Arquivos Mensais: agosto 2016

Programação de limpeza e iluminação da SESP nesta segunda-feira (29)

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A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Serviços Públicos, informa o cronograma das equipes de limpeza e iluminação pública da cidade, nesta segunda-feira (29). A população também pode fazer solicitações, que serão incluídas dentro da programação. O contato com a SESP pode ser feito através do telefone: (74) 99198-3836.

 

Limpeza pública Serviço de Poda Iluminação pública
MUTIRÃO

 

·         Bairro: Piranga e São Geraldo.

·         Feiras do Alto do Alencar, Alto da Maravilha e João Paulo II. Rodoviária e Rodeadouro.

·         VARRIÇÃO DIÁRIA

·         Avenidas: Av. Adolfo Viana, Av. Flaviano Guimarães, Av. Santos Dumont, Raul Alves.

·         Travessa da Maravilha.Parque Lagoa de Calu e Orla Fluvial

·         Varrição: Residencial Juazeiro I e II (Itaberaba), Dom José Rodrigues, Piranga, João Paulo II, Castelo Branco.

·         ÁREA CENTRAL: das 07h00 as 12h00, das 14h00 as 17h00 e 17h00 as 22h00.

·         VARRIÇÃO NOTURNA (11 agentes) – CENTRO (ORLA À OSCAR RIBEIRO) Segunda a sexta 17h00min as 22h00min e Sábado das 13h00min às 19h00min

 

CAMINHÃO VARREDOR

Manutenção

 

 

 

 

·         Poda no Bairro São Geraldo

 

 

Atendimento

 

