“Caminhada pela Vida”: Sindicato dos Policiais Civis protestam contra escalada de violência e a falta de estrutura para atuação da polícia judiciária em Juazeiro

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(Fotos PNB)

 

O Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindipoc) está realizando na manhã desta sexta-feira (13) a “Caminhada pela Vida”, que protesta contra a escalada de violência e a falta de estrutura para atuação da polícia judiciária no município de Juazeiro, no Norte da Bahia.

O ato faz parte de uma série de eventos organizada pelo sindicato, que busca atrair a atenção pública para os temas. A caminhada, que teve concentração na ilha do fogo, saiu do local por volta das 10h, seguindo pela ponte Presidente Dutra, com destino ao Paço Municipal de Juazeiro, na Pça. Barão do Rio Branco, Praça José Inácio da Silva.

A manifestação será finalizada na Praça Santiago Maior, Orla da cidade. Familiares de vítimas de violência também participam da caminhada, pedindo justiça para os crimes. Eles carregam faixas e cruzes que representam as pessoas assassinadas no município.

Nessa quinta (12), Edvaldo Santos, diretor jurídico do sindicato, falou sobre a intenção da caminhada.

“A caminhada surge do clamor da sociedade, da preocupação diária dos policiais civis com a crescente taxa de criminalidade na nossa cidade e o Sindpoc, na busca da aproximação da sociedade e da comunidade policial, organiza a caminhada pela vida”, explicou Edvaldo Santos, diretor jurídico do sindicato.

Pautas

Somente este ano, 88 homicídios foram registrados em Juazeiro. Há sete anos não há um reajuste salarial e já são 5 anos sem concurso público. A Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa de Juazeiro conta apenas com seis investigadores e quatro plantonistas, segundo Edvaldo Santos, diretor jurídico do sindicato.

O presidente do Sindpoc, Eustácio Lopes, lembra que a Bahia é o estado que mais tem cidades no ranking de homicídios do Atlas da Violência, organizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, o Ipea, e Juazeiro figura nessa lista. “Em contraste a essa situação, temos uma força policial que poderia ajudar ainda mais na elucidação e prevenção ao crime, mas que, ao invés de ser aprimorada, vem sendo esquecida pelas autoridades”, pontua Lopes.

O presidente do Sindpoc ressaltou ainda que além da falta de investimento em delegacias, armamento e viaturas, é grande nos quadros da polícia civil baiana a defasagem de salários e de pessoal, tendo em vista o número de policiais que se aposentaram ou faleceram nos últimos anos e o ritmo lento de novas nomeações pelo governo estadual. “Esse cenário só contempla o crime, que, sem quem o combata, avança e oprime, cada vez mais, nossos irmãos e irmãs baianos. Por isso, junte-se a nós nessa mobilização”, finaliza o presidente do Sindipoc.

 

 

Da Redação

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