, irresponsável! Depois dos filhos crescidos vai querer outro?” “Um filho de outro homem?” “Vai perder espaço no mercado de trabalho, com a licença a maternidade e aí acabou sua carreira!” “Um filho de um homem que já tem três filhas com outro? É

"Sempre Aos Domingos, por Sibelle Fonseca": Tenho alguns conselhos pra você   

Em 2019 eu faço 51. Já me acho no direito de dar conselhos. Não somente pelos anos em si, mas pelo que vivi nessas cinco décadas e um ano. Vivi tanto esses anos que nem vi as horas passarem. Foi assim íntegra, integral e intensa em tudo que fiz e continuo fazendo. Eu não segui o fluxo, graças a Deus, o que me livrou do senso comum. Nada de especial,