Em contato com o Portal Preto no Branco, um leitor denunciou um flagrante da falta de humanização no atendimento prestado na casa do Bolsa Família, em Juazeiro, Norte da Bahia.
De acordo ele, que prefere não se identificar, os usuários que buscaram atendimento na sede do Bolsa Família, na manhã desta terça-feira (3), tiveram que esperar no sol para serem atendidos, pois o porteiro estava impedindo a entrada na sede do serviço.
“Hoje, por volta de 10h30, flagrei uma cena lamentável. Uma fila de pessoas na porta do prédio do Bolsa Família para buscar atendimento debaixo do sol forte. O porteiro ficava impedindo a entrada dos usuários no local. Precisamos de uma resposta da Prefeitura de Juazeiro. Por quê os cidadãos não podem entrar no prédio público?” questionou.
Revoltado com a situação, o leitor revelou: “Não tinha ninguém meu ali, mas me solidarizo com quem estava. São juazeirenses como eu, que merecem mais cuidado e acolhimento”, criticou.
O PNB está encaminhando a reclamação para a Sedes e aguarda resposta.
Outra reclamação
No dia 29 de abril, a idosa Raimunda De Souza Brito, 67 anos, estava encontrando dificuldades para atualizar o seu Cadastro Único, na sede do benefício, antiga Casa do Bolsa Família, localizada na Rua do Paraíso, em Juazeiro, no Norte da Bahia. De acordo com o filho da usuária, a mesma já esteve no local diversas vezes, e não conseguiu ser atendida.
“Minha mãe está indo sucessivas vezes lá no local para atualização cadastral e recebe um papel com 2 números de telefone fixos, que não atendem em nenhum momento do dia. Então, ou o órgão municipal está tentando prejudicar as famílias cadastradas, ou nos deve uma explicação pra isso”, declarou.

O filho da idosa relatou ainda que ela teme ter o benefício cancelado por conta da não atualização.
“Minha mãe tem 67 anos e não tem muita condição física pra idas e vindas. E quando ela chega lá, nem pode adentrar o espaço do dispositivo público, pois na porta entregam o papelzinho que diz: ‘ligue pra agendar’. Não posso ir resolver por ela porque ela precisa ser entrevistada na atualização, só ela. Mas até que ela consiga agendamento, pode ter seu benefício assistencial suspenso pela não atualização do CadÚnico”, acresentou.
O PNB já encaminhou a reclamação para a Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), que enviou uma nota afirmando que as linhas telefônicas estão funcionando e que estuda outras maneiras de realizar o agendamento.
Confira a nota na íntegra:
“A Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), esclarece que as linhas telefônicas do Cadastro Único estão funcionando, contudo a sobrecarga de ligações vem congestionando as linhas. No momento, a Secretaria já estuda outras maneiras de realizar o agendamento.
Aproveitamos para informar que a atualização cadastral também pode ser realizada nas unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). No caso da internauta, o CRAS de referência é o do bairro Quidé.”
Redação PNB



