Polícia Militar de Pernambuco fala sobre denúncia de violência policial, em Petrolina

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Na manhã desta segunda-feira (25), o PNB recebeu a denúncia sobre violência policial que teria ocorrido na noite desse domingo (24), no bairro Rio Corrente, em Petrolina-PE. As agressões teriam partido de policiais militares do 2º Batalhão Integrado Especializado (2º Biesp), contra participantes de um evento em alusão ao Novembro Negro, que trazia exposição de produtos, música, e apresentações culturais como forma de enaltecer o processo de resistência e empoderamento da população negra.

Segundo os participantes, tudo começou por volta das 20h, quando na praça onde o evento estava sendo realizado, os PMs chegaram em três motocicletas e abordaram um homem que segundo eles, era suspeito de estar portando uma arma de fogo – nada foi encontrado durante a revista. Incomodados com a forma como foi feita a abordagem na praça – segundo testemunhas, os policiais adentraram no espaço com arma em punho e não se intimidaram com a presença de crianças e adolescentes no espaço -, os organizadores tentaram dialogar com os agentes, que reagiram de forma abusiva. (Veja a denúncia completa aqui)

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco negou as acusações. Veja a nota na íntegra:

A Polícia Militar informa que foi acionada, através do 2º BIEsp, para verificar uma ocorrência de um homem ameaçando populares com uma arma de fogo, no bairro Rio Corrente, em Petrolina. Ele foi identificado em um evento, descoberto depois que se tratava de uma comemoração ao Dia da Consciência Negra, que acontecia em uma quadra, com cerca de 80 pessoas, e foi abordado dentro da técnica policial.

Os presentes, então, passaram a dar uma conotação de discriminação racial à abordagem. Como foi notado que uma mulher estava filmando a atuação do efetivo, e foi solicitado a ela as imagens para serem usadas como prova de que não houve nenhum tipo de violência na ação. Como ela recusou, foi comunicado que ela iria para a Delegacia para ser apresentada ao delegado. Neste momento, a multidão passou a agredir os policiais, chegando a ferir um deles e rasgar a farda de outro.

Dois homens foram detidos por desobediência, mas um vereador da cidade abraçou a ambos e informou que iriam todos juntos. Dessa maneira, foram conduzidos e os policiais foram orientados a formalizar uma queixa pelas lesões causadas.

Da Redação

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