Bolsonaro omite detalhes dos gastos de campanha no 1º turno

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O candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, não discriminou até o momento à Justiça Eleitoral diversos gastos da sua campanha.

De acordo com publicação do jornal ‘Folha de S.Paulo’, entre os itens não explicados pelo militar estão detalhes de viagens que fez a pelo menos 16 cidades de sete estados, onde ele, sua comitiva e aliados participaram de carreatas e comícios.

Apenas seis pessoas tiveram os gastos declarados por Bolsonaro: o coordenador financeiro, dois auxiliares, dois seguranças e uma intérprete de libras.

Na prestação de contas parcial do militar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até agora a campanha de primeiro turno teve o custo de R$ 955 mil, excluindo doações a outros candidatos.

A declaração entregue pelo candidato do PSL até o dia 6 de setembro, dia em que ele sofreu um ataque a faca, somam 27 itens de gasto, com total de R$ 843 mil.

Os maiores valores são de R$ 285 mil para a Pontesur, uma agência de viagens; locação de veículos e hospedagem; R$ 135 mil para a Mosqueteiro Filmes e R$ 115 mil para a AM4 Brasil Inteligência Digital.

O valor é inferior à maior parte das outras campanhas presidenciais e também a menos detalhada.

A campanha de João Amoêdo (Novo), por exemplo, listou 200 itens, com total de R$ 2 milhões de gastos, incluindo suprimentos como papel higiênico, lâmpadas e plástico bolha.

A campanha de Fernando Haddad (PT) listou 311 itens, com R$ 19,1 milhões no mesmo período de Bolsonaro.

A lei (artigo 61 da resolução do TSE 23.553/2018) exige que todo trabalho de campanha, remunerado ou não, seja informado e divulgado na internet.

Em caso de desaprovação, as contas são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral para que seja avaliada a proposição de ação de investigação judicial, questionando se houve abuso de poder econômico ou político.

Fonte: Bahia.BA

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