Ex-contratado da PMJ é condenado a 16 anos por homicídio doloso

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(Edílson dos Santos)

O réu Edílson dos Santos foi condenado a 16 anos de prisão, pela morte dos jovens Juan Cleibi e Thuane Gleyce, ambos de 18 anos. Ele foi a júri popular hoje (12), realizado no Fórum de Jaguarari-BA.

Edílson foi condenado por homicídio doloso com dolo eventual, quando o agente assume o risco de produzir o resultado, uma vez que ao conduzir um veículo embriagado e com velocidade acima do permitido, colidiu com a motocicleta em que estavam os jovens, levando-os a morte. Inicialmente, ele deve cumprir a pena em regime fechado.

O júri terminou por volta das 16h e foi marcado por bastante comoção. Familiares e amigos dos jovens, além de pessoas da comunidade, lotaram o plenário.

(Familiares dos jovens)

“A Justiça dos homens foi feita. Estávamos esperançosos e confiantes que esse crime não ficaria impune. Deus sempre esteve no controle de tudo”, declarou a mãe de Juan, Marizalva Alves.

A defesa de Edílson vai recorrer da decisão.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na estrada que liga os distritos de Pilar (Jaguarari) e Abóbora (Juazeiro), na noite do dia 09 de agosto de 2015. O casal estava em uma motocicleta e morreu no local após ser atingido pelo veículo conduzido por Edílson dos Santos, que estaria sob o efeito de álcool e dirigia em alta velocidade .

(Juan Cleibi e Thuane Gleyce)

Familiares dos jovens realizaram no último dia 31, uma manifestação para pedindo justiça para o caso.

Edílson residia em Juazeiro-BA e trabalhou por quase três meses como motorista na Secretaria de Saúde da prefeitura da cidade, contratado através do sistema REDA. Ele está preso no Conjunto Penal de Juazeiro desde o dia 18 de setembro de 2017, quando foi acusado de tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Com o acusado foram encontrados 68 pinos de cocaína, uma quantia no valor de R$ 100, uma arma de fogo tipo revólver calibre 38, completamente municiado e outros 10 cartuchos.

Na época, o PNB noticiou os dois casos. Clique aqui e veja 

Apesar de na época o acusado ter recebido o direito de responder a este processo em liberdade, ele foi mantido preso, “pois foi acatado pela juíza o pedido de prisão do réu no processo de homicídio que está tramitando em Jaguarari/BA, sob o fundamento que o delito posterior (Tráfico de Drogas) para a garantia da ordem pública, uma vez que o mesmo voltou a praticar crimes quando ainda respondia por crimes graves”, acrescentou a advogada Amanda Morais.

Segundo informações obtidas pela redação do PNB, Edilson também já foi julgado e condenado pelo crime de tráfico de drogas. Ele ainda responde pelo crime de tentativa de homicídio contra um adolescente, que ocorreu no distrito de Abóbora, em 2013.

Da Redação

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