Repercussão: Uneb, Semaurb e 9° GBM se manifestam sobre queimadas, após reclamação de moradora do Cajueiro, em Juazeiro

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Após a reclamação da professora Hylca Poggio, moradora bairro Cajueiro, no Loteamento Morada do Rio, em Juazeiro, no Norte da Bahia, sobre as constantes queimadas que estão acontecendo no campus da Uneb. O PNB encaminhou a denúncia da moradora para a Universidade, que se pronunciou, nesta terça-feira (12), por meio de nota, onde afirma “que também tem sido vítima de constantes incêndios”.

Confira a nota na íntegra:

“Sobre a denúncia divulgada em alguns veículos de comunicação da região, nesta segunda-feira (11), a respeito de queimadas que acontecem no bairro Cajueiro, em que a Universidade do Estado da Bahia é apontada como responsável, o Campus III da UNEB vem a público esclarecer que a instituição não promove queimadas e que também tem sido vítima de constantes incêndios, inclusive em suas áreas de preservação, a exemplo da mata ciliar na margem do rio, como o ocorrido na última sexta-feira (08/04). A UNEB faz a manutenção constante dessas áreas, no entanto, é sempre surpreendida com descarte inadequado de lixo, restos de podas, móveis velhos, entre outros materiais por parte da população. Os incêndios provocados não atingem apenas a comunidade do entorno da UNEB e sim a ela própria que tem dentro dos seus 64 hectares mais de 800 metros de mata ciliar, árvores nativas da caatinga, animais silvestres, formando um parque natural, um pulmão verde urbano, que o Campus III faz de tudo para conservar.

O Campus investe em manutenções e limpezas frequentes, como está acontecendo agora, com capinas, podas e roçagens após o período de chuvas. Ressaltamos que, conforme registro da estação meteorológica do Campus III, o total de chuva de novembro/2021 até o momento ultrapassou a média para a região – 500 mm, contribuindo para o rápido crescimento da vegetação espontânea. Outro aspecto importante, que deve ser levado em consideração é que, nos últimos dias, com a estiagem houve registro de baixa umidade relativa do ar e, considerando que na área encontravam-se, conforme citado acima, lixos entre outros objetos que, dependendo da sua constituição podem absorver maior quantidade de energia solar, se aquecer e, eventualmente no seu entorno se encontrar algum material inflamável, pode vir a provocar incêndios.

Sobre o último incêndio precisamente, a Instituição tomou conhecimento do foco logo no início, que começou na lateral do Campus que faz limite com o bairro Cajueiro e os Loteamentos. Imediatamente, a Prefeitura do Campus III da Uneb acionou o Corpo de Bombeiros, assim como também fez a comunidade. Pois, a finalidade era controlar o fogo o mais rápido possível para não atingir as propriedades privadas e ao patrimônio público. Não foi possível identificar o que motivou o início desse incêndio, mas a atuação da UNEB e do Corpo de Bombeiros foram eficientes, efetivas e eficazes, visto que todas as providências foram tomadas, durante e depois do ocorrido a fim de evitar situações similares.

Avaliamos que o papel da comunidade é sim tornar público situações dessa natureza, no sentido de conclamar o poder público e a população em geral para tomar medidas preventivas. Essas vão ao direcionamento da educação ambiental e da vigilância permanente. A UNEB é uma instituição de ensino, pesquisa e extensão, que cumpre sua missão de oferecer um ensino público e de qualidade e colabora para o desenvolvimento sustentável dos territórios onde ela está inserida, em toda Bahia. Jamais iremos agir de maneira irresponsável no sentido de ir de encontro ao que somos – instituição de ensino, pesquisa e extensão, que valoriza as pessoas e o seu ambiente na perspectiva do Bem Viver.

A comunidade acadêmica do Campus III lamenta o ocorrido e mal-estar provocado pelo incêndio, ao tempo que ressalta que foi vítima e não ator do mesmo. Neste sentido, convida os moradores do bairro Cajueiro para juntos traçar um plano de ação que evite as queimadas, o lançamento de entulhos, garrafas, colchões, portas, janela e demais materiais propícios aos incêndios e berçários de mosquitos da dengue, chikungunya, Zica e outras doenças causadas pelo lixo em lugares inapropriados.”

Nossa redação também procurou o 9° GBM que emitiu uma nota chamando atenção para as consequências da prática de queimadas em Juazeiro.

Confira:

“É um fato frequente a prática de queimadas feita pela população seja para limpar terrenos ou pastagens. Entretanto, estas ações podem levar a consequências negativas não só a propriedade urbana ou rural onde está ocorrendo a queimada, mas pode trazer prejuízos a vizinhos.

Além do já conhecido empobrecimento do solo, com a morte de larva e microrganismos que promovem a renovação do solo, as queimadas ainda podem produzir fumaça que pode ser tóxica afetando a saúde da comunidade circunvizinha. Aliado a este fato, faíscas das queimadas podem ser levadas pelo vento e atingirem outras propriedades.

Então, evite queimadas, se tiver material a ser descartado e não souber onde levar, como vasilhames que continham substâncias como agrotóxicos, procure o órgão ambiental da Prefeitura Municipal para buscar orientações. E lembre, o meio ambiente é uma responsabilidade de todos nós.”

Já a Semaurb, órgão ambiental do município, se comprometeu em enviar uma equipe para verificar a situação.

Confira:

“A equipe de fiscalização ambiental da SEMAURB irá até o local para conversar com os moradores da área e tentar identificar os possíveis responsáveis por provocar a queimada e consequente poluição atmosférica no bairro do Cajueiro e na área pertencente à UNEB. Caso seja identificado o causador do dano ambiental, ele será autuado. A Secretaria informa também que estará realizando fiscalizações periódicas com a finalidade de inibir queimadas em terrenos da cidade.”

Reclamação da Moradora

Na tarde desta segunda-feira (11), a professora Hylca Poggio, moradora bairro Cajueiro, no Loteamento Morada do Rio, em Juazeiro, no Norte da Bahia, entrou em contato com a nossa redação para denunciar a situação complicada quem vem enfrentando com as constantes queimadas que estão acontecendo no campus da Uneb. De acordo com Hylca, a  área da Uneb faz fronteira com os muros do loteamento e o fogo já chegou a atingir uma árvore do local.

“Na sexta-feira, fomos vítimas de um incêndio de grandes proporções colocando nossa residência em risco. Tivemos que acionar os bombeiros, pois as labaredas chegaram até 4 metros de altura. O umbuzeiro foi destruído pela metade. Na tarde de hoje (11), novamente, nos encontramos trancados em nossas residências por conta de novas queimadas, agora em terrenos baldios”, relata a moradora.

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Preocupada com a situação, Hylca pede que seja tomada alguma providência pelos órgãos responsáveis.

“O Corpo de Bombeiro só atendeu às nossas solicitações após vários chamados da maioria dos moradores da Rua Manoel Mesquita, chegando aqui com uma hora de atraso e o fogo já tomava conta de toda a área. Não sabemos qual a causa das queimadas, se é o calor intenso, bituca de cigarro, queima de lixo ou até proposital, só sei que estão acontecendo com muita frequência e nós, moradores do loteamento, estamos em risco.”, desabafou.

A moradora gravou um vídeo do momento do incêndio.

Redação PNB

 

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