Em entrevista exclusiva ao Palavra de Mulher, ex-técnico da Juazeirense se despede do clube

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O técnico Aroldo Moreira deixou o comando da Sociedade Desportiva Juazeirense, após menos de um mês da estreia do time no Campeonato Baiano de 2019 . O anúncio foi feito ontem (11), pela diretoria do Cancão de Fogo.

Este ano, Aroldo esteve no comando da Juazeirense em cinco partidas, com 3 empates e 2 derrotas. O clube está na lanterna do Campeonato Baiano com apenas 2 pontos.

Hoje (12), durante a transmissão ao vivo do Programa Palavra de Mulher Web, o ex-técnico da Juazeirense deu sua primeira entrevista após pedir para se desligar do clube. Durante a transmissão ao vivo do Programa Palavra de Mulher Web, o profissional falou sobre a sua terceira atuação no clube e se despediu da Sociedade Desportiva.

“Quando eu cheguei no clube, a Juazeirense já tinha uma equipe formada e observei que o elenco que estava montado não tinha condições de participar do Campeonato Baiano, que tem um alto nível, e também da partida contra o Vasco pela Copa do Brasil. Durante os três jogos amistosos nós fizemos a troca de muitos jogadores, então essa pré-temporada foi praticamente perdida. Além disso, dos quatro jogos que nós participamos no Campeonato Baiano, três foram fora de casa e nesses casos existe uma viagem antes dos jogos, existe um desgaste, o cansaço físico e emocional de todo a equipe”, justificou o técnico.

Aroldo comentou ainda sobre a derrota de 7×1 do Cancão de Fogo contra o time do Bahia.”O único jogo que a Juazeirense não atuou bem foi na partida contra o Bahia. Foi o pior jogo da minha vida. Eu trabalhei no Bahia por aproximadamente cinco anos, fui muito bem recebido na arena pela diretoria e jogadores e depois da derrota, eu fiquei numa situação muito complicada”, lamentou.

O técnico também falou sobre o empate contra o Vasco e a última derrota do clube. “Eu tive apenas doze dias para preparar o time, com três novos jogadores importantes para o jogo contra o Vasco e nós fizemos uma partida maravilhosa. Jogamos de igual para igual contra um time que é um gigante do futebol brasileiro. E ali eu senti que agora nós tínhamos um time capaz de chegar a final do “Baianão”. Inclusive esse era o meu objetivo, o meu sonho. Mas nós fomos para o jogo contra o Jacuípense e apesar de termos sido superiores, infelizmente a bola acabou passando entre as pernas do nosso goleiro. Mas alguém tem que pagar a conta e sempre quem paga é o treinador”, afirmou.

Aroldo se despediu da Juazeirense e da população de Juazeiro agradecendo pela receptividade e afirmando que gostaria de ter dados bons resultados e permanecido por mais tempo na região. “No domingo (10), depois do jogo contra a Jacuípense, eu estava de cabeça quente e durante uma reunião com a diretoria, eu achei melhor entregar o comando do time, embora eu achasse também que com dez dias para trabalhar, o time teria uma evolução, já que dos cinco próximos jogos, quatro serão dentro de casa. Talvez essa fosse a oportunidade da gente melhorar o time. Mas, quando o treinador pede pra sair, o ambiente também já está pedindo isso”, explicou.

Ainda durante a entrevista, o técnico, junto com três jovens jogadores da cidade, comentou a tragedia ocorrida na última sexta-feira (08), no Centro de Treinamento do Flamengo. Ele também fez uma avaliação sobre o processo de captação de jovens para o futebol, por observadores técnicos, conhecidos como “olheiros”.

Veja a entrevista na íntegra:

 

Da Redação

 

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