Mães de alunos da Escola de Ensino Integral Paulo VI, em Juazeiro, reclamam de desorganização e qualidade da alimentação escolar

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Ao invés de acolhimento e festa para receber os alunos da rede municipal de Juazeiro, Norte da Bahia, após dois anos sem aulas presenciais,  o início do ano letivo está sendo marcado por indignação, insatisfação e reclamações generalizadas de pais, mães, responsáveis por alunos e professores.

Além do atraso do retorno das aulas presenciais, também faltam organização, planejamento, profissionais, transportes escolares, estruturas adequadas e até merenda de qualidade, segundo as diversas reclamações que chegam ao PNB.

Em contato com nossa redação, mães de alunos da Escola Municipal de Ensino Integral Paulo VI, que preferiram não ser identificadas para não expor os filhos, informaram que as crianças e adolescentes estão recebendo uma alimentação de péssima qualidade.

“Meu filho estuda no colégio Paulo VI  e todo dia ele chega reclamando do almoço que vem em pouca quantidade. Além disso, a qualidade da comida é péssima. Quando se trata de cozinhar para crianças, temos que fazer com amor. Se não tem verba para abastecer a escola com merenda de qualidade, porque iniciaram as aulas presenciais? Além disso, eles ainda precisam pegar uma fila enorme, se aglomerarem, para ter acesso ao lanche e ao almoço. Nossos filhos saem das nossas casas às 6 horas para passar o dia todo na escola e merecem receber um bom tratamento”, reclamou uma mãe.

Outra responsável por aluno afirmou ainda que muitas vezes o filho não está conseguindo sequer ter acesso a alimentação, por falta de organização na fila do refeitório.

“Meu filho não consegue pegar as refeições por causa da fila ser grande e por conta dos alunos maiores que cortarem a fila, que é completamente desorganizada. Falei com a diretoria, que insinuou que meu filho estava mentindo. Disseram: ‘Ninguém fica sem comer, os alunos é que vão pra quadra’, mas isso não é verdade. E quando eu falei que mandaria a comida dele, para meu filho não ficar com fome, disseram que não é permitido levar. Mas eu estou sim mandado um lanche, pois não deixarei meu filho ficar sem se alimentar o dia todo.”, acrescentou.

Também em contato com o PNB, outra mãe criticou a distribuição dos alimentos para os alunos.

“Tenho dois filhos lá e não está sendo fácil mesmo. Semana passada minha filha e muitos outros alunos ficaram sem almoçar porque simplesmente fizeram uma má distribuição da merenda e não sobrou carne para o restante dos alunos. As merendeiras foram preparar ovo para os alunos que não tinham almoçado ainda, porque a fila era gigantesca. Infelizmente temos uma gestão que fecha os olhos pra esses casos. É lamentável este tipo de situação e é inadmissível que essas coisas continuem acontecendo”, lamentou.

As mães finalizaram cobrando providências à Secretaria de Educação e Juventude.

“Se colocamos nossos filhos na escola e sendo ela em tempo integral, é dever da escola dá merenda e almoço de qualidade, porque se trata de crianças e adolescentes. Queremos umas alimentação de boa qualidade, dona prefeita”, finalizaram.

O PNB encaminhou as reclamações para a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro.

 

Redação PNB

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