
Funcionários do Hospital Promatre, em Juazeiro-BA, procuraram a redação do Portal Preto No Branco para reclamar de atrasos nos pagamentos dos salários. De acordo com eles, que pediram para não serem identificados, o problema está ocorrendo porque a Secretária de Saúde da cidade não está realizando os repasses para a unidade.
“Estamos desde o mês de outubro sem receber nossos pagamentos. Inclusive, até hoje não recebemos o décimo terceiro salário. Até o momento a SESAU não se manifestou dando um prazo para os pagamentos e nem justificou o atraso nos repasses. Isso é um absurdo, uma falta de respeito. Temos contas para pagar e necessitamos dos nossos salários para nos manter. Alguns funcionários estão sem ter o que comer e manter suas despesas fixas”, declarou uma funcionária.
Ainda de acordo com ela, os funcionários estão organizando uma manifestação, que deverá acontecer na próxima quinta-feira (30), em frente ao Paço Municipal. “Estaremos nos reunindo a partir das 13h52, com faixas, apitos e panelas. Queremos reunir o maior número de pessoas possível para chamar a atenção do poder público”, acrescentou.
A funcionária finalizou afirmando que existe a possibilidade de uma paralisação das atividades. “Demos a prefeitura o prazo de até sexta-feira (31) para a realização dos repasses. Se até lá, nada for feito, a regulação irá parar”, concluiu.
O PNB entrou em contato com a SESAU e com a direção do Hospital Promatre em busca de esclarecimentos.
Situação recorrente
Em julho de 2019, os funcionários também reclamam de atraso salarial e da forma precária em que o Hospital estava funcionando. “O que nos causa mais estranheza é que apesar de todos esses problemas, o hospital continua contratando mais funcionários. E nós, continuamos no prejuízo e sem respostas concretas. Isso não pode continuar assim”, declararam na época.
Na ocasião, o PNB entrou em contato com a direção do hospital, que confirmou a dificuldade de arcar com a folha de pagamento dos funcionários da instituição filantrópica. O médico e diretor Vitor Borges disse que a crise se arrastava por muitos anos e que “o hospital filantrópico, que trabalha com a tabela SUS, vive essa realidade constante. São 18 anos sem reajuste de tabela. Muitos fecharam, inclusive em Juazeiro a Santa Casa de Misericórdia. É uma luta constante pra manter as portas abertas. Grande maioria dos hospitais filantrópicos vive essa realidade”, afirmou Vitor Borges. ( Veja aqui)
Da Redação