Itaberaba

Tabuleiro

Alto do Cruzeiro

Residencial Juazeiro I e II

Centro

ASCOM – PMJ

Cotação de Preços do Mercado do Produtor de Juazeiro

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DATA:29/08/2016
UNID.  KG MINIMO MAXIMO MAIS COMUM VALOR/KG
Abobora Comum  Kg 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00
Abobora Jacarezinha  Kg 1,00 0,70 0,70 0,70 0,70
Abobrinha  Cx 18,00 20,00 20,00 20,00 1,11
Acelga  Cx 20,00 20,00 20,00 20,00 1,00
Aipim/Macaxeira  Cx 25,00 40,00 40,00 40,00 1,60
Alface  Mo-4 1,00 4,00 4,00 4,00 4,00
Alho  Cx 10,00 150,00 150,00 150,00 15,00
Amendoim C/Casca  Sc 10,00 75,00 75,00 75,00 7,50
Amendoim S/Casca  Sc 10,00 110,00 110,00 110,00 11,00
Batata-Doce  Sc 35,00 45,00 70,00 57,50 1,64
Batatinha  Sc 50,00 100,00 102,00 101,00 2,30
Beringela  Cx 14,00 20,00 20,00 20,00 1,43
Beterraba  Sc 20,00 25,00 25,00 25,00 1,25
Cará  Cx 25,00 80,00 90,00 85,00 3,40
Cebola Pera   Sc 20,00 14,00 14,00 14,00 0,70
Cebola Roxa  Sc 20,00 25,00 30,00 27,50 1,40
Cebolinha/Verde  Mo-05 1,00 2,50 2,50 2,50 2,50
Cenoura  Sc 20,00 25,00 25,00 25,00 1,25
Chuchu  Cx 20,00 20,00 20,00 20,00 1,00
Coentro/Verde  Mo-05 1,00 3,50 3,50 3,50 3,50
Couve-Flor  Cx 14,00 35,00 35,00 35,00 2,50
Feijao Verde  Lt 1,00 4,00 4,00 4,00 4,00
Feijão Verde Vagem  Sc 30,00 60,00 60,00 60,00 2,00
Gengibre  Cx 15,00 40,00 40,00 40,00 2,67
Inhame  Cx 25,00 100,00 100,00 100,00 4,00
Jerimum  Kg 1,00 1,50 1,50 1,50 1,50
Jiló  Cx 20,00 20,00 20,00 20,00 1,00
Maxixe  Sc 10,00 15,00 15,00 15,00 1,50
Milho Verde  CT 30,00 35,00 35,00 35,00 1,17
Nabo  Cx 20,00 60,00 60,00 60,00 3,00
Pepino  Cx 20,00 40,00 40,00 40,00 2,00
Pimentão  Cx 3,50 15,00 15,00 15,00 1,25
Pimentinha  Sc 12,00 15,00 15,00 15,00 1,25
Quiabo  Sc 10,00 10,00 10,00 1,00 1,00
Rabanete  Cx 20,00 60,00 60,00 60,00 3,00
Repolho  Sc 40,00 40,00 40,00 40,00 1,00
Tomate  Cx 26,00 30,00 30,00 30,00 1,15
Vagem  Cx 10,00 30,00 40,00 35,00 3,50
FRUTAS UNID. KG MINIMO MAXIMO MAIS COMUM VALOR/KG
Abacate  Kg 1,00 2,70 2,70 2,70 2,70
Abacaxi  Ct 100,00 150,00 250,00 200,00 2,00
Acerola  Cx 20,00 40,00 40,00 40,00 2,00
Ameixa Fresca Importada  Cx 9,00 80,00 80,00 80,00 8,88
Ameixa Fresca Nacional  Cx 6,00 50,00 50,00 50,00 8,89
Ameixa Seca  Cx 10,00 130,00 130,00 130,00 13,00
Ameixa Seca s/Caroço  Cx 10,00 135,00 135,00 135,00 13,50
Atemoia  Cx 4,50 37,00 37,00 37,00 8,22
Banana D`agua  Ct 15,00 15,00 15,00 15,00 1,00
Banana Maçã  Ct 18,00 38,00 38,00 38,00 1,88
Banana Pacovan  Ct 18,00 20,00 20,00 20,00 1,11
Banana Prata  Ct 13,00 17,00 17,00 17,00 1,30
Banana da Terra  Cx 20,00 90,00 90,00 90,00 4,50
Carambola  Cx 20,00 25,00 25,00 25,00 1,25
Coco Seco  Ct 60,00 140,00 140,00 140,00 2,33
Coco Verde  Ct 200,00 50,00 50,00 0,25 0,30
Goiaba  Cx 20,00 30,00 30,00 30,00 1,50
Graviola  Cx 20,00 80,00 80,00 80,00 4,00
Romã  Cx 20,00 30,00 30,00 30,00 1,50
Jaca  Kg 1,00 0,00 0,00 0,00 0,00
kiwi  Cx 10,00 65,00 65,00 65,00 6,50
Laranja  Ct 20,00 17,00 17,00 17,00 0,85
Limao Comum  Cx 20,00 40,00 40,00 40,00 2,00
Limão Tahiti  Sc 20,00 65,00 65,00 65,00 3,25
Maçã Nacional  Cx 18,00 60,00 120,00 90,00 5,00
Maçã Verde  Cx 18,00 130,00 130,00 130,00 7,22
Maçã Importada  Cx 18,00 140,00 140,00 140,00 7,78
Mamão Formosa  Cx 20,00 20,00 20,00 20,00 1,00
Mamão Havaí  Cx 8,00 20,00 20,00 20,00 2,50
Mamâo Papaia  Cx 10,00 55,00 55,00 55,00 5,50
Manga Espada  Cx 26,00 30,00 30,00 30,00 1,15
Manga Tommy  Cx 26,00 25,00 25,00 25,00 0,96
Manga Palmer  Cx 26,00 35,00 35,00 35,00 1,35
Maracujá  Cx 16,00 25,00 25,00 25,00 1,56
Melancia  Kg 1,00 0,45 0,45 0,45 0,45
Melão Amarelo  Kg 1,00 1,40 1,40 1,40 1,40
Melão Orange  Kg 1,00 1,20 1,40 1,40 1,30
Melão Pele de Sapo  Kg 1,00 1,20 1,20 1,20 1,20
Morango  Kg 1,00 15,00 15,00 15,00 15,00
Pêra  Cx 18,00 100,00 160,00 130,00 7,22
Pinha  Cx 22,00 100,00 100,00 100,00 4,55
Tamarindo  Sc 10,00 25,00 25,00 25,00 2,50
Tangerina Murcot  Cx 18,00 60,00 60,00 60,00 3,33
Tangerina Ponkan  Cx 18,00 40,00 40,00 40,00 2,22
Uva Italia (1ª)  Cx 20,00 50,00 50,00 50,00 2,50
Uva Italia (2ª)  Cx 20,00 35,00 35,00 35,00 1,75
Uva Benitaka (1ª)  Cx 20,00 50,00 50,00 50,00 2,50
Uva Benitaka (2ª)  Cx 20,00 35,00 35,00 35,00 1,75
Kioho  Cx 5,00 100,00 100,00 100,00 20,00
Uva Crimson  Cx 8,00 70,00 70,00 70,00 8,75
Uva Red Globe  Cx 8,00 100,00 100,00 100,00 1,25
Uva Midnight  Cx 8,00 90,00 90,00 90,00 11,25
Uva Sable  Cx 8,00 80,00 80,00 80,00 10,00
Thompson  Cx 8,00 80,00 80,00 80,00 10,00
Uva Passas  Cx 10,00 95,00 95,00 95,00 9,50
CEREAIS UNID. KG MINIMO MAXIMO MAIS COMUM VALOR/KG
Açucar Fd 30,00 70,00 70,00 70,00 2,33
Arroz Fd 30,00 80,00 80,00 80,00 2,67
Farinha Fd 30,00 85,00 85,00 85,00 2,83
Farinha Sc 50,00 130,00 140,00 135,00 2,70
Feijão de Arranca Fd 30,00 260,00 260,00 260,00 8,67
Feijão de Corda  Sc 60,00 400,00 400,00 400,00 6,67
Feijão de Corda  Branco  Fd 30,00 200,00 200,00 200,00 6,67
Feijão Preto  Fd 30,00 185,00 185,00 185,00 3,08
Milho  Sc 60,00 70,00 70,00 70,00 1,17
Ovos  Cx-27Kg 27,00 105,00 110,00 107,50 3,98
Rapadura Fd 30,00 50,00 50,00 50,00 1,67
Tapioca  Sc 50,00 160,00 160,00 160,00 3,20
OUTRAS ESPEC. UNID. KG MINIMO MAXIMO MAIS COMUM VALOR/KG
Açafrão  kg 1,00 7,00 7,00 7,00 7,00
Anis Estrelado  kg 1,00 23,00 23,00 23,00 23,00
Alecrim  kg 1,00 20,00 20,00 20,00 20,00
Boldo  kg 1,00 25,00 25,00 25,00 25,00
Bicarbonato de Sodio  kg 1,00 10,00 10,00 10,00 10,00
Coentro Seco  kg 1,00 14,00 14,00 14,00 14,00
Camomila  Kg 1,00 25,00 25,00 25,00 25,00
Canela  kg 1,00 20,00 20,00 20,00 20,00
Castanha Caju  kg 1,00 50,00 50,00 50,00 50,00
Colorau  Kg 1,00 4,00 4,00 4,00 4,00
Cominho  Kg 1,00 15,00 15,00 15,00 15,00
Cravo  Kg 1,00 36,00 36,00 36,00 36,00
Chá Verde  Kg 1,00 16,00 16,00 16,00 16,00
Chá Preto  Kg 1,00 14,00 16,00 15,00 15,00
Enxofre  kg 1,00 13,00 13,00 13,00 13,00
Erva Doce  kg 1,00 15,00 15,00 15,00 15,00
Endro  kg 1,00 15,00 15,00 15,00 15,00
Folha de Louro  kg 1,00 25,00 25,00 25,00 25,00
Girassol  kg 1,00 6,00 6,00 6,00 6,00
Guaraná  kg 1,00 25,00 25,00 25,00 25,00
Imbiriba  kg 1,00 20,00 20,00 20,00 20,00
Linhaça  Kg 1,00 12,00 12,00 12,00 12,00
Marcela  Kg 1,00 20,00 20,00 20,00 20,00
Mangericão  Kg 1,00 22,00 22,00 22,00 22,00
Mana  kg 1,00 16,00 16,00 16,00 16,00
Mostarda  Kg 1,00 30,00 30,00 30,00 30,00
Noz-moscada  kg 1,00 80,00 80,00 80,00 80,00
Oregano  kg 1,00 25,00 25,00 25,00 25,00
Pedra Ume  kg 1,00 13,00 13,00 13,00 13,00
Porangaba  kg 1,00 12,00 16,00 14,00 14,00
Pichuri  kg 1,00 240,00 320,00 280,00 280,00
Pimenta do Reino  kg 1,00 35,00 38,00 36,50 36,50
Sene  Kg 1,00 13,00 13,00 13,00 13,00
Sucupira  kg 1,00 20,00 30,00 25,00 25,00
Umburana  kg 1,00 30,00 30,000 30,00 30,00

Paulo Bonfim: agenda desta terça-feira (30).

