Uma aluna do IFPE, localizado em Petrolina-PE denunciou ao Portal Preto no Branco que sofreu racismo praticado por um professor da instituição.
A adolescente de 17 anos, contou que o professor pediu para que os alunos fizessem uma “vaquinha” afim de arrecadar dinheiro, quando ela perguntou sobre a finalidade da arrecadação, o docente respondeu que era para comprar “um pente”. A aluna perguntou então, se o pente seria para ela e o professor, rindo, respondeu que sim.
A aluna contou ainda que, logo depois, o professor teria dito que era ” brincadeira”.
“Fiquei sem reação e não disse nada, ele continuou rindo. Depois da chamada eu saí da sala com minhas amigas e fomos até a direção. A gente não tinha intimidade com ele, era a terceira aula presencial depois das aulas on-line”, relatou a adolescente.
A aluna disse ainda que após o episódio, ela e sua mãe foram chamadas para conversar com a direção da instituição e o professor foi substituído da turma.
O PNB entrou em contato com a direção do IFPE. O instituto ressaltou que “esse tipo de conduta não coaduna com os princípios e valores defendidos pela instituição, que repudia qualquer forma de discriminação”.
Na nota enviada ao PNB, o IFPE afirma que adotou as providências necessárias e que, em reunião, “foi deliberado que o professor será substituído por outro docente e que a coordenação de curso, juntamente com o núcleo pedagógico, fará um trabalho contínuo e permanente de conscientização sobre o tema envolvendo os servidores docentes, que deverá ser aplicado às demais coordenações”.
A Direção de Ensino informou “que permanecerá acompanhando o caso, colocando todo o aparato institucional à disposição da estudante, dos seus familiares, demais alunos e servidores”.
Confira nota na íntegra
Direção de Ensino manifesta-se sobre denúncia de caso de racismo ocorrido nas instalações do campus Petrolina
A Direção de Ensino do campus Petrolina informa que, logo após ter sido procurada pela estudante, esta foi prontamente acolhida pela equipe do Departamento de Política de Assistência Estudantil, que realizou uma primeira abordagem envolvendo a escuta solidária e, em seguida, a aluna foi conduzida ao Núcleo Pedagógico, onde recebeu toda a assistência necessária e o caso foi notificado aos demais setores envolvidos.
Assim, com o objetivo de esclarecer o caso, foi realizada, no dia seguinte, uma reunião com a participação dos familiares e, posteriormente, outra reunião para a escuta do professor, ambas com a presença das equipes multiprofissionais do Núcleo Pedagógico, do Departamento da Assistência Estudantil, da Direção e do Departamento de Ensino.
Na primeira reunião, estiveram presentes a mãe, a estudante e outras alunas da turma que acompanharam o fato, as quais foram ouvidas pelos servidores ali presentes e, na sequência, receberam orientações acerca dos diversos procedimentos adotados pela instituição em casos como este, inclusive no âmbito administrativo e disciplinar. No entanto, a responsável pela estudante optou pela não abertura de processo administrativo disciplinar.
No segundo momento, o professor foi ouvido e apresentou a sua versão dos fatos. Na ocasião, o docente foi informado sobre a gravidade da situação, uma vez que esse tipo de conduta não coaduna com os princípios e valores defendidos pela instituição, que repudia qualquer forma de discriminação. Uma vez ciente das consequências do seu ato, o docente reconheceu o seu erro e afirmou ter procurado a estudante e a mãe para se desculpar, após tomar conhecimento da repercussão do episódio.
Ao final, ficou definido que o professor deverá apresentar-se novamente à turma pedir desculpas, deixar claro o seu arrependimento e reais intenções quanto ao fato. Após entendimento entre os presentes na reunião, foi deliberado ainda que o professor será substituído por outro docente e que a coordenação de curso, juntamente com o núcleo pedagógico, fará um trabalho contínuo e permanente de conscientização sobre o tema envolvendo os servidores docentes, que deverá ser aplicado às demais coordenações.
Por fim, a Direção de Ensino informa que permanecerá acompanhando o caso, colocando todo o aparato institucional à disposição da estudante, dos seus familiares, demais alunos e servidores. (Ascom)
Redação PNB



