“Garantimos segurança e não temos segurança para trabalhar”, denuncia policial civil, em Juazeiro, após notificação de caso suspeito na delegacia

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Além dos profissionais de saúde, que integram a linha de frente no combate ao novo Coronavírus, os agentes de segurança também fazem parte do grupo mais exposto à infecção. Policiais civis e militares, bombeiros, guardas civis, que também executam um serviço essencial, têm contato direto e diário com pessoas.

No último dia 15, o Senado aprovou um projeto de lei que determina a adoção de medidas de proteção aos profissionais que são expostos a pessoas doentes ou suspeitas de contaminação pelo novo coronavírus. Dentre essas medidas, estão o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) e a prioridade na realização de testes de diagnóstico de covid-19.

Passados mais de 60 dias do início da pandemia no Brasil, os EPIs não fazem parte da rotina da grande maioria dos dos profissionais mais expostos. Nem mesmo os da área de saúde, que convivem diretamente com pacientes contaminados e em um ambiente insalubre: os hospitais e unidades básicas de saúde. Se faltam EPIs para esta categoria, imagine para os agentes de segurança?

O PNB recebeu uma denúncia grave: policiais civis que atuam em Juazeiro, norte da Bahia, estão trabalhando sem proteção. Os agentes de segurança, não estão desempenhando seu ofício com segurança.

De acordo com informações de uma fonte segura do PNB, que nos enviou documentos comprobatórios, um policial civil de Juazeiro apresentou sintomas da Covid 19 e foi notificado como caso suspeito. O policial manteve contato com outros colegas e com incontáveis pessoas que procuraram a delegacia, o que demonstra a gravidade de não se proteger os agentes de segurança, evitando assim uma propagação maior do vírus.

” Não existe EPIs, não existe higienização das viaturas, não tem álcool gel suficiente para todas as delegacias.Neste período inteiro, o policiais do serviço de investigação, por exemplo, receberam apenas duas máscaras de tecido. Está faltando material. Tem um pouco de água sanitária, mas por exemplo, quem mexe com computador, quem está dirigindo viatura, está dividindo espaço e sem nenhuma higienização. A gente está tendo que comprar com nosso dinheiro, quando o deveríamos ter a garantia de segurança e proteção do Estado. Garantimos segurança e não temos segurança para trabalhar”, denunciou a fonte que, temendo represálias, pediu para não ser identificado.

Ele também questiona a atuação da Vigilância Sanitária que não pediu o afastamento dos policiais que mantiveram contato com o profissional notificado como caso suspeito.

” Esse colega que, supostamente pode se encontrar contaminado, teve contato com diversos outros policiais, que  não foram retirados para a quarentena,” informou.

O PNB encaminhou a denúncia aos órgãos competentes.

Da Redação 

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