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Agenda da terça-feira, 30 de agosto do candidato Paulo Bomfim.
8h – Debate na Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf
19h – Puxada 65 no Distrito de Mandacaru (concentração na entrada do Distrito)
Ascom

Confira a íntegra do discurso de Dilma em julgamento do impeachment no Senado

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2016-08-29_07-09-58_1

A presidenta afastada Dilma Rousseff discursou na manhã desta segunda-feira (29) por cerca de 45 minutos no plenário do Senado, durante a última fase do julgamento do processo de impeachment. Em sua  fala, Dilma , ressaltou que foi ao Senado “olhar diretamente nos olhos dos que a julgarão e negou ter cometido crimes dos quais é acusada, segundo ela, “injusta e arbitrariamente”. “Hoje, o Brasil, o mundo e a história nos observam. E aguardam o desfecho desse processo de impeachment”, disse.

Ouça a íntegra do discurso 

Confira a íntegra do discurso de Dilma do Senado:

Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Renan Calheiros,
Excelentíssimas Senhoras Senadoras e Excelentíssimos Senhores Senadores,
Cidadãs e Cidadãos de meu amado Brasil,

No dia 1o de janeiro de 2015 assumi meu segundo mandato à Presidência da República Federativa do Brasil. Fui eleita por mais 54 milhões de votos.

Na minha posse, assumi o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, bem como o de observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.

Ao exercer a Presidência da República respeitei fielmente o compromisso que assumi perante a nação e aos que me elegeram. E me orgulho disso. Sempre acreditei na democracia e no Estado de direito, e sempre vi na Constituição de 1988 uma das grandes conquistas do nosso povo.

Jamais atentaria contra o que acredito ou praticaria atos contrários aos interesses daqueles que me elegeram.

Nesta jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade.

Até porque, como todos, tenho defeitos e cometo erros.

Entre os meus defeitos não está a deslealdade e a covardia. Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam ao meu lado. Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados, e até assassinados.

Na época, eu era muito jovem. Tinha muito a esperar da vida. Tinha medo da morte, das sequelas da tortura no meu corpo e na minha alma. Mas não cedi. Resisti. Resisti à tempestade de terror que começava a me engolir, na escuridão dos tempos amargos em que o país vivia. Não mudei de lado. Apesar de receber o peso da injustiça nos meus ombros, continuei lutando pela democracia.

Dediquei todos esses anos da minha vida à luta por uma sociedade sem ódios e intolerância. Lutei por uma sociedade livre de preconceitos e de discriminações. Lutei por uma sociedade onde não houvesse miséria ou excluídos. Lutei por um Brasil soberano, mais igual e onde houvesse justiça.

Disso tenho orgulho. Quem acredita, luta.

Aos quase setenta anos de idade, não seria agora, após ser mãe e avó, que abdicaria dos princípios que sempre me guiaram.

Exercendo a Presidência da República tenho honrado o compromisso com o meu país, com a Democracia, com o Estado de Direito. Tenho sido intransigente na defesa da honestidade na gestão da coisa pública.

Por isso, diante das acusações que contra mim são dirigidas neste processo, não posso deixar de sentir, na boca, novamente, o gosto áspero e amargo da injustiça e do arbítrio. E por isso, como no passado, resisto.

Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes. No passado, com as armas, e hoje, com a retórica jurídica, pretendem novamente atentar contra a democracia e contra o Estado do Direito.

Se alguns rasgam o seu passado e negociam as benesses do presente, que respondam perante a sua consciência e perante a história pelos atos que praticam. A mim cabe lamentar pelo que foram e pelo que se tornaram.

E resistir. Resistir sempre. Resistir para acordar as consciências ainda adormecidas para que, juntos, finquemos o pé no terreno que está do lado certo da história, mesmo que o chão trema e ameace de novo nos engolir.

Não luto pelo meu mandato por vaidade ou por apego ao poder, como é próprio dos que não tem caráter, princípios ou utopias a conquistar. Luto pela democracia, pela verdade e pela justiça. Luto pelo povo do meu País, pelo seu bem-estar.

Muitos hoje me perguntam de onde vem a minha energia para prosseguir. Vem do que acredito. Posso olhar para trás e ver tudo o que fizemos. Olhar para a frente e ver tudo o que ainda precisamos e podemos fazer. O mais importante é que posso olhar para mim mesma e ver a face de alguém que, mesmo marcada pelo tempo, tem forças para defender suas ideias e seus direitos.

Sei que, em breve, e mais uma vez na vida, serei julgada. E é por ter a minha consciência absolutamente tranquila em relação ao que fiz, no exercício da Presidência da República que venho pessoalmente à presença dos que me julgarão. Venho para olhar diretamente nos olhos de Vossas Excelências, e dizer, com a serenidade dos que nada tem a esconder que não cometi nenhum crime de responsabilidade.

Não cometi os crimes dos quais sou acusada injusta e arbitrariamente.

Hoje o Brasil, o mundo e a história nos observam e aguardam o desfecho deste processo de impeachment.

No passado da América Latina e do Brasil, sempre que interesses de setores da elite econômica e política foram feridos pelas urnas, e não existiam razões jurídicas para uma destituição legítima, conspirações eram tramadas resultando em golpes de estado.

O Presidente Getúlio Vargas, que nos legou a CLT e a defesa do patrimônio nacional, sofreu uma implacável perseguição; a hedionda trama orquestrada pela chamada “República do Galeão, que o levou ao suicídio.

O Presidente Juscelino Kubitscheck, que contruiu essa cidade, foi vítima de constantes e fracassadas tentativas de golpe, como ocorreu no episódio de Aragarças.

O presidente João Goulart, defensor da democracia, dos direitos dos trabalhadores e das Reformas de Base, superou o golpe do parlamentarismo mas foi deposto e instaurou-se a ditadura militar, em 1964.

Durante 20 anos, vivemos o silêncio imposto pelo arbítrio e a democracia foi varrida de nosso País. Milhões de brasileiros lutaram e reconquistaram o direito a eleições diretas.

Hoje, mais uma vez, ao serem contrariados e feridos nas urnas os interesses de setores da elite econômica e política nos vemos diante do risco de uma ruptura democrática. Os padrões políticos dominantes no mundo repelem a violência explícita. Agora, a ruptura democrática se dá por meio da violência moral e de pretextos constitucionais para que se empreste aparência de legitimidade ao governo que assume sem o amparo das urnas. Invoca-se a Constituição para que o mundo das aparências encubra hipocritamente o mundo dos fatos.

As provas produzidas deixam claro e inconteste que as acusações contra mim dirigidas são meros pretextos, embasados por uma frágil retórica jurídica.

