
(foto: arquivo/PMJ)
O Parque fluvial de Juazeiro foi interditado por medida de prevenção ao Coronavírus, que consta em Decreto Municipal, para evitar aglomeração de pessoas. Quem fazia caminhadas ou praticava outro esporte na área, suspendeu a atividade física, ao menos por enquanto, ou procurou outro lugar para não perder o ritmo.
“Há anos eu caminho na orla. Agora estou fazendo uns exercícios em casa. Sinto muita falta, mas sei que o momento pede. Espero que isso passe logo”, disse a dona de casa Cleise Santos.
“Eu tinha iniciado minha caminhada na orla de Juazeiro e estava amando. Comecei a criar o hábito, mas tive que interromper, pensando na minha saúde e na das pessoas. Apoio essas medidas adotadas em Juazeiro e em Petrolina por seus gestores. É para proteger a população. Melhor pecar por exagero, do que por falta. Estamos falando de vidas”, declarou o digital influencer Herbet Freitas.
A partir das seis da manhã, segundo informações de frequentadores do espaço, os guardas municipais começam a fazer a ronda para que a medida seja cumprida, avisando da proibição.
“Como lá não tem aglomeração de pessoas, fui às 6 da manhã, um horário sem movimento, para minha habitual caminhada e os guardas avisaram que estava proibido. Procurei outro espaço ao ar livre, longe do centro da cidade, para continuar minhas caminhadas, adotando as práticas recomendadas”, disse um leitor, praticante antigo de caminhadas na orla, que preferiu não se identificar.
Ele se adaptou a mudança, mas contesta a fiscalização da medida em espaços que continuam aglomerando pessoas, como nas lotéricas e agências bancárias, por exemplo. Para comprovação, o leitor nos enviou fotos de uma das agências da Caixa Econômica da cidade e de uma lotérica no centro, registradas na manhã de hoje (31). A aglomeração é flagrante e muito preocupante.
[new_royalslider id=”211″]
(foto: arquivo pessoal)
“Aí sim é aglomeração. É bom fazer uma distribuição melhor dos guardas, para que eles fiscalizem estes locais de maior risco. Na orla tem mais guarda que gente, já nas agências faltam guardas e sobra gente”, sugeriu.
Falta uma fiscalização mais efetiva e constante por parte do poder público. Falta o empenho das gerências das instituições financeiras em orientar os correntistas, disponibilizar rapidez no atendimento e evitar aglomeração.
Falta também consciência cidadã e responsável daqueles que estão saindo de casa, mesmo sem necessidade. Fazendo pouco caso da pandemia, como se fosse só “uma gripezinha”.
Da Redação



