Conselho Universitário da UNEB aprova retorno das atividades acadêmicas de graduação e administrativas de forma remota

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(foto: arquivo)

O retorno das atividades acadêmicas de graduação e administrativas de forma remota foi aprovado pelo Conselho Univeritário (Consu) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) nesta terça-feira (6). As atividades nos Campis da instituição foram interrompidas em março, por conta da pandemia da covid-19.

Segundo a instituição, a deliberação ocorreu após a análise dos resultados de uma consulta pública realizada entre os dias 20 de agosto e 18 de setembro, e que teve como objetivo construir dados que subsidiem estudos e proposições da administração universitária para suas atividades finalísticas até que exista condição segura para retorno presencial, frente à pandemia do novo coronavírus [veja mais detalhes abaixo].

A partir da análise descritiva da pesquisa, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) irá deliberar sobre os encaminhamentos acadêmicos. De acordo com o reitor José Bites, o Consepe irá definir a estrutura de oferta do ensino remoto, como calendário acadêmico e componentes curriculares. Somente após o parecer do Conselho, será possível estabelecer prazos definitivos para o início das atividades de graduação com mediação tecnológica. A estimativa é que em três semanas as aulas já sejam iniciadas, segundo o reitor.

Resultados apontam viabilidade do ensino mediado por tecnologia

De acordo com a UNEB, participaram da pesquisa 1.741 docentes (84,2%), 14.512 estudantes (77,1%), 945 técnicos administrativos (77,1%) e 606 profissionais terceirizados. Com esses números, a universidade ultrapassou a meta de 75% de adesão da comunidade acadêmica à consulta. A pesquisa apresentou questões sobre as condições físicas, mentais e sociais dos integrantes da comunidade, sobre conectividade, disponibilidade de aparelhos e propostas para o futuro próximo das atividades acadêmicas e administrativas na universidade.

De acordo com os dados coletados, a maioria dos estudantes (65%) e dos professores (62%) afirmou que deseja retornar às atividades de ensino mediadas por tecnologia. Já para 62% dos técnicos administrativos e 52% dos profissionais terceirizados, a universidade deve aguardar o fim da pandemia para retornar as atividades de forma presencial.

Quando consultados sobre a posse de equipamentos tecnológicos com capacidade de conexão, 99% dos estudantes, 98% dos professores, 98,3% dos técnicos administrativos e 98% dos terceirizados responderam afirmativamente.

Outros dois pontos da pesquisa se destacam: Possibilidade de executar programas e aplicativos para desenvolvimento de suas respectivas atividades e Fácil acesso à internet em casa. Para a primeira pergunta 60% dos estudantes, 65% dos professores, 59% dos técnicos e 66% dos terceirizados afirmaram ter meios para executar os programas e aplicativos que permitam realizar as suas atividades remotamente. Já para a segunda questão, 89% dos estudantes, 96% dos docentes, 90% dos técnicos e 89% dos terceirizados afirmam que possuem acesso à internet em casa.

Plano de investimentos

A partir da análise dos dados, a universidade construiu um plano de investimento para o desenvolvimento de atividades acadêmicas e administrativas remotas, que será executado em parceria com o governo do estado. No quesito conectividade, haverá investimentos na aquisição e aluguel de equipamentos, contratação de dados móveis e na criação da bolsa conectividade para os estudantes.

Para o campo da infraestrutura tecnológica, está prevista a implantação de um ambiente para atividades acadêmicas remotas e EaD, a atualização da Plataforma Moodle, a aquisição de equipamentos para adaptação ao trabalho virtual home office e nas dependências da instituição, além da implementação da biblioteca virtual.

O plano prevê ainda a implantação do Programa Interno de Apoio à EaD, criado pelo Consu no último dia 30 de setembro.

Confira a íntegra do resultado descritivo

Da Redação

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