Nos últimos dias, novos fatos evidenciaram outro aspecto da trama que caracteriza este processo de impeachment. O autor da representação junto ao Tribunal de Contas da União que motivou as acusações discutidas nesse processo, foi reconhecido como suspeito pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Soube-se ainda, pelo depoimento do auditor responsável pelo parecer técnico, que ele havia ajudado a elaborar a própria representação que auditou. Fica claro o vício da parcialidade, a trama, na construção das teses por eles defendidas.

São pretextos, apenas pretextos, para derrubar, por meio de um processo de impeachment sem crime de responsabilidade, um governo legítimo, escolhido em eleição direta com a participação de 110 milhões de brasileiros e brasileiras. O governo de uma mulher que ousou ganhar duas eleições presidenciais consecutivas.

São pretextos para viabilizar um golpe na Constituição. Um golpe que, se consumado, resultará na eleição indireta de um governo usurpador.

A eleição indireta de um governo que, já na sua interinidade, não tem mulheres comandando seus ministérios, quando o povo, nas urnas, escolheu uma mulher para comandar o país. Um governo que dispensa os negros na sua composição ministerial e já revelou um profundo desprezo pelo programa escolhido pelo povo em 2014.

Fui eleita presidenta por 54 milhões e meio de votos para cumprir um programa cuja síntese está gravada nas palavras “nenhum direito a menos”.

O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas o meu mandato. O que está em jogo é o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição.

O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos: os ganhos da população, das pessoas mais pobres e da classe média; a proteção às crianças; os jovens chegando às universidades e às escolas técnicas; a valorização do salário mínimo; os médicos atendendo a população; a realização do sonho da casa própria.

O que está em jogo é o investimento em obras para garantir a convivência com a seca no semiárido, é a conclusão do sonhado e esperado projeto de integração do São Francisco. O que está em jogo é, também, a grande descoberta do Brasil, o pré-sal. O que está em jogo é a inserção soberana de nosso País no cenário internacional, pautada pela ética e pela busca de interesses comuns.

O que está em jogo é a auto-estima dos brasileiros e brasileiras, que resistiram aos ataques dos pessimistas de plantão à capacidade do País de realizar, com sucesso, a Copa do Mundo e as Olimpíadas e Paraolimpíadas.

O que está em jogo é a conquista da estabilidade, que busca o equilíbrio fiscal mas não abre mão de programas sociais para a nossa população.

O que está em jogo é o futuro do País, a oportunidade e a esperança de avançar sempre mais.

Senhoras e senhores senadores,

No presidencialismo previsto em nossa Constituição, não basta a eventual perda de maioria parlamentar para afastar um Presidente. Há que se configurar crime de responsabilidade. E está claro que não houve tal crime.

Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo pelo “conjunto da obra”. Quem afasta o Presidente pelo “conjunto da obra” é o povo e, só o povo, nas eleições. E nas eleições o programa de governo vencedor não foi este agora ensaiado e desenhado pelo Governo interino e defendido pelos meus acusadores.

O que pretende o governo interino, se transmudado em efetivo, é um verdadeiro ataque às conquistas dos últimos anos.

Desvincular o piso das aposentadorias e pensões do salário mínimo será a destruição do maior instrumento de distribuição de renda do país, que é a Previdência Social. O resultado será mais pobreza, mais mortalidade infantil e a decadência dos pequenos municípios.

A revisão dos direitos e garantias sociais previstos na CLT e a proibição do saque do FGTS na demissão do trabalhador são ameaças que pairam sobre a população brasileira caso prospere o impeachment sem crime de responsabilidade.

Conquistas importantes para as mulheres, os negros e as populações LGBT estarão comprometidas pela submissão a princípios ultraconservadores.

O nosso patrimônio estará em questão, com os recursos do pré-sal, as riquezas naturais e minerárias sendo privatizadas.

A ameaça mais assustadora desse processo de impeachment sem crime de responsabilidade é congelar por inacreditáveis 20 anos todas as despesas com saúde, educação, saneamento, habitação. É impedir que, por 20 anos, mais crianças e jovens tenham acesso às escolas; que, por 20 anos, as pessoas possam ter melhor atendimento à saúde; que, por 20 anos, as famílias possam sonhar com casa própria.

Senhor Presidente Ricardo Lewandowski, Sras. e Srs. Senadores,

A verdade é que o resultado eleitoral de 2014 foi um rude golpe em setores da elite conservadora brasileira.

Desde a proclamação dos resultados eleitorais, os partidos que apoiavam o candidato derrotado nas eleições fizeram de tudo para impedir a minha posse e a estabilidade do meu governo. Disseram que as eleições haviam sido fraudadas, pediram auditoria nas urnas, impugnaram minhas contas eleitorais, e após a minha posse, buscaram de forma desmedida quaisquer fatos que pudessem justificar retoricamente um processo de impeachment.

Como é próprio das elites conservadoras e autoritárias, não viam na vontade do povo o elemento legitimador de um governo. Queriam o poder a qualquer preço.

Tudo fizeram para desestabilizar a mim e ao meu governo.

Só é possível compreender a gravidade da crise que assola o Brasil desde 2015, levando-se em consideração a instabilidade política aguda que, desde a minha reeleição, tem caracterizado o ambiente em que ocorrem o investimento e a produção de bens e serviços.

Não se procurou discutir e aprovar uma melhor proposta para o País. O que se pretendeu permanentemente foi a afirmação do “quanto pior melhor”, na busca obsessiva de se desgastar o governo, pouco importando os resultados danosos desta questionável ação política para toda a população.

A possibilidade de impeachment tornou-se assunto central da pauta política e jornalística apenas dois meses após minha reeleição, apesar da evidente improcedência dos motivos para justificar esse movimento radical.

Nesse ambiente de turbulências e incertezas, o risco político permanente provocado pelo ativismo de parcela considerável da oposição acabou sendo um elemento central para a retração do investimento e para o aprofundamento da crise econômica.

Deve ser também ressaltado que a busca do reequilíbrio fiscal, desde 2015, encontrou uma forte resistência na Câmara dos Deputados, à época presidida pelo Deputado Eduardo Cunha. Os projetos enviados pelo governo foram rejeitados, parcial ou integralmente. Pautas bombas foram apresentadas e algumas aprovadas.

As comissões permanentes da Câmara, em 2016, só funcionaram a partir do dia 5 de maio, ou seja, uma semana antes da aceitação do processo de impeachment pela Comissão do Senado Federal. Os Srs. e as Sras. Senadores sabem que o funcionamento dessas Comissões era e é absolutamente indispensável para a aprovação de matérias que interferem no cenário fiscal e encaminhar a saída da crise.

