“Com a reforma e o distanciamento social, o que será desses animais?”, questiona voluntária sobre animais que vivem no Mercado Municipal, em Juazeiro; prefeitura diz que nada pode fazer

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(fotos: reprodução/arquivo pessoal)

Primeiro a tão esperada reforma, agora a suspensão do funcionamento do Mercado Joca de Souza Oliveira, levantam uma preocupação: como vão ficar os animais que vivem naquele espaço? Esta provocação nos chegou através de uma voluntária que atua em uma ONG de proteção aos animais da região.

“Os gatos que vivem no Mercado Joca de Souza, em Juazeiro-BA, dependiam da ajuda dos feirantes para se alimentarem e sobreviverem. Mas agora, com o local fechado, o que vai ser desses animais?”, questiona.

O Mercado Joca de Souza foi fechado desde o último dia 24, por determinação de um decreto municipal, que tem como objetivo evitar a proliferação dos vírus H1N1 e novo coronavírus na cidade. Nessa segunda-feira (30), o prefeito anunciou que a medida foi prorrogada até o dia 13 de abril.

De acordo com a voluntária da causa animal, que preferiu não se identificar, a ausência dos feirantes no mercado já está colocando em risco a sobrevivência, principalmente, das dezenas de gatos que vivem no local.

“Lá tem gatos idosos doentes, com deficiência, gatas prenhas, outras que acabaram de parir, e todos precisam de ajuda. Eles já estão em uma situação crítica. A prefeitura, os vereadores deveriam tomar alguma atitude para salvar esses animais, mas nada é feito pelas autoridades”, afirmou.

Ainda de acordo com ela, as autoridades públicas devem pensar numa alternativa para além do período de quarentena. A situação dos animais moradores do mercado é preocupante também, por conta do início da reforma do mercado, já anunciado pelo Prefeito Paulo Bomfim.

“A reforma será iniciada em breve e não se pensou em um abrigo para os animais que lá vivem. Mesmo com o fim do decreto municipal, os gatos e cães continuarão sem ajuda dos feirantes, que durante a reforma do mercado, serão transferidos para uma estrutura provisória, que vai funcionar no estacionamento do Camelódromo 2 de Julho. Nós estamos fazendo o que podemos. Diariamente levamos ração, mas a demanda é grande. Por isso, também gostaria de chamar atenção da população para a importância da doação de alimentos para esses animais e para a adoção. Esse é o momento de todos juntos pensarmos em uma solução para esse grande problema”, disse.

De acordo com ela, os animais já estão passando fome e essas vidas devem importar para o poder público e para a sociedade.

“São vidas. Vidas que estão em sofrimento. Não são objetos que podem ser largados assim. O que a prefeitura pensou para essa população de animais, quando pensou na reforma e agora neste período de fechamento do mercado? Também tem que se pensar que, muitos estão doentes e isso afeta a saúde pública também”, concluiu.

O PNB encaminhou a reclamação para a Secretaria de Saúde de Juazeiro, que, em nota, informou que só faz o recolhimento de “animais com suspeita ou diagnóstico de raiva e/ou leishmaniose, doenças transmissíveis ao ser humano”. A SESAU disse ainda que o canil-gatil não acolhe animais vadios, e informou ainda que no Ministério da Saúde, “infelizmente, não existe nenhuma portaria que possa direcionar os recursos do SUS para os cuidados com os animais”.

Da Redação

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