Estudantes da UNEB de Juazeiro realizam hoje (11) ato contra o sucateamento das universidades públicas estaduais

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(foto: divulgação)

Estudantes da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus III, em Juazeiro, realizam nesta quinta-feira (11), às 16h, na Praça Santiago Maior, no Centro da cidade, um ato contra o sucateamento das universidades públicas. O protesto também é em apoio aos professores das quatro estaduais da Bahia que deflagraram greve por tempo indeterminado.

A ação ocorre um dia após os docentes, em assembleia realizada nesta quarta-feira (10), decidirem pela continuidade da greve, deflagrada na última quinta-feira (4). De acordo com a Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb), os docentes demonstraram indignação com as posturas do governo nesse início de greve, “que vem tentando confundir informações e colocar a opinião pública contra os professores” (leia na íntegra).

Os estudantes consideram que o corte de 55% dos recursos destinados às universidades tornam o ambiente precário. Segundo eles, os três pilares de sustentação do ensino superior (projeto, pesquisa e extensão) estão ameaçados; equipamentos básicos como datashow, caixas de som, câmeras fotográficas e laboratórios carecem de manutenção e comprometem as aulas.

Além disso, faltam pinceis nas salas de aula e papel higiênico e sabonetes nos banheiros. Com a falta de concurso público, parte dos cursos de graduação enfrentam problemas no quadro de professores e algumas disciplinas deixaram de ser ofertadas.

O protesto também terá a participação dos professores do Campus III. Na última terça-feira (9) o corpo docente da UNEB de Juazeiro emitiu uma carta com a socialização das pauta de reivindicações do movimento.

A categoria considera que o governo tem atuado para destruir conquistas e direitos trabalhistas como Licença Prêmio e Sabática e direitos à promoção e progressão de carreira. Servidores estão com o salário congelado e sem o reajuste linear da inflação, acumulando perda de 25% sobre o salário total.

O aumento da contribuição previdenciária de 12% para 14%, que resulta na diminuição dos salários da categoria, e a perda da autonomia das instituições, também são motivos de insatisfação (leia na íntegra).

A UEFS, UESB e UNEB deflagaram greve na semana passada. A UESC deflagrou ontem (10), e a greve deve iniciar, oficialmente, nesta segunda-feira (15).

Diante desse cenário, os estudantes ressaltam que estão mobilizados, juntos aos professores, para lutar contra o sucateamento das instituições públicas da Bahia.

Da Redação

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