Foi criado assim o desejado ambiente de instabilidade política, propício a abertura do processo de impeachment sem crime de responsabilidade.

Sem essas ações, o Brasil certamente estaria hoje em outra situação política, econômica e fiscal.

Muitos articularam e votaram contra propostas que durante toda a vida defenderam, sem pensar nas consequências que seus gestos trariam para o país e para o povo brasileiro. Queriam aproveitar a crise econômica, porque sabiam que assim que o meu governo viesse a superá-la, sua aspiração de acesso ao poder haveria de ficar sepultada por mais um longo período.

Mas, a bem da verdade, as forças oposicionistas somente conseguiram levar adiante o seu intento quando outra poderosa força política a elas se agregou: a força política dos que queriam evitar a continuidade da “sangria” de setores da classe política brasileira, motivada pelas investigações sobre a corrupção e o desvio de dinheiro público.

É notório que durante o meu governo e o do Pr Lula foram dadas todas as condições para que estas investigações fossem realizadas. Propusemos importantes leis que dotaram os órgãos competentes de condições para investigar e punir os culpados.

Assegurei a autonomia do Ministério Público, nomeando como Procurador Geral da República o primeiro nome da lista indicado pelos próprios membros da instituição. Não permiti qualquer interferência política na atuação da Polícia Federal.

Contrariei, com essa minha postura, muitos interesses. Por isso, paguei e pago um elevado preço pessoal pela postura que tive.

Arquitetaram a minha destituição, independentemente da existência de quaisquer fatos que pudesse justificá-la perante a nossa Constituição.

Encontraram, na pessoa do ex-Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha o vértice da sua aliança golpista.

Articularam e viabilizaram a perda da maioria parlamentar do governo. Situações foram criadas, com apoio escancarado de setores da mídia, para construir o clima político necessário para a desconstituição do resultado eleitoral de 2014.

Todos sabem que este processo de impeachment foi aberto por uma “chantagem explícita” do ex-Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como chegou a reconhecer em declarações à imprensa um dos próprios denunciantes. Exigia aquele parlamentar que eu intercedesse para que deputados do meu partido não votassem pela abertura do seu processo de cassação.

Nunca aceitei na minha vida ameaças ou chantagens. Se não o fiz antes, não o faria na condição de Presidenta da República. É fato, porém, que não ter me curvado a esta chantagem motivou o recebimento da denúncia por crime de responsabilidade e a abertura deste d processo, sob o aplauso dos derrotados em 2014 e dos temerosos pelas investigações.

Se eu tivesse me acumpliciado com a improbidade e com o que há de pior na política brasileira, como muitos até hoje parecem não ter o menor pudor em fazê-lo, eu não correria o risco de ser condenada injustamente.

Quem se acumplicia ao imoral e ao ilícito, não tem respeitabilidade para governar o Brasil. Quem age para poupar ou adiar o julgamento de uma pessoa que é acusada de enriquecer às custas do Estado brasileiro e do povo que paga impostos, cedo ou tarde, acabará pagando perante a sociedade e a história o preço do seu descompromisso com a ética.

Todos sabem que não enriqueci no exercício de cargos públicos, que não desviei dinheiro público em meu proveito próprio, nem de meus familiares, e que não possuo contas ou imóveis no exterior. Sempre agi com absoluta probidade nos cargos públicos que ocupei ao longo da minha vida.

Curiosamente, serei julgada, por crimes que não cometi, antes do julgamento do ex-presidente da Câmara, acusado de ter praticado gravíssimos atos ilícitos e que liderou as tramas e os ardis que alavancaram as ações voltadas à minha destituição.

Ironia da história? Não, de forma nenhuma. Trata-se de uma ação deliberada que conta com o silêncio cúmplice de setores da grande mídia brasileira.

Viola-se a democracia e pune-se uma inocente. Este é o pano de fundo que marca o julgamento que será realizado pela vontade dos que lançam contra mim pretextos acusatórios infundados.

Estamos a um passo da consumação de uma grave ruptura institucional. Estamos a um passo da concretização de um verdadeiro golpe de Estado.

Senhoras e Senhores Senadores,

Vamos aos autos deste processo. Do que sou acusada? Quais foram os atentados à Constituição que cometi? Quais foram os crimes hediondos que pratiquei?

A primeira acusação refere-se à edição de três decretos de crédito suplementar sem autorização legislativa. Ao longo de todo o processo, mostramos que a edição desses decretos seguiu todas as regras legais. Respeitamos a previsão contida na Constituição, a meta definida na LDO e as autorizações estabelecidas no artigo 4° da Lei Orçamentária de 2015, aprovadas pelo Congresso Nacional.

Todas essas previsões legais foram respeitadas em relação aos 3 decretos. Eles apenas ofereceram alternativas para alocação dos mesmos limites, de empenho e financeiro, estabelecidos pelo decreto de contingenciamento, que não foram alterados. Por isso, não afetaram em nada a meta fiscal.

Ademais, desde 2014, por iniciativa do Executivo, o Congresso aprovou a inclusão, na LDO, da obrigatoriedade que qualquer crédito aberto deve ter sua execução subordinada ao decreto de contingenciamento, editado segundo as normas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. E isso foi precisamente respeitado.

Não sei se por incompreensão ou por estratégia, as acusações feitas neste processo buscam atribuir a esses decretos nossos problemas fiscais. Ignoram ou escondem que os resultados fiscais negativos são consequência da desaceleração econômica e não a sua causa.

Escondem que, em 2015, com o agravamento da crise, tivemos uma expressiva queda da receita ao longo do ano — foram R$ 180 bilhões a menos que o previsto na Lei Orçamentária.

Fazem questão de ignorar que realizamos, em 2015, o maior contingenciamento de nossa história. Cobram que, quando enviei ao Congresso Nacional, em julho de 2015, o pedido de autorização para reduzir a meta fiscal, deveria ter imediatamente realizado um novo contingenciamento. Não o fiz porque segui o procedimento que não foi questionado pelo Tribunal de Contas da União ou pelo Congresso Nacional na análise das contas de 2009.

Além disso, a responsabilidade com a população justifica também nossa decisão. Se aplicássemos, em julho, o contingenciamento proposto pelos nossos acusadores cortaríamos 96% do total de recursos disponíveis para as despesas da União. Isto representaria um corte radical em todas as dotações orçamentárias dos órgãos federais. Ministérios seriam paralisados, universidades fechariam suas portas, o Mais Médicos seria interrompido, a compra de medicamentos seria prejudicada, as agências reguladoras deixariam de funcionar. Na verdade, o ano de 2015 teria, orçamentariamente, acabado em julho.

