Prefeitura de Juazeiro diz que “nem todos os estabelecimentos vinham cumprindo os requisitos dispostos no plano” em resposta a entidades do comércio

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(foto: arquivo)

Na noite desta segunda-feira (22), a Prefeitura de Juazeiro, no Norte da Bahia, emitiu uma nota à imprensa se manifestando sobre a nota conjunta emitida ontem por seis entidades representativas do comércio do município. No documento, a Câmara de Dirigentes Lojista, a Associação Comercial Industrial e Agrícola de Juazeiro (ACIAJ), o Sindicato dos Logistas (SINDILOJAS), a Diretoria da Associação de Empresas do Distrito Industrial do São Francisco (AEDISF), o Sindicato dos Comerciários (SINDCOM) e o SINDHAJ, consideraram que “o comércio de Juazeiro está morrendo”.

As entidades representativas afirmaram que desde o princípio, buscaram dialogar com a gestão municipal e que as lojas estavam cumprindo, rigorosamente, todas as exigências básicas de proteção para clientes e funcionários, até o último sábado, enquanto o comércio esteve aberto. Eles também alegam que o crescimento do número de casos confirmados “não poderia ser colocado na conta do comércio”, e dizem ainda que o “lojistas estão assistindo de mãos atadas à falência em massa de empresas e o crescimento vertiginoso de demissões”. Ainda segundo as representações comerciais, “o comércio varejista de Juazeiro está morrendo, sucumbindo por erros sucessivos de decisões equivocadas do poder público municipal” (leia na íntrega).

Em resposta, a Prefeitura de Juazeiro disse que “evidentemente não há como atribuir” o dado de crescimento do número de casos “exclusivamente ao fato do comércio estar em funcionamento, mas é inegável que a maior circulação de pessoas acelera o ritmo de contágio e satura o sistema de Saúde”, mas ressaltou que “nem todos os estabelecimentos vinham cumprindo os requisitos dispostos no plano” [leia na integra abaixo].

Entenda

Os estabelecimentos comerciais não essenciais, shopping, galerias, feiras e mercados de Juazeiro voltaram a ser fechados nesta segunda-feira (22). O comércio do município foi reaberto em 1º de junho, quando foi implantada a primeira fase do plano municipal de reabertura. De acordo com Bomfim, em pronunciamento realizado no sábado (20), o novo fechamento se dá em virtude do crescente número de casos confirmados da covid-19 no município (leia mais).

Leia a nota da prefeitura na íntegra

Em resposta à nota assinada pelas entidades do comércio, a Prefeitura de Juazeiro esclarece:

Desde o início da pandemia, temos mantido diálogo com os representantes dos diversos setores da economia local e demonstrado nossas preocupações com os impactos sobre as empresas. Todavia, em todas as ocasiões, ressaltamos que a defesa da vida dos juazeirenses seria prioritária em nossas decisões.

Ao construir de forma conjunta o plano de reabertura com estas mesmas entidades, concordamos em condicionar a manutenção das atividades ao ritmo de crescimento da pandemia, observando a capacidade de leitos instalada na região. Como é de conhecimento geral, Juazeiro faz parte de uma rede que envolve diversas cidades e isto acaba sobrecarregando os hospitais das cidades-polo.

Também é notório que, desde a reabertura, houve um crescimento significativo de casos. Evidentemente não há como atribuir este dado exclusivamente ao fato do comércio estar em funcionamento, mas é inegável que a maior circulação de pessoas acelera o ritmo de contágio e satura o sistema de Saúde.

Também é inegável que nem todos os estabelecimentos vinham cumprindo os requisitos dispostos no plano, fato que inclusive ocasionou alerta feito por esta gestão em reunião realizada no Paço Municipal na semana passada. Nossa expectativa é de que, na próxima reabertura, isto não mais se repita, uma vez que compromissos firmados de autofiscalização pelas próprias entidades não foram concretizados.

A medida de suspender as atividades do comércio atende diretrizes da Organização Mundial de Saúde e das principais autoridades científicas e médicas do mundo, que demonstram que restringir a circulação de pessoas promove um achatamento na curva de crescimento de casos. Acrescente-se a elas as recentes orientações do Ministério Público do Estado da Bahia.

A Prefeitura de Juazeiro continuará aberta ao diálogo e compreende as dificuldades econômicas, enfrentadas em todo o mundo, que afetam também as receitas municipais, mas reitera que terá como prioridade absoluta a preservação de vidas humanas, fazendo tudo que estiver ao nosso alcance no sentido de atenuar os efeitos da pandemia na nossa cidade.

Da Redaçãoa

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