“Governo Miguel Coelho desrespeita, ignora e viola a dignidade e direitos”, dizem professores contratados em carta

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Professores contratados da rede municipal de educação de Petrolina, no Pernambuco, emitiram uma carta aberta com críticas à gestão do prefeito Miguel Coelho (MDB). No documento, os profissionais apontam que o governo “desrespeita, ignora e viola a dignidade e direitos de professores e professoras contratados/as da rede municipal de educação, já que foram demitidos/as antes do término do contrato e sem garantia de seus direitos”.

Os profissionais alegam que a gestão municipal desprezou os direitos básicos da categoria quando quebrou, no final do ano passado, o contrato administrativo de 2018 que havia sido prorrogado até o dia 21 de fevereiro. “Ou seja, fomos demitidos e demitidas antes do término do “contrato” e sem garantia dos nossos direitos. Fato esse, comunicado informalmente pelos gestores escolares no período da primeira quinzena de dezembro – período de avaliações finais dos/as estudantes – deixando-nos angustiados com a situação”, diz um trecho da carta.

Os professores falam ainda que não houve equidade de direitos entre todos os contratados, já que o cancelamento do contrato foi para o mês de fevereiro, período onde estão concentrados a maioria dos contratados, ficando apenas os que tinham vencimento para outros meses como, março e abril. “Esta situação acarreta prejuízos substanciais aos/as professores/as contratados/as, pois dependem exclusivamente da renda do seu salário mensal para o sustento familiar”, justificam (leia na íntegra abaixo).

O PNB procurou a Secretaria de Educação de Petrolina, porém, até o fechamento dessa matéria, o órgão não se manifestou.

Leia a íntegra da carta

CARTA ABERTA DE PROFESSORES E PROFESSORAS CONTRATADOS À SOCIEDADE PETROLINENSE

Nós, professores e professoras contratados pela gestão administrativa da Rede Municipal de Educação de Petrolina, vimos expressar profunda indignação perante a falta de respeito e total desprezo com que o governo Miguel Coelho tratou direitos básicos da nossa categoria, no final do ano de 2019, quando da quebra do contrato administrativo de 2018, prorrogado até 21/02/2020. Ou seja, fomos demitidos e demitidas antes do término do “contrato” e sem garantia dos nossos direitos. Fato esse, comunicado informalmente pelos gestores escolares no período da primeira quinzena de dezembro – período de avaliações finais dos/as estudantes – deixando-nos angustiados com a situação.

Lembramos, que pela primeira vez foi realizada uma avaliação de seleção para novos contratados/as dentro do período letivo e durante a elaboração de provas finais, preenchimento de diários escolares e outras atividades peculiares à função do/a professor/a. Mas nem por isso deixamos a desmotivação prejudicar os alunos/as e suas escolas.

Em outra análise, também, observa-se que não houve equidade de direitos entre todos e todas profissionais contratados/as. Já que o cancelamento de contrato foi para o mês de fevereiro, período onde estão concentrados a maioria dos contratados/as, ficando apenas contratados/as de outros meses como, março e abril. Esta situação acarreta prejuízos substanciais aos/as professores/as contratados/as, pois dependem exclusivamente da renda do seu salário mensal para o sustento familiar.

Como é do conhecimento da maioria, a vida profissional de um/a professor/a envolve dedicação, estudo, pesquisa, investimentos na carreira, valorização salarial, qualidade das condições de ensino, formação continuada e aperfeiçoamentos profissionais. Porém, diversos são os entraves e “espinhos” que perpassam o cotidiano escolar do professor/a, como a falta de estabilidade, a precarização dos vínculos e outras humilhações em ambientes políticos marcados pelo autoritarismo, além de levarmos trabalho para casa, como é o caso das correções de provas e planos de aula.

Diante desse relato, deixamos evidente para a sociedade petrolinense nossa indignação e descontentamento com o Governo Miguel Coelho e a gestão da Secretaria de Educação – SEDUC. Lembramos que diversos/as profissionais tentaram comunicação e diálogo com a Gestão para a resolução do problema. Como imperou o descaso por parte da SEDUC, buscamos os meios legais.

O Governo Miguel Coelho desrespeita, ignora e viola a dignidade e direitos de professores e professoras contratados da rede municipal de educação. Não podemos permitir que esse ataque continue, pois dessa forma serão grandes os prejuízos para a nossa sociedade. Portanto, a Associação de Professores/as do Vale e demais professores/as contratados/as não-associados/as, esperam contar com o apoio da população petrolinense, em especial a comunidade escolar nesta luta.

Da Redação

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