Volto a dizer: ao editar estes decretos de crédito suplementar, agi em conformidade plena com a legislação vigente. Em nenhum desses atos, o Congresso Nacional foi desrespeitado. Aliás, este foi o comportamento que adotei em meus dois mandatos.

Somente depois que assinei estes decretos é que o Tribunal de Contas da União mudou a posição que sempre teve a respeito da matéria. É importante que a população brasileira seja esclarecida sobre este ponto: os decretos foram editados em julho e agosto de 2015 e somente em outubro de 2015 o TCU aprovou a nova interpretação.

O TCU recomendou a aprovação das contas de todos os presidentes que editaram decretos idênticos aos que editei. Nunca levantaram qualquer problema técnico ou apresentaram a interpretação que passaram a ter depois que assinei estes atos.

Querem me condenar por ter assinado decretos que atendiam a demandas de diversos órgãos, inclusive do próprio Poder Judiciário, com base no mesmo procedimento adotado desde a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2001?

Por ter assinado decretos que somados, não implicaram, como provado nos autos, em nenhum centavo de gastos a mais para prejudicar a meta fiscal?

A segunda denúncia dirigida contra mim neste processo também é injusta e frágil. Afirma-se que o alegado atraso nos pagamentos das subvenções econômicas devidas ao Banco do Brasil, no âmbito da execução do programa de crédito rural Plano Safra, equivale a uma “operação de crédito”, o que estaria vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Como minha defesa e várias testemunhas já relataram, a execução do Plano Safra é regida por uma lei de 1992, que atribui ao Ministério da Fazenda a competência de sua normatização, inclusive em relação à atuação do Banco do Brasil. A Presidenta da República não pratica nenhum ato em relação à execução do Plano Safra. Parece óbvio, além de juridicamente justo, que eu não seja acusada por um ato inexistente.

A controvérsia quanto a existência de operação de crédito surgiu de uma mudança de interpretação do TCU, cuja decisão definitiva foi emitida em dezembro de 2015. Novamente, há uma tentativa de dizer que cometi um crime antes da definição da tese de que haveria um crime. Uma tese que nunca havia surgido antes e que, como todas as senhoras e senhores senadores souberam em dias recentes, foi urdida especialmente para esta ocasião.

Lembro ainda a decisão recente do Ministério Público Federal, que arquivou inquérito exatamente sobre esta questão. Afirmou não caber falar em ofensa à lei de responsabilidade fiscal porque eventuais atrasos de pagamento em contratos de prestação de serviços entre a União e instituições financeiras públicas não são operações de crédito.
Insisto, senhoras senadoras e senhores senadores: não sou eu nem tampouco minha defesa que fazemos estas alegações. É o Ministério Público Federal que se recusou a dar sequência ao processo, pela inexistência de crime.

Sobre a mudança de interpretação do TCU, lembro que, ainda antes da decisão final, agi de forma preventiva. Solicitei ao Congresso Nacional a autorização para pagamento dos passivos e defini em decreto prazos de pagamento para as subvenções devidas. Em dezembro de 2015, após a decisão definitiva do TCU e com a autorização do Congresso, saldamos todos os débitos existentes.

Não é possível que não se veja aqui também o arbítrio deste processo e a injustiça também desta acusação.

Este processo de impeachment não é legítimo. Eu não atentei, em nada, em absolutamente nada contra qualquer dos dispositivos da Constituição que, como Presidenta da República, jurei cumprir. Não pratiquei ato ilícito. Está provado que não agi dolosamente em nada. Os atos praticados estavam inteiramente voltados aos interesses da sociedade. Nenhuma lesão trouxeram ao erário ou ao patrimônio público.

Volto a afirmar, como o fez a minha defesa durante todo o tempo, que este processo está marcado, do início ao fim, por um clamoroso desvio de poder.

É isto que explica a absoluta fragilidade das acusações que contra mim são dirigidas.

Tem-se afirmado que este processo de impeachment seria legítimo porque os ritos e prazos teriam sido respeitados. No entanto, para que seja feita justiça e a democracia se imponha, a forma só não basta. É necessário que o conteúdo de uma sentença também seja justo. E no caso, jamais haverá justiça na minha condenação.

Ouso dizer que em vários momentos este processo se desviou, clamorosamente, daquilo que a Constituição e os juristas denominam de “devido processo legal”.

Não há respeito ao devido processo legal quando a opinião condenatória de grande parte dos julgadores é divulgada e registrada pela grande imprensa, antes do exercício final do direito de defesa.

Não há respeito ao devido processo legal quando julgadores afirmam que a condenação não passa de uma questão de tempo, porque votarão contra mim de qualquer jeito.

Nesse caso, o direito de defesa será exercido apenas formalmente, mas não será apreciado substantivamente nos seus argumentos e nas suas provas. A forma existirá apenas para dar aparência de legitimidade ao que é ilegítimo na essência.

Senhoras e senhores senadores,

Nesses meses, me perguntaram inúmeras vezes porque eu não renunciava, para encurtar este capítulo tão difícil de minha vida.

Jamais o faria porque tenho compromisso inarredável com o Estado Democrático de Direito.

Jamais o faria porque nunca renuncio à luta.

Confesso a Vossas Excelências, no entanto, que a traição, as agressões verbais e a violência do preconceito me assombraram e, em alguns momentos, até me magoaram. Mas foram sempre superados, em muito, pela solidariedade, pelo apoio e pela disposição de luta de milhões de brasileiras e brasileiros pelo País afora. Por meio de manifestações de rua, reuniões, seminários, livros, shows, mobilizações na internet, nosso povo esbanjou criatividade e disposição para a luta contra o golpe.

As mulheres brasileiras têm sido, neste período, um esteio fundamental para minha resistência. Me cobriram de flores e me protegeram com sua solidariedade. Parceiras incansáveis de uma batalha em que a misoginia e o preconceito mostraram suas garras, as brasileiras expressaram, neste combate pela democracia e pelos direitos, sua força e resiliência. Bravas mulheres brasileiras, que tenho a honra e o dever de representar como primeira mulher Presidenta do Brasil.

Chego à última etapa desse processo comprometida com a realização de uma demanda da maioria dos brasileiros: convocá-los a decidir, nas urnas, sobre o futuro de nosso País. Diálogo, participação e voto direto e livre são as melhores armas que temos para a preservação da democracia.

Confio que as senhoras senadoras e os senhores senadores farão justiça. Tenho a consciência tranquila. Não pratiquei nenhum crime de responsabilidade. As acusações dirigidas contra mim são injustas e descabidas. Cassar em definitivo meu mandato é como me submeter a uma pena de morte política.

