Usuários do Hospital da Unimed, em Petrolina, reclamam da demora no atendimento e pedem que empresa estruture o serviço para esta nova onda da covid-19

0

A explosão de casos da covid-19 em Juazeiro e Petrolina, registrada nas últimas semanas, já afetou a rede publica e particular de saúde. A procura por testes e atendimento médico aos assintomáticos é crescente, e ao que parece pegou as unidades hospitalares de surpresa.

Tem sido constante as reclamações de usuários do sistema público e também particular, quanto falta de estrutura no atendimento dos casos suspeitos e confirmados, inclusive, e da falta de adoção das medidas sanitárias nas instituições de saúde, como a separação dos pacientes, possivelmente contaminados, das pessoas com outras enfermidades no setor de urgência e emergência dos hospitais.

Nesta sexta-feira (1), uma usuária da Unimed Vale do São Francisco, em contato com o PNB, chamou atenção  sobre o atendimento no hospital do Plano de Saúde, em Petrolina.

Ela procurou o serviço ontem a tarde e, do local, relatou: “a recepção está lotada, o estacionamento também. Só existe uma pessoa na triagem, só um médico chamando. Uma demora de quase 2h só para passar pela triagem”, relatou a usuária.

Ainda de acordo com ela, as pessoas com sintomas gripais estão sendo atendidas na mesma recepção que os usuários com outros problemas de saúde.

“O local de atendimento para pessoas com síndromes gripais e o mesmo para os outros casos que buscam a urgência e emergência. Todo mundo junto, idosos, adultos, jovens com qualquer situação de saúde. A maioria aqui está com tosse e sintomas de gripe ou covid. Até as grávidas ficam junto dos gripados. Inclusive, presenciei uma idosa que tomou uma queda e estava na mesma recepção em uma cadeira de rodas”, contou a usuária.

Também na tarde de ontem (1), recebemos a reclamação de um morador de Petrolina que buscou o atendimento no hospital da Unimed: “Entendemos que os casos aqui na região aumentaram muito, mas o hospital particular já deveria ter se estruturado para essa nova onda da covid. Inadmissível que ainda não tenham adotado ainda a separação dos espaços para os atendimentos, e estejam botando os pacientes sem sintomas em risco de se contaminarem. Este vírus se espalha muito rápido, os médicos bem sabem disso”, finalizou o usuário.

Nós enviamos a reclamação para a Unimed, mas até o momento, a empresa não se pronunciou.

Veja vídeo enviado pela leitora:

Outra reclamação

Na última quarta-feira (29), Fernanda Dantas, também usuária da Unimed Vale do São Francisco, fez contato com o PNB, para reclamar do atendimento prestado pela emergência do Hospital, em Juazeiro.

Ela relatou também que os usuários que apresentam sintomas gripais e suspeitos da covid-19 estão sendo atendidos no mesmo espaço que os demais pacientes que procuram a urgência e emergência do hospital, com outras demandas de saúde. De acordo com ela, as medidas de segurança sanitária contra a covid-19, não estavam sendo mais mantidas na unidade.

“A urgência fica disponível para geral. As pessoas que aguardavam atendimento na fila estavam com suspeita de covid, e juntas na mesma recepção. Não está mais dividido como antes. Agora nem perguntam mais se tem sintoma de gripe, você só aguarda e fim. Se a pessoa não tiver com a covid, pega ali mesmo. Há uns 3 meses, o atendimento estava separado. A mesma coisa na parte da pediatria (infantil) crianças ficam misturadas. A única coisa que está separado ali é o atendimento infantil, do atendimento adulto”, relatou.

Fernanda Dantas também criticou uma norma adotada pelo hospital, que garante prioridade para médicos.

“Neste dia 28 de junho, às 08:45, me direcionei ao Hospital Unimed de Juazeiro em busca de atendimento na emergência. Chegando lá, me deparei com uma fila imensa de espera com pessoas com sintomas de covid. Ate aí tudo bem. No entanto, após algum tempo de espera, apareceu um rapaz se direcionando à recepção e buscando por atendimento e a mesma o direcionou imediatamente para a sala de triagem. Questionei o motivo da prioridade em atendimento, pois haviam pessoas ali esperando horas e a mesma me disse que o rapaz era médico”, contou.

A usuária do plano questionou a norma: “Fica o questionamento: pagamos um plano tão caro, para sermos tratados por classe social? Aonde quem é médico ou seja lá quem for, tem direito de passar na frente? Será que agora para buscarmos atendimento particular teremos que informar profissão? Absurdo né? São diferentes, especiais? Quem tá morrendo, morre ali”, protestou Fernanda.

Nós encaminhamos as reclamações para a Unimed, mas a empresa não se pronunciou.

Redação PNB

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome