“Geladeira Literária” da Univasf disponibiliza livros em praça pública de Paulo Afonso (BA)

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Quem anda pela Praça Dom Jackson Berenguer Prado, no Centro da cidade de Paulo Afonso (BA), pode se deparar com uma inusitada surpresa. Uma geladeira com um alimento especial dentro: livros. Aqueles que têm fome de leitura podem, desde a última sexta-feira (11), pegar um livro na “Geladeira Literária”, projeto promovido pelo Sistema de Bibliotecas Integradas (Sibi), em parceria com o Núcleo de Extensão Paulo Freire, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), e em troca só precisa deixar outro no lugar. A ideia é que o projeto seja auto-gestor e a própria comunidade abasteça a geladeira.

A praça, que fica localizada na Avenida Getúlio Vargas, próximo à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, foi o local escolhido por ficar próximo de diversas escolas. O objetivo do projeto é incentivar a leitura, facilitando o acesso a livros literários e foi feito com o apoio dos estudantes do curso de medicina do Campus Paulo Afonso (BA), que disponibilizaram livros e fizeram decoração da geladeira. Além deles, docentes, técnicos e a comunidade externa também doaram livros.

A ideia da “Geladeira Literária” é desenvolvida em vários municípios brasileiros e teve início em 2012 na cidade de Brasília, no Distrito Federal. Em Paulo Afonso (BA), o projeto foi lançado durante o festival literário da cidade, realizado em outubro de 2018, e após receber a licença da prefeitura, começou a funcionar.

De acordo com Jaqueline Souza, bibliotecária do Campus, o intuito do projeto é fazer com que a comunidade participe e cuide da geladeira e dos livros como um patrimônio público, pois são bens de todos. “O acesso ao livro e à leitura é um direito de todos e não uma atividade inacessível ou disponível apenas para alguns”, diz.

Com menos de uma semana de atividade, Jaqueline já faz uma avaliação positiva do projeto. “Está dando muito certo. A geladeira está com muito mais livros do que quando a deixamos na Praça e isso é muito importante, pois a iniciativa abre portas para que leitores possam compartilhar livros, beneficiando, assim, outras pessoas. Além disso, a implantação de novos pontos de leitura é uma das formas de democratização da cultura”, afirma a bibliotecária.

 

Ascom

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