Este é o segundo julgamento a que sou submetida em que a democracia tem assento, junto comigo, no banco dos réus. Na primeira vez, fui condenada por um tribunal de exceção. Daquela época, além das marcas dolorosas da tortura, ficou o registro, em uma foto, da minha presença diante de meus algozes, num momento em que eu os olhava de cabeça erguida enquanto eles escondiam os rostos, com medo de serem reconhecidos e julgados pela história.

Hoje, quatro décadas depois, não há prisão ilegal, não há tortura, meus julgadores chegaram aqui pelo mesmo voto popular que me conduziu à Presidência. Tenho por todos o maior respeito, mas continuo de cabeça erguida, olhando nos olhos dos meus julgadores.

Apesar das diferenças, sofro de novo com o sentimento de injustiça e o receio de que, mais uma vez, a democracia seja condenada junto comigo. E não tenho dúvida que, também desta vez, todos nós seremos julgados pela história.

Por duas vezes vi de perto a face da morte: quando fui torturada por dias seguidos, submetida a sevícias que nos fazem duvidar da humanidade e do próprio sentido da vida; e quando uma doença grave e extremamente dolorosa poderia ter abreviado minha existência.

Hoje eu só temo a morte da democracia, pela qual muitos de nós, aqui neste plenário, lutamos com o melhor dos nossos esforços.

Reitero: respeito os meus julgadores.

Não nutro rancor por aqueles que votarão pela minha destituição.

Respeito e tenho especial apreço por aqueles que têm lutado bravamente pela minha absolvição, aos quais serei eternamente grata.

Neste momento, quero me dirigir aos senadores que, mesmo sendo de oposição a mim e ao meu governo, estão indecisos.

Lembrem-se que, no regime presidencialista e sob a égide da nossa Constituição, uma condenação política exige obrigatoriamente a ocorrência de um crime de responsabilidade, cometido dolosamente e comprovado de forma cabal.

Lembrem-se do terrível precedente que a decisão pode abrir para outros presidentes, governadores e prefeitos. Condenar sem provas substantivas. Condenar um inocente.

Faço um apelo final a todos os senadores: não aceitem um golpe que, em vez de solucionar, agravará a crise brasileira.

Peço que façam justiça a uma presidenta honesta, que jamais cometeu qualquer ato ilegal, na vida pessoal ou nas funções públicas que exerceu. Votem sem ressentimento. O que cada senador sente por mim e o que nós sentimos uns pelos outros importa menos, neste momento, do que aquilo que todos sentimos pelo país e pelo povo brasileiro.

Peço: votem contra o impeachment. Votem pela democracia.

Muito obrigada.

Agência Brasil

MST iniciou uma série de bloqueios em rodovias de Pernambuco com manifestações contra o Impeachment

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou, em Pernambuco, o que a organização anuncia ser uma série de bloqueios de rodovias, nos últimos dias de julgamento do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), no Senado. Uma manifestação na BR-232, no município de Moreno, na Região Metropolitana do Recife (RMR), interrompeu o tráfego por cerca de uma hora e meia.

A manifestação começou por volta de 8h30, e a liberação da via ocorreu às 10h, aproximadamente. Os dois sentidos da BR-232 foram bloqueados com galhos e fogo. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Corpo de Bombeiros trabalha no local para limpar a pista e liberar completamente o trânsito.

Jaime Amorim, da direção estadual do MST, afirma que o protesto é “contra o golpe em curso no país”. Ele acredita que o impeachment não vai ser concretizado no Senado, mas diz que a entidade vem se preparando para o quadro inverso. “Nós vamos continuar fazendo a luta, tem programado manifestação no Brasil inteiro, greve geral”, diz.

O dirigente anuncia que ainda estão programados novos bloqueios para esta tarde e para amanhã. Ainda nesta manhã há previsão de uma manifestação na BR-408, próximo ao municípío de Petrolina, mas a PRF afirma que ainda não há registro de movimentação na região.

Agência Brasil

Fiscalização eletrônica entrará em funcionamento

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2002-2007 Dionisio Codama Sao Paulo, Brasil http://aimore.net http://aimore.org

2002-2007 Dionisio Codama Sao Paulo, Brasil http://aimore.net http://aimore.org

A Companhia de Segurança, Trânsito e Transportes (CSTT) informa que a partir do dia 5 de setembro a fiscalização eletrônica instalada na Rua Raul Alves e na Avenida Adolfo Viana será ativada. Os equipamentos foram instalados com o objetivo de coibir o avanço de semáforo e de velocidade acima do permitido no perímetro urbano, além de evitar acidentes.

 

Já foram implantadas as sinalizações verticais informando a existência da fiscalização eletrônica, bem como a velocidade permitida de 40km/h. Os equipamentos estão programados para registrar três infrações, são elas: parada em cima da faixa de pedestre, avanço de semáforo e velocidade acima do permitido.

 

Os equipamentos vão funcionar 24 horas por dia, sendo o avanço de semáforo com horário de 06h às 22h. Dúvidas e reclamações a população pode entrar em contato com a CSTT pelos telefones (74)  3611 8402/ 3611 8836.

 ASCOM – PMJ

Joseph Bandeira participa de debate promovido por Centro de Estudos

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O candidato à prefeito Joseph Bandeira (Solidariedade) participou na última semana, de um debate promovido pelo Centro de Estudos Top de Linha. O evento teve o objetivo de discutir o cenário político de Juazeiro e contou ainda com a presença do candidato Marcio Feitosa (PRP). Paulo Bonfim (PCdoB) e Charles Leão (PPS) também foram convidados, mas não compareceram.

 

O debate foi dividido em dois blocos. No primeiro, o candidato respondeu perguntas formuladas por alunos do centro de estudos, previamente selecionadas pela organização do evento.

Joseph - Debate (4)

Já na segunda etapa, Joseph Bandeira respondeu questões feitas pelo público geral. A estudante Thaís Rodrigues, a atriz Ana Cecília e o artista José Custódio, foram alguns dos participantes que dirigiram perguntas relacionadas a educação, a segurança pública, a cultura, a infraestrutura, entre outros temas.

 

Durante o evento, o candidato ainda apresentou as suas propostas. “O povo precisa de pessoas honestas na administração do município e é impreterível que o político tenha “mãos limpas” para utilizar o dinheiro da população de forma correta, para que dessa maneira possamos gerar uma educação de qualidade, renda, cultura e saúde”, salientou o candidato.

