Caminhada Antimanicomial toma as ruas de Juazeiro nesta quinta em defesa do cuidado em liberdade

Ato de rua do 11º Fórum de Mobilização Antimanicomial sai do Centro de Convenções da Univasf, passa pelo antigo manicômio e termina em festa na Praça do Portelinha

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Nesta quinta-feira (15), a partir das 16h, as ruas de Juazeiro, norte da Bahia recebem a Caminhada Antimanicomial, ato de rua do 11º Fórum de Mobilização Antimanicomial, que acontece de 14 a 16 de outubro com o tema “Cuidado em território: a vida além do diagnóstico”.

O percurso começa no Centro de Convenções da Univasf, passa pelo antigo manicômio da cidade e termina na Praça do Portelinha.

“Passar pelo antigo manicômio é um gesto de memória. O movimento volta ao lugar que simboliza a lógica da internação para reafirmar o cuidado em liberdade, em rede e no território”.

O ato mistura militância, festa e cultura. A programação do dia para a caminhada é esta:

  • 14h às 16h: pintura corporal para a caminhada;
  • 16h às 18h: Caminhada Antimanicomial pelas ruas de Juazeiro;
  • 18h às 20h: encerramento na Praça do Portelinha, com DJ Werson (18h às 19h) e DJ Siena (19h às 20h).

A Luta Antimanicomial

A Luta Antimanicomial defende o fim dos manicômios e a substituição da lógica da internação por uma rede de cuidado aberta, com CAPS, atenção básica e acolhimento no território. É a bandeira por trás da Reforma Psiquiátrica brasileira, que tem como marco a Lei 10.216, de 2001, a lei que protege os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de atenção em saúde mental no país.

Além da caminhada, o Fórum reúne a 7ª Mostra de Atenção Psicossocial e o 2º Encontro Nordeste 2 da Rede Unida, com relatos de experiência de serviços de Juazeiro, Petrolina e região, oficinas, exposições e a Tenda do Cuidado e da Educação Popular em Saúde Stella do Patrocínio, que neste ano homenageia a poeta que passou anos internada em hospícios do Rio de Janeiro. A programação inclui ainda um relato de experiência sobre vivências de ex-internos do Sanatório de Juazeiro, que reforça o peso da memória nesta edição.

A caminhada é uma forma de ocupar a cidade para dizer que a vida vai além do diagnóstico e que o cuidado se faz em liberdade. Por uma sociedade sem manicômios.

Redação PNB

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