Bahia: Professores da rede estadual ameaçam iniciar o ano de 2019 em greve

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A APLB-Sindicato divulgou nota em que lamenta a aprovação, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), do projeto que altera gratificações aos professores. Em nota, entidade já adiantou que “vai reagir” e ameaça começar o ano letivo de 2019 em greve.

O coordenador-geral da entidade Rui Oliveira lamenta o posicionamento do Governo do Estado e de alguns deputados que votaram a favor do projeto. “Nós tentamos conversar com os deputados e pressionamos para que o projeto fosse retirado da pauta ou discutido conosco antes, mas não compactuamos com nenhuma emenda ao projeto”, diz.

“Não houve nenhum tipo de acordo com a APLB-Sindicato. Nós não conseguimos acompanhar a votação. Fomos impedidos pela polícia de entrar! Devemos convocar a categoria para uma assembleia geral no início de fevereiro e é possível que o ano letivo inicie sem aulas. Somos educadores e exigimos respeito”, completa Rui Oliveira.
Após discordâncias até mesmo entre deputados da base, o projeto enviado pelo governador Rui Costa (PT) que altera gratificações aos professores foi aprovado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta segunda-feira (17) e a sessão foi suspensa por conta da diplomação dos eleitos no dia 7 de outubro, dentre eles o governador e os próprios deputados. A oposição obstruiu, mas de nada adiantou.

Conforme o líder do governo, deputado Zé Neto (PT), a emenda do relator Rosemberg Pinto (PT) que mantém os percentuais de bonificação de 20% para mestrado, 25% para doutorado e 10% para cursos de pós-graduação com carga horária superior a 270 horas foi acatada, o que teria resultado na aprovação. No entanto, ficam extintas as bonificações para cursos de 80 a 269 horas – atualmente, recebem 5% em cima dos salários os professores que comprovam qualificações de 80 a 119 horas e 10% para 120 a 359 horas.

Além disso, conforme Zé Neto , serão aplicados apenas a partir de 1º de junho de 2019 e não haverá retroatividade”, assegurou. Zé Neto disse ainda que houve concordância da categoria e do sindicato dos professores.

Fonte: Bocão News

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