Após reclamação do atleta Ulberte Oliveira, pessoa com deficiência, sobre uma multa indevida da empresa responsável pelo sistema de estacionamento rotativo, Zona Azul, em Juazeiro, no Norte da Bahia, O PNB começou a receber diversas reclamações de usuários sobre o serviço prestado pela empresa.
“Essas meninas que trabalham na zona azul parecem que se escondem, porque a gente anda a rua todinha procurando e não acha. Mas é só a gente dar as costas, que elas aparecem para multar. E depois que elas multam, parece que elas voltam a se esconder porque a gente não acha de jeito nenhum”, observou a usuária Leide, moradora do Alto do Cruzeiro.
Marileide, também usuária do sistema, contou a situação constrangedora que vivenciou com uma funcionária que mal esperou ela estacionar o veículo.
“Queria fazer uma observação a respeito do Zona Azul. Eu estava dentro do carro, o veículo ainda ligado, no sábado pela manhã, ao lado da catedral e a moça do Zona Azul se posicionou na frente do carro com o celular na mão para aplicar uma multa. Eu abri o vidro e falei estou colocando através do aplicativo e ela ficou toda sem graça e se afastou. A fome de multar realmente existe sim”, avaliou.
Nas redes sociais do Portal Preto no Branco, várias pessoas comentaram sobre a Zona Azul de Juazeiro. Confira:
“Realmente é um serviço precarizado e de má prestação”.
“A empresa dizer que nunca aconteceu isso, ela está indo contra a verdade. Mês passado aconteceu o mesmo caso com o carro do meu cunhado”, disse o leitor sobre o caso do atleta Ulberte Oliveira.
“É desse jeito mesmo! A pessoa chega e fica procurando uma funcionária, e se você sair dez minutos, quando volta está lá a multa no veículo”.
“Empresa péssima. Multam e somem. Você tem que ir atrás e até aqueles minutos que você não paga, acaba pagando, só por ter que ir atrás delas (as funcionárias).
“É uma vergonha isso! Eles ainda querem estar certos. Já está na hora de acabar com isso”.
“Só querem ganhar dinheiro às nossas custas. Mas, se roubarem um carro ou uma moto nos estacionamentos do Zona Azul, tenho certeza que eles não vão dá outro transporte para o usuário”.
O PNB entrou em contato com a empresa Sinal Park, que por telefone, informou que os funcionárias não aplicam multas, apenas fiscalizam o sistema de estacionamento e emitem uma notificação, denominada de medida administrativa. A multa é aplicada pelo órgão de trânsito, ou seja, pela CSTT.
O PNB está encaminhando as reclamações para a CSTT e aguarda resposta.
Caso Ulberte Oliveira
Em contato com o Portal Preto no Branco, o atleta Ulberte Oliveira, reclamou que recebeu uma multa indevida da empresa responsável pelo sistema de estacionamento rotativo, zona azul, em Juazeiro, no Norte da Bahia. De acordo com ele, a punição foi aplicada na manhã do sábado (07), mesmo ele portando uma licença de gratuidade, destinada a pessoas com deficiência.
“No sábado, por volta das 8h, meu carro estava estacionado na orla de Juazeiro, quando uma funcionária da Zona Azul aplicou a multa. Eu tenho a carteirinha da CSTT, de pessoas com deficiência física, e a minha licença estava na frente, de forma visível, mas ela (funcionária), parece que não viu e simplesmente me multou”, reclamou.
Revoltado com a situação, o atleta informou ainda que já está tomando providências judiciais contra a empresa responsável pelo sistema.
“Quando vi a multa fui atrás da funcionária e expliquei a situação para ela, mesmo assim, ela disse que eu teria que pagar a multa ou ir na central resolver. Mas o erro não tinha sido meu, então ela era quem teria que resolver, ligar para a central. É a primeira vez que isso acontece. Meu carro fica sempre na orla. Mas já estou tomando as providências judiciais”
No momento do ocorrido, o Ulberte Oliveira também gravou um vídeo reclamando da situação. Veja:
O PNB já encaminhou a reclamação para a CSTT. O órgão esclareceu que “solicitou os dados do veículo para poder verificar o caso junto à empresa responsável pela Zona Azul, uma vez que, essa não é uma prática registrada na cidade, pois não existe a possibilidade de autuação se a pessoa está no uso do seu direito legal. Informa ainda que nunca registrou nenhum caso nessas circunstâncias”. (Ascom/CSTT).
Redação PNB/Foto arquivo



