A Polícia Federal (PF) pode abrir um inquérito contra um empresário de Santa Catarina que praticou tiro ao alvo com uma foto do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O pedido para a investigação da conduta de Luiz Henrique Crestani partiu de Andrei Augusto Passos Rodrigues, delegado da PF responsável pela segurança do petista.
E o sorriso aberto, ao estilo psicopata, do empresário Luiz Henrique Crestani, apoiador do Bolsonaro, ao usar uma imagem do Lula para praticar tiro ao alvo?
Quando é que vão prender esse incentivador da violência e potencial assassino? pic.twitter.com/cAUuWiFLyB— Sérgio A J Barretto (@SergioAJBarrett) September 22, 2022
Crestani, que é sócio de um clube de tiro, postou um vídeo em uma rede social em que usa uma espingarda para efetuar disparos contra um desenho do ex-presidente da República.
No vídeo, ele aparece ao lado da esposa, fazendo a seguinte declaração, aos risos. “Qual que é o ladrão? Estou na dúvida. Vamos ver onde a arma pega”. Em seguida, ele faz diversos disparos.
Na imagem usada por Crestani para dar os tiros, Lula está apontando uma arma para uma pessoa não identificada com a mensagem acima “Atire no ladrão”.
Após atirar, Crestani vai até o alvo, destruído pelos tiros, e diz para a câmera: “Agora não sei qual que é o ladrão aqui. Pegou tiro em tudo que é lado. O ladrão é o de lá ou de cá?”
Segundo o G1, o pedido é acompanhado de uma análise pericial sobre o vídeo com conteúdo de ameaça e a sua divulgação. O perito que assina o laudo ressalta a influência do empresário nas redes sociais, que conta com “dezenas de milhares de seguidores”.
Justificativa
Após o caso vir à tona, Crestani postou uma nota de esclarecimento, em suas redes sociais, na qual diz não ser “a favor da violência e nem de agressões a quem quer que seja, prezando sempre pelos valores morais e pela família”.
Ele afirma que o desenho usado “está restrito às atividades internas e não deve ser entendido com qualquer outra conotação, sendo apenas usado em caráter recreativo, sem cunho político”.
Acrescenta ainda que, “embora nossa posição política seja antagônica, isto não significa em hipótese alguma que incitamos a prática de atos que desrespeitem os valores legais constituídos em nosso país”.
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