
A dona de casa Josefa Ivene de Lima entrou em contato com a redação do Preto No Branco para reclamar de um problema que vem enfrentado a mais de um ano. De acordo com ela, que reside no bairro José e Maria, em Petrolina-PE, apesar de problemas recorrentes no hidrômetro e de está mais de um mês sem água nas torneiras, os valores das contas só aumentam.
“Eu moro na Rua Rio Poti, e aqui nós moradores não temos água nas torneiras, só vento. Mas, recebemos cobranças absurdas”, declarou Josefa.
Veja um vídeo enviado pela moradora:
A dona de casa informou ainda que por conta da pressão do vento na tubulação o hidrômetro da sua residência quebrou, e apesar dela ter ido diversas vezes reclamar e solicitar o concerto na Companhia Pernambucana de Saneamento, a situação se estendeu por vários meses.
“Mas, ainda assim, os valores das contas de água continuaram altos. Em junho, por exemplo, a cobrança veio mais de 300,00 reais, sendo que sempre paguei em média 60,00 reais. Diante da situação, voltei a Compesa e questionei o valor, já que minha residência continuava com hidrômetro quebrado, o que impossibilita a contagem. Por isso, queria saber como eles chegaram a esse valor, mas nada foi resolvido. Nos meses seguintes as contas vieram de quase de 200,00 reais.”, disse Josefa.
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(arquivo pessoal)
A moradora, que está desempregada e impossibilitada de trabalhar por conta de problemas de saúde, afirmou que por não ter condições de pagar os valores cobrados, acabou acumulando algumas contas. “Há mais ou menos dois meses eles vieram trocar o hidrômetro e após quinze dias, chegou a cobrança de novembro no valor de mais de 500,00 reais, a mais cara até agora. Ainda não consegui fazer com que a Compesa reduzisse os valores das contas atrasadas. Por conta da falta do pagamento, estou com a água cortada a mais de um mês, mas ainda assim, eles mandaram a cobrança de dezembro no valor de quase 300,00 reais. Querem que eu pague o que não estou consumindo”, desabafou a dona de casa.
Josefa finalizou dizendo que o problema acontece em todas as casas da Rua Rio Poti e que a Compesa já foi acionada diversas vezes. “Muitos vizinhos reclamaram e tiveram suas contas reduzidas. Mas todos nos já estamos cansados com essa situação. Precisamos de água para sobreviver, ainda mais nesse calor. Queremos abrir nossas torneiras e receber água ao invés de vento. Alguns moradores desistiram de esperar por soluções e mudaram para outros bairros. Mas nós que não temos para onde ir, continuamos aqui cobrando os nossos direitos”, concluiu.
Ontem (03) a Prefeitura de Petrolina divulgou que o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, sancionou a lei oriunda de um projeto de autoria do vereador Ruy Wanderley, que determina a instalação de equipamento eliminador de ar na tubulação do sistema de abastecimento d’água da cidade.
Agora a Compesa é obrigada a adquirir e instalar o equipamento, sempre que for solicitada pelo consumidor. No entanto, as despesas para a instalação do eliminador de ar é de total responsabilidade do próprio usuário.
O PNB está enviando a reclamação da moradora do bairro José e Maria para a Compesa.
Da Redação Por Yonara Santos



