Um cemitério de embarcações sucateadas está instalado na orla de Juazeiro

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No último mês de outubro, por ordem judicial, a embarcação Costa e Silva, que há anos ficou ancorada no paredão, do antigo porto da Orla I, de Juazeiro, foi removida do local, e colocada no Rio São Francisco. O pleito para a retirada da Costa e Silva foi movido pela Procuradoria Geral do Município.

Imprestável até o momento, a embarcação saiu do espaço público urbano e passou a ocupar o trecho do rio, não se sabe até quando. A informação inicial, do proprietário da barca, era a de que havia um projeto para transformá-la em um restaurante flutuante.

Ela agora se junta, mesmo que em outro ponto da margem do rio, a mais de uma dezena de outras embarcações de particulares, que se amontoam no espaço fluvial. Tem sucata de embarcação de todo porte e tipo, embarcação parada há anos, sem utilidade, que nem navegam e nem saem de cima do leito do Velho Chico, obstruído a paisagem e a passagem.

Um cemitério de embarcações que já compõe o cenário da orla de Juazeiro, distante dos olhos das autoridades competentes, para desgosto dos moradores da cidade. A situação, que se arrasta há anos, parece ter sido naturalizada pelos poderes públicos e também por alguns munícipes, mas incomoda os olhos dos mais atentos e cuidadosos com a cidade.

“Um lugar aprazível deste, que agora foi revitalizado e está bem frequentado para caminhadas e prática de outros esportes, bem que poderia ter uma visão melhor, livre destas embarcações que foram esquecidas aí”, reclamou um morador que diariamente caminha no parque fluvial.

“No lado baiano, em Juazeiro, a proximidade do rio com a orla da cidade faz toda a diferença. Nos dá uma visão espetacular, um cenário paradisíaco, mas estas embarcações velhas assim jogadas aqui, enfeiam e roubam o espaço. Elas têm donos, não são públicas, mas utilizam uma área pública, sem qualquer fiscalização ou disciplina. Ao longo da margem do rio, é só o que se ver. Um desleixo total”, criticou uma professora que também pratica esportes no local.

Sobre o assunto, nós conversamos com o ambientalista Roberto Malvezzi, Gogó. Ele esclareceu que “do ponto de vista ambiental não causa muito problema. Mas é inconveniente. São sucatas, não são embarcações. Podem armazenar mosquitos, outros animais e servir para a ações ilícitas. Não causa um prejuízo especial, em termos ambientais, porque são de madeira, de chapa, e não causam danos maiores. É um problema mesmo de estética, de cuidado, de beleza e pode proporcionar, com as chuvas, o armazenamento de água parada, atrair mosquitos, que já temos aos montes aqui na cidade”.

Na opinião de Malvezzi, a saída “seria o desmonte, e a reciclagem”.

Estamos em contato com os órgãos responsáveis, solicitando um posicionamento sobre a situação.

Da Redação     

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