Polícia Civil prende, em Petrolina, funcionário da “Caiaques do Vale” condenado pela morte de Diego Lira; o jovem morreu por afogamento em Juazeiro no ano de 2018

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O funcionário da empresa  “Caiaques do Vale”, localizada em Juazeiro, no Norte da Bahia, Ramon Neto Costa, foi preso na manhã desta quarta-feira (06), pelo homicídio do jovem Diogo Lira, que se afogou no rio São Francisco em setembro de 2018. A vítima morreu após ter o colete salva-vidas e o caiaque tomados por Ramon.

Em julgamento realizado no dia 21 de fevereiro deste ano, Ramon foi condenado a 6 anos de prisão, em regime semi-aberto, juntamente com o dono da empresa, Eduardo Jorge Meireles. A pena do proprietário Eduardo Jorge foi de 8 anos, também em regime semi-aberto.

Os dois foram denunciados pelo Promotor de Justiça Raimundo Moinhos por homicídio qualificado, por motivo torpe. Moinhos considerou que havia indícios de que os dois acusados assumiram o risco contra a vida de Diogo.

De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, o Mandado de Prisão contra Ramon foi cumprido pela 25ª DPH na cidade de Petrolina/PE. A operação  foi realizada conjunto com a Delegacia de Tóxico e Entorpecentes de Juazeiro.

“Após os procedimentos de praxe, o capturado permanecerá à disposição da justiça”, informou a delegada Isabella Cabral.

Entenda o caso

Foram três anos e cinco meses de espera por justiça para o caso, quando a família e amigos do estudante realizaram diversos atos públicos responsabilizando os representantes da empresa pela morte do garoto.

Diogo e mais dois amigos alugaram uma embarcação na “Caiaques do Vale” e decidiram atravessar o rio em direção à Ilha do Fogo. Na volta, ainda no meio do rio, segundo contaram testemunhas, a embarcação chegou a virar duas vezes, o que teria chamado atenção do dono da empresa locadora, que teria mandado um funcionário em outra embarcação para alcançar os jovens e tomar o caiaque e também o colete salva-vidas, de acordo com testemunhas.

Segundo um amigo de Diogo, que estava no momento do afogamento, o funcionário ficou irritado com o excesso de passageiros e pelo tempo limite já excedido, e obrigou que ele e Diogo entregassem os coletes e descessem dos caiaques. O amigo conseguiu se salvar nadando até a margem do rio. Diogo, que não tinha costume de nadar,, gritou por socorro, mas não teve a mesma sorte e morreu há metros da beira do rio.

Após a morte do garoto, a empresa ‘Caiaques do Vale’ continuou funcionando normalmente.

Aos 16 anos, Diogo Lira morreu no dia 7 de setembro de 2018, nas proximidades da Orla II, de Juazeiro.

Redação PNB

 

 

 

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