 

Ascom Coligação “A Cara de Juazeiro”

Artistas e intelectuais brasileiros lançam carta contra o impeachment

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Artistas e intelectuais brasileiros lançaram neste domingo (28) uma carta contra o impeachment de da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Contendo citação do ator Wagner Moura, a manifestação faz alusão ao julgamento como “um dos momentos mais dramáticos” da história do Brasil e cita carta de artistas e intelectuais estrangeiros também contra o afastamento da petista, veiculada na semana passada.

“Os políticos corruptos que lideram a articulação para depor Dilma têm de saber que há um holofote internacional iluminando suas ações”, afirma o ator baiano Wagner Moura. “Se eles derem continuidade ao seu plano”, acrescenta o ator, “serão lembrados pela história como os responsáveis pelo mais sinistro ataque à democracia desde o Golpe de 1964”.

O texto é subscrito por nomes como os cantores Caetano Veloso e Chico Buarque, as atrizes Camila Pitanga, Dira Paes e Marieta Severo, a poeta Alice Rui e os professores Jurandir Freire Costa e Marco Luchesi.

Veja a publicação na íntegra:

Artistas e Intelectuais brasileiros pedem que senadores respeitem o resultado das eleições de 2014

O Brasil vive um dos momentos mais dramáticos de sua história, com a proximidade da votação final sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O mundo assiste com preocupação a essa ameaça à democracia, como no caso de nossos colegas do Reino Unido, Estados Unidos, Canada e Índia, que publicaram uma declaração alertando que o impeachment representaria “um ataque as instituições democráticas”, que levaria ao retrocesso econômico e social.

Os senadores que defendem o impeachment ficarão marcados na história por protagonizar o ataque mais cruel à nossa democracia desde o golpe militar de 1964. A história cobrará explicações, já que não existe base legal para justificar o impeachment.

De acordo com o Ministério Público Federal, a presidenta Dilma Rousseff não cometeu crime. Por isso, seu afastamento é claramente uma manobra política para tomada de poder sem a aprovação das urnas.

Esse ataque aos processos democráticos representa uma ameaça aos direitos humanos e levará o Brasil a uma situação de maior instabilidade política e desigualdade social e econômica.

O ator Wagner Moura afirmou: “Estamos profundamente agradecidos por essas importantes palavras de apoio de nossos colegas na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canada e Índia. Os políticos corruptos que lideram a articulação para depor Dilma têm de saber que há um holofote internacional iluminando suas ações. Se eles derem continuidade ao seu plano, serão lembrados pela história como os responsáveis pelo mais sinistro ataque à democracia desde o Golpe de 1964”.

A manifestação de Wagner Moura contra o impedimento de Dilma recebeu adesões de:

1. Adair Rocha, professor
2. Aderbal Freire Filho, diretor teatral
3, Alice Ruiz, poeta
4. André Lázaro, professor
5.Augusto Sampaio, professor
6. Bete Mendes, atriz
7. Biel Rocha, militante de direitos humanos
8. Caetano Veloso, compositor e cantor
9. Camila Pitanga, atriz
10. Carla Marins, atriz
11. Cecília Boal, psicanalista
12. Cesar Kuzma, teólogo e professor
13. Célia Costa, historiadora e documentarista
14. Charles Fricks, ator
15. Chico Buarque, compositor e cantor
16. Clarisse Sette Troisgros, produtora
17. Cristina Pereira, atriz
18. Dira Paes, atriz
19. Dulce Pandolfi, cientista política
20. Eleny Guimarães-Teixeira, médica
21. Generosa de Oliveira Silva, socióloga
22. Gilberto Miranda, ator
23. Gaudêncio Frigotto – escritor e professor
24. Isaac Bernat, ator
25. José Sérgio Leite Lopes, antropólogo
26 Julia Barreto, produtora Julia Barreto
27. Jurandir Freire Costa, psicanalista e professor
28. Leonardo Vieira, ator
29. Leticia Sabatella, cantora e compositora
30. Luis Carlos Barreto, cineasta e produtor
31. Luiz Fernando Lobo, diretor artístico
32. Marco Luchesi, poeta e professor
33. Maria Luisa Mendonça, professora e jornalista
34. Marieta Severo, atriz
35. Paulo Betti, ator
36. Ricardo Rezende Figueira, padre e professor
37. Roberto Amaral, escritor
38. Sílvia Buarque, atriz
39. Tuca Moraes, atriz e produtora
40. Virginia Dirami Berriel, jornalista
41. Xico Teixeira, jornalista

Bocão News

UPE abre inscrição para programa de mobilidade estudantil em Petrolina

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Inscrições podem ser realizadas até o dia 2 de setembro. Podem participar estudantes da Facape, Uneb, Univasf e IF Sertão-PE

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Estão abertas as inscrições para o programa de mobilidade estudantil da Universidade de Pernambuco (UPE), Campus Petrolina, no Sertão do Estado.

Podem participar estudantes matriculados em cursos de graduação da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e do Instituto Federal de educação (IF Sertão-PE).

As inscrições podem ser feitas nas Instituições de Ensino Superior (IES) de origem, até o dia 2 de setembro, conforme consta no edital. O processo selecionará estudantes de graduação, regularmente matriculados no 2º semestre de 2016 em cursos das IES conveniadas. Quem estiver em situação de tranamento geral de matrícula não pode participar.

Para realizar a inscrição é necessário apresentar a cópia autenticada da identidade, CPF e comprovante de residência atualizado; histórico escolar atualizado, emitido pelo setor responsável da IES; comprovante de matrícula do segundo semestre de 2016 e o programa das disciplinas do curso de origem, que pretende cursar na UPE, Campus Petrolina, durante a mobilidade.

Os candidatos devem ainda atender aos seguintes requisitos: ter integralizado todas as disciplinas previstas para o 1º e 2º semestres do seu curso de graduação, e apresentar, no máximo, uma reprovação em cada período letivo; que não tenha participado do Programa de Mobilidade Estudantil por três vezes consecutivas ou alternadas, independente das IES nas quais tenha ocorrido a mobilidade; estar apto a iniciar as atividades acadêmicas no segundo semestre letivo de 2016 na UPE Campus Petrolina.

Ainda consta como requisito no edital: Não exceder o limite semestral da carga horária de disciplinas, previsto no Regimento Interno de sua IES de origem, devendo ser considerado para tanto a matrícula na IES de origem e a pretensão de disciplinas a serem cursadas na UPE Campus Petrolina; ter cumprido todos os pré-requisitos exigidos pelo Convênio celebrado entre as Instituições de Ensino Superior visando ao Programa de Mobilidade Acadêmica.

G1 Petrolina