Na tarde desta quinta-feira (12), uma leitora do Portal Preto No Branco enviou um vídeo em que aparece um empresário do ramo frigorífico, em Juazeiro, no Norte da Bahia, protagonizando uma cena de violência contra um homem que teria furtado uma quantidade de carne moída e um frango no seu estabelecimento comercial, no Alto da Maravilha.
Ao invés de acionar a polícia para adoção das medidas legais, o empresário, dono da Casa de Carnes Morumbi, segura pela camisa do homem, que está de cabeça baixa, sentado no chão da saída da loja, e diz: “Pegamos um ladrão aqui na loja do Alto da Maravilha, já tinha pegado ele roubando na Areia Branca. Hoje conheci ele aqui e peguei de novo. Tá aqui roubando um frango e uma carne moída. Eu trabalho feito um ‘fdp’ e o cabra roubando, roubando”, diz o empresário no vídeo.
Após isso, ele dá um tapa na cabeça do homem, joga uma sacola contra o acusado, aparentemente um idoso, de aparência franzina e cabelos grisalhos.
O empresário chega a perguntar se estão filmando, para então iniciar a agressão contra o homem. O vídeo foi gravado a pedido do empresário.
Nós entramos em contato com o empresário, de prenome Erasmo. Ele visualizou as mensagens, mas não respondeu.
Veja vídeo:
Princípio da Insignificância
Consultado pelo PNB, um advogado esclareceu que este caso pode se enquadrar no Princípio da Insignificância, que determina a não punição de crimes que geram ofensas irrelevantes ao bem jurídico protegido pela lei penal. No presente caso, o furto de alimentos para consumo próprio, realizado por pessoa em visível estado de necessidade, o grau de lesão ao bem jurídico tutelado pela lei penal é tão irrisório que não poderia se negar a incidência do referido princípio, resultando na não punição do crime”.
A atitude indicada para o empresário que se sentiu lesado, seria acionar a polícia e encaminhar o homem para a delegacia da cidade, onde a autoridade policial adotaria as medidas legais.
Repúdio
O Portal Preto No Branco repudia todo e qualquer ato de violência e deixa aqui sua indignação ao ato deste empresário, que ao invés de acionar e confiar nas autoridades policiais, responsáveis por intervir em situações como esta, preferiu submeter o homem a humilhação, constrangimento e agressões.
Redação PNB




O relativismo moral é algo realmente abominável em uma sociedade. O empresário “trabalhador”, passa a ser taxado de violento e até “criminoso”, a pessoa que o furtou, de repente passa a ser “vítima”. Acredito que estes relativistas estejam seguindo a linha de um ex-presidiário que afirma que “não suporta mais ver jovens assaltantes sendo violentados só porque roubaram um celular…”
Só sabe a dor de um furto quem tem comércio, vê alguém levar o seu suor.
Conheço o empresário e sei que nunca negaria a um necessitado. Quem tá precisando pede, as vezes é até aposentado mas pegou a mania de roubar.
Só sabe a dor de um roubo aquele que levar o seu suor. Não tiro a razão do mesmo, Juazeiro está cheio dessas atitudes por que n acha quem coloque um freio. Conheço o empresário e sei que n negaria um kilo de carne a um necessitado, se está precisando peça para não ser constrangido, por que roubo é ridículo é mais ridículo ainda para um idoso que as vezes é até aposentado mas n perdeu a mania de roubar.
Ridículo a atitude desse empresário que deveria ter convidado com esse senhor que deve ter roubado porque esta passando fome e deveria ter ajudado como faz todas as pessoas solidárias que ver o sofrimento do outro.