Em vídeo, professor acusa gestão em Juazeiro de persegui-lo e pede ajuda; Seduc diz que ele “tenta ludibriar a opinião pública”

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Em um vídeo enviado a redação do PNB, na manhã deste domingo (17), o professor de Educação Infantil Cléber Jesus afirmou que vem sendo perseguido pela gestão municipal, em Juazeiro, sobretudo pela Secretaria Municipal de Educação e Juventude.

Cleber Jesus diz que foi afastado de sala de aula, está com salário atrasado desde o ano passado, e deverá ser demitido nos próximos dias.

De acordo com o professor, o motivo da retaliação, foram as suas “denúncias sobre as práticas ilícitas, que a prefeitura, a Seduc e a Câmara de Vereadores de Juazeiro vinham cometendo contra o meu povo, aqui em Juazeiro”, afirmou.

No vídeo, o professor fala que está passando por dificuldades financeiras, tem contas atrasadas e colocou sua biblioteca para ser rifada. Ele pediu a ajuda dos amigos para a rifa, que custa cinco reais.

” Sinto até uma certa vergonha de tá fazendo este vídeo, mas se eu não recorrer ao meu povo, a quem eu vou recorrer quando os tiranos da minha terra, me atacarem?”, disse Cléber.

O PNB procurou a gestão municipal e, por meio de nota, a Secretária de Educação, Lucinete Alves da Silva, se manifestou.

Confira:

“Nos últimos meses, o senhor Cléber Jesus tem usado redes sociais e veículos de comunicação para empreender uma campanha difamatória contra mim. Este assunto, com fartura de provas, será devidamente tratado na esfera judicial.

Quanto às acusações que faz à SEDUC, mais uma vez ele omite informações e distorce fatos na tentativa de ludibriar a opinião pública e passar por vítima. No início do ano, anunciamos uma reforma da unidade. Naquela ocasião, já era claro o quadro de diminuição do número de alunos.

Após diálogo com a comunidade, decidimos levar os estudantes para um espaço cedido. Infelizmente o público não era mais suficiente para manter a quantidade anterior de turmas.

Coube então, como é comum na rede municipal, que a direção da escola elaborasse sua programação. Portanto, foi uma decisão da unidade optar pelos nomes dos profissionais que permaneceriam na escola diante do quadro diminuto de matrículas.

Assim, o senhor Cléber acabou sem lotação. Não houve, como não há em nenhuma outra escola, interferência da SEDUC nesta definição. Acrescente-se ainda que o seu contrato expirou no dia 18 de fevereiro de 2020.

Os atuais contratados, já ativos na rede desde antes dos decretos de emergência, permanecem recebendo normalmente e desenvolvendo atividades com os alunos dentro do projeto Cidade Educadora. Tudo em sintonia com as orientações do Ministério Público.

Por fim, reitero que a campanha difamatória empreendida contra a minha pessoa será tratada na Justiça”.

Lucinete Alves da Silva
Secretária de Educação

Da Redação

 

 

 

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