SAMU de Petrolina recebeu cerca de 2.400 trotes entre junho e julho

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(foto: reprodução/internet)

Entre junho e julho, mais de 70% das ligações feitas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Petrolina foram trotes. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (03) pela Secretaria de Saúde da cidade.

De acordo com a Secretaria, em média, por mês, o SAMU atende cerca de 3.400 chamadas, e destas, cerca de 2.000 são trotes. Nos meses de junho e julho, período que coincide com as férias escolares, o número aumentou consideravelmente. Foram contabilizadas cerca de 2.400 chamadas falsas/mês, o que corresponde a mais de 70% do total de ligações feitas ao SAMU no período.

De acordo com a Coordenadora do SAMU, Laís Cabral, a maioria dos trotes são feitos por crianças e adolescentes, mas há também uma grande parcela de adultos que ocupam as linhas para dizer palavras de baixo calão às telefonistas, prejudicando o serviço que precisa ser ágil.

“À medida que alguém liga pro SAMU e faz uma brincadeira, solicita uma ambulância e esta é liberada para um trote, impede de auxiliar quem realmente está precisando dos nossos serviços. Então, fazemos um apelo pela conscientização dos cidadãos, dos pais, que orientem seus filhos para que não tenhamos mais esse problema, que é tão prejudicial para a própria população”, diz a coordenadora do SAMU.

A partir de agosto será iniciado o projeto “Amigos do SAMU”, em parceria com a Secretaria de Educação, que visa levar às escolas palestras sobre a importância do SAMU e conscientizar sobre os perigos dos trotes.

Lei contra os trotes

Uma lei de combate aos trotes foi sancionada e publicada no Diário Oficial de Petrolina no dia 5 de julho. Moradores de Petrolina que forem identificados por acionar, indevidamente e sem o objetivo real de obter o atendimento, os serviços de emergência como o Samu, Corpo de Bombeiros e Polícia, serão multados em R$ 1 mil, conforme previsto no artigo 1º da Lei nº 3.075, que determina que a multa deverá ser aplicada em trotes envolvendo reduções, resgate, combate a incêndios, assistência médica e hospitalar ou ocorrências policiais.

Quem tiver o número do telefone identificado terá os dados revelados pela empresa telefônica responsável pela linha, mediante envio de relatório expedido pelo município. As ligações oriundas de telefones públicos serão anotadas para que seja realizado um levantamento de incidência geográfica.

Conforme escrito no artigo 5º, a multa de R$ 1 mil poderá ser duplicada em caso de reincidência.

A proposta foi criada pelo vereador Gilmar Santos (PT) com o objetivo de reduzir os índices de trotes que chegam à polícia e aos serviços de saúde de Petrolina, tendo em vista que as ligações indevidas ocupam as linhas e os atendentes o que pode atrasar atendimentos emergenciais necessários.

Da Redação

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