Vereadores de Rodelas-BA voltam às atividades descumprindo medidas preventivas contra o coronavírus

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(foto: reprodução)

Em virtude da pandemia da covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, instituições e órgãos públicos tiveram que alterar a rotina de expediente. Atendimentos presenciais suspensos ou limitados para casos de urgência, trabalho em home office e disponibilização de canais online para atendimento. Essas foram algumas medidas adotadas por repartições públicas durante o período.

As sessões das Câmaras Municipais, em praticamente todo o estado, também foram suspensas. A casa do legislativo de Juazeiro, no norte da Bahia, realizou a primeira sessão virtual no interior do estado, nesta semana, após suspender, temporariamente, os trabalhos. Já na cidade de Rodelas, os vereadores decidiram ir na contramão das recomendações, e voltaram às atividades desde a semana passada.

Com um novo caso suspeito em investigação para a covid-19 e outros 58 sendo monitorados, conforme boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde ontem (15), a cidade prorrogou a situação de emergência declarada pelo Executivo Municipal no dia 23 de março, até amanhã (17). São várias as recomendações do documento, que vão desde a suspensão ou restrição de funcionamento de estabelecimentos comerciais, instituições financeiras, feiras-livres e etc.

A Câmara Municipal também havia suspendido as atividades em uma portaria publicada no dia 18 de março. Com validade de 15 dias, o documento venceu, porém não foi renovado. Os vereadores voltaram à casa legislativa na segunda-feira da semana passada (único dia da semana em que as sessões são realizadas). Entretanto, o clima foi tenso na Câmara Municipal.

De acordo com informações obtidas pelo PNB, a primeira sessão, do dia 6 de abril, foi convocada pelo presidente Jurandir Jesus de Souza (Didi de João Ribeiro) no dia 3 de abril, data em que o mesmo havia chegado de Salvador, cidade baiana que possui o maior número de casos confirmados da infecção. A recomendação da própria Secretaria Municipal de Saúde sugeria, no entanto, que fosse cumprida a quarentena.

A decisão, no entanto, não agradou à todos os parlamentares, que se sentiram expostos à uma possível contaminação. “Não era para estar ocorrendo sessão presencial, e sim por videoconferência. Estávamos aglomerados. Havia 14 pessoas dentro da sala fechada, que, inclusive, não é grande, e nem todo mundo estava com equipamento de proteção. Estava insegura ali dentro. Os próprios vereadores, que deveriam dar exemplo, estão mostrando à população o que não se deve fazer”, disse uma fonte ao PNB, que trabalha na casa legislativa, em relação à última sessão realizada na segunda-feira (13).

Os vereadores não cumpriram o distanciamento mínimo de 2 metros de distância, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde e especialistas. Nem todos que estavam presentes na sessão, estava munidos de equipamentos de proteção individual, como as máscaras de proteção. Conforme a fonte, apenas os vereadores da bancada de situação não receberam o equipamento.

Parlamentares informaram ainda que as pautas de discussão da sessão não tinham caráter de urgência. “Só discutiram questões de gestão, de ex-presidente e ex-prefeito. Por que não abriram uma sessão ordinária para discutir sobre o bem da comunidade? Não estão preocupados com a comunidade”, ressaltou a fonte.

O PNB encaminhou a denúncia para a Câmara Municipal de Rodelas, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos respostas.

Da Redação

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