Gestante acusa médico do Hospital Materno Infantil de Juazeiro de mau atendimento: “O que eu passei lá foi desumano e negligente”; Sesau garante investigar a conduta do profissional

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Com uma gestação de quase 32 semanas, a jovem Aurilene Nogueira Rodrigues, 26 anos, relata que passou por uma situação bastante constrangedora na madrugada da última segunda-feira (28). Sentindo dores, bastante desconforto e com os batimentos cardíacos acelerados, ela buscou atendimento no Hospital Materno Infantil do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, onde afirma ter sido destratada pelo médico Joílton Resende.

“Eu dei entrada no hospital por volta de 1h30 da madrugada da segunda-feira (28). O médico que me atendeu foi o Dr. Joilton Resende. Ele foi muito grosseiro comigo ao ponto de até aumentar o tom de voz, e não deixava eu me explicar em nada. Tudo que ele me perguntava eu quase não conseguia responder, porque ele sempre me dava respostas em tom alto e grosseiro. Primeiro ele me perguntou se a data da minha última menstruação seria a que estava marcada na minha carteira de gestante e eu fui bem sincera quando disse que não. Ai ele começou a ser grosso comigo, falando que eu não deveria marcar na carteira a data, se eu não tinha certeza. Eu expliquei que, no posto de saúde onde eu faço pré-natal, o enfermeiro que me acompanha falou que eu poderia falar a data mais provável, e eu falei. Mesmo assim, ele continuou me destratando por conta disso, foi quando eu pedi para ele falar baixo comigo e me atender com respeito, porque eu não sou médica, eu só fiz o que enfermeiro do posto pediu”, relatou.

A gestante conta ainda que mesmo sem examiná-la, o médico afirmou que os batimentos cardíacos dela estavam normais.

“Ele mal me examinou, mal tocou em mim e disse que meu coração estava normal, sendo que eu estava com muito desconforto e sentindo meu coração bastante acelerado”, disse a gestante.

Ela conta ainda que o médico disse que precisava ouvir o coração do bebê, e quando ela informou que uma profissional da triagem já havia feito o procedimento, ele voltou a se irritar com a paciente.

“Eu falei: Doutor, a moça da triagem acabou de fazer isso. E novamente ele alterou o tom de voz comigo, falando bem alto que ela era apenas uma enfermeira e que o médico era ele. Eu falei que sabia e só estava informando o que já tinha sido feito, e que não era para ele está falando alto daquele forma comigo, até porque eu não fui lá para ser mal atendida e muito menos ouvir desaforos. Conclui falando que iria entrar com uma denúncia contra ele”, acrescentou.

Além das respostas grosseiras, Aurilene acusa ainda o médico de constrangê-la na presença de outras pacientes que estavam na maternidade. A gestante contou ainda que atendeu ao pedido do médico para tirar a roupa e se preparar pra a ausculta dos batimentos do bebê, mas, irritado, o profissional desistiu de fazer o procedimento.

“Quando eu perguntei se ele não iria mais ouvir o coração do meu bebê, ele novamente me gritou, perguntado: você não disse que a enfermeira já ouviu, para quê eu vou ouvir novamente? Então eu questionei o motivo dele ter pedido para que eu tirasse minha roupa íntima, e me respondido que ele era quem era o médico, já que ele não iria ouvir o coração do meu bebê. Ele simplesmente só abriu a porta da sala e não me respondeu mais nada. Ele chamou outra paciente, sendo que eu ainda estava sem me vestir. Neste momento eu falei para ele ter respeito e aguardar pelo menos eu vestir a minha roupa com dignidade. Eu pedi licença para a moça que ele havia chamado, ela saiu, mas mesmo assim ele abriu a porta toda do consultório e eu tive que vestir a minha roupa na frente de várias pacientes”, acusou.

A gestante finalizou informando que está enfrentando dificuldades para denunciar o caso na ouvidoria.

“Essa situação me deixou muito constrangida e com raiva. O que eu passei lá foi desumano e negligente. Isso não pode continuar acontecendo. Voltei para casa sem tomar a medicação porque ele não me examinou direito. Falei até com o Secretário de Saúde sobre o ocorrido e ele me orientou a fazer uma denúncia diretamente com a ouvidoria. Só que por ligação eu não estou conseguindo, pois o número que me deram nem chama. Desde ontem que eu venho tentando e nada”, concluiu.

O PNB já encaminhou as reclamações para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. Em resposta, o órgão informou que “a Maternidade de Juazeiro já está investigando a conduta do médico em relação ao relato da paciente. A Sesau reforça os contatos da Ouvidoria, pelo telefone 3614 0655, Whatsapp (74) 988334638, e-mail ouvidoria.saude@juazeiro.ba.gov.br ou presencialmente na Secretaria de Saúde, das 7h às 13h”.

Redação PNB

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