
O superintendente de Atração de Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Paulo Guimarães, questionou, no Supremo Tribunal Federal (STF), o fechamento de unidades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Polo Industrial de Camaçari (Fafen-BA) e de Sergipe (Fafen-SE), anunciado pela Petrobras para ocorrer em 30 de outubro próximo.
A estatal alega que as empresas vêm apresentando prejuízo há dois anos.
Ele afirma, entretanto, o fim das atividades á um medida é “gravíssima” e traz sérias consequências para a economia do estado e do país. “A Petrobras não pode se balizar apenas pelo princípio da maximização dos lucros”, disse Guimarães na última sexta (28), ocasião em que representou a Bahia em audiência pública sobre transferência do controle acionário de estatais no STF.
Entre as consequências, Paulo Guimarães cita o fechamento da única produtora no Brasil de bicarbonato de sódio, destinado à hemodiálise, o aumento das importações de insumos e a perda nas exportações.
“Além disso, no caso do Nordeste, nós teríamos, só com o fechamento das Fafens, a perda de aproximadamente 2,5 mil empregos, sem considerar as perdas advindas de outras fábricas”, estima Guimarães, que, como solução para o problema, propõe a criação de uma política nacional de modo a tornar o gás natural no Brasil num “indutor de novos investimentos”.
“Existem questões estratégicas que precisam ser consideradas e a Petrobras, mais que uma empresa estatal, é a maior empresa nacional e qualquer movimento que a ela faça tem repercussões seríssimas na economia brasileira, como nós temos experimentado nos últimos dois anos”, destacou.
Em sua avaliação, o superintendente da SDE explicou que, no caso do fechamento das Fafens, existem impactos industriais, agrícolas e socioambientais. Ele lembrou que a Fafen-BA é o embrião do Polo Petroquímico de Camaçari, já que a fábrica de fertilizantes começou a operar em 1971 e o Polo, em 1978.
À época, o conceito era de integração, já que a Fafen é fornecedora de matérias primas e insumos para outras empresas do Polo – uréia, amônia e gás carbônico.
Fonte: Bocão News


