Prefeito de Juazeiro pede colaboração de lideranças religiosas de povos de terreiros no enfrentamento da covid-19

0

(foto: divulgação/PMJ)

Em reunião realizada nesta terça-feira (7), Paulo Bomfim (PT), prefeito de Juazeiro, no Norte da Bahia, também pediu apoio das lideranças religiosas dos povos de terreiro, para que as regras sanitárias de combate a covid-19 sejam cumpridas, principalmente o isolamento social, para reduzir o número de casos confirmados e consequentemente o número de doentes que precisam de atendimento hospitalar.

Na segunda-feira (6), o gestor já havia se reunido com lideranças evangélicas, onde também reiterou o mesmo pedido. O encontro aconteceu após denúncias públicas de realização de celebrações religiosas irregulares, mesmo com a proibição determinada no decreto municipal (relembre).

Paulo Bomfim voltou a afirmar que as decisões são tomadas com base em consultoria de especialistas e equipe de gestão que integram o Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19, e que o isolamento social é o único tratamento reconhecido pela ciência para lidar com a doença.

“Temos procurado dialogar com todos os segmentos sociais pedindo ajuda para fazer a conscientização das pessoas. Vamos apertar a fiscalização, mas ainda assim só vamos atingir a meta de reduzir os casos se cumprirmos as regras. Os povos de terreiros e os seus líderes podem nos ajudar a realizar este trabalho. Precisamos dar as mãos, pensar no próximo. Não podemos tomar os maus exemplos como referência, mas conscientizar quem vem errando”, declarou.

Os lideres religiosos reconheceram as ações e têm buscado fazer a orientação religiosa/espiritual de outros modos, não presenciais, mas pediram uma maior atenção para este público, que em sua maioria é da periferia.

“A reunião com o Povo de Terreiro de Juazeiro foi extremamente positiva e propositiva. A comunidade candomblecista de pronto atendeu o convite do prefeito por compreender a necessidade de assumirmos o compromisso com a vida das pessoas de Nossa Juazeiro e principalmente com as vidas negras e periféricas”, destacou Iuana Louse, Mãe do Yákékerê do Ylê Àsé Omynkayode.

Proibição

Em decreto municipal publicado no dia 20 de junho, a prefeitura determinou que “fica proibida a realização de cerimônias e cultos religiosos de forma presencial, devendo sua realização ser feita preferencialmente por meios eletrônicos”. A medida é válida até o dia 12 de julho, podendo ser prorrogada.

Além disso, na última sexta-feira (3), o Governador Rui Costa publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) de sábado, dia 4 de julho, o decreto n° 19.586, suspendendo até o dia 12 de julho em todo território baiano “as aulas nas redes pública e privada, e as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos desportivos, religiosos, shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, aulas em academias de dança e ginástica, além da abertura e do funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros”.

Da Redação

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome