Um homem foi a óbito no município de Juazeiro, no Norte da Bahia, após se afogar no rio São Francisco na tarde deste domingo (25), na Ilha do Rodeadouro. A vítima ainda não teve a identidade divulgada.
A morte chocou banhistas que estavam no local. Em contato com o PNB, eles reclamaram da falta de salva-vidas na ilha, que é um dos principais pontos turísticos do município.
“A ilha estava muito cheia de banhistas, entre eles crianças e idosos. Foi um pânico total. Não tinha nenhum profissional salva-vidas no local. Todos entraram em desespero e algumas pessoas ainda tentaram salvar o homem, mas infelizmente ninguém conseguiu. Foi uma cena horrível”, relatou uma mulher que estava na ilha.
Eles cobram ainda segurança na ilha, que nos últimos dias, vem registrando um aumento no número de frequentadores, devido as altas temperaturas na região.
“A vida daquele homem poderia ter sido salva se tivesse algum profissional no local. Como podem deixar aquela área descoberta, sem segurança? Quantas pessoas ainda vão morrer lá por conta da falta de salva-vidas? Não sabemos de quem é a responsabilidade, mas essa situação precisa ser resolvida urgentemente”, acrescentou outro banhista.
O PNB entrou em contato com a Secretaria de de Cultura, Turismo e Esportes (SECULTE). O órgão informou que os profissionais salva-vidas contratados pela gestão trabalham diuturnamente nas margens do Rio São Francisco, somente entre a Marinha e o bairro Angari, para auxiliar a quem precise, caso aconteça algum afogamento.
Nossa equipe também entrou em contato com o 9° Grupamento de Bombeiros Militar. O órgão informou que não conta com um efetivo exclusivo para guarda-vidas
“Nossas guarnições atendem todas as ocorrências. Fazemos salvamentos terrestres, aquáticos, e incêndios, mas não temos um efetivo exclusivo para guarda-vidas”, informou o 9° GBM.
No último sábado (24), o PNB alertou sobre a falta de profissionais salva-vidas nas ilhas e espaços de lazer na beira do São Francisco, principalmente durante os finais de semana.
A falta de salva-vidas tem preocupado a população, e alguns leitores procuraram nossa redação para relatar um afogamento de um homem que ocorreu no dia 17, na prainha da Marinha, na orla 2 de Juazeiro.
“Muitos banhistas já morreram por afogamento nos balneários de Juazeiro. Cadê os salva-vidas? São familiares que choram a falta de seus entes queridos. Vão deixar morrer mais banhistas? O verão já está próximo, e os balneários estão descobertos. A gestão tem sete profissionais, que não estão atuando, pois nunca vemos nenhum. Está na hora de contratar profissionais para melhorar a segurança aquática nos balneários”, declarou um morador de Juazeiro.
Na ocasião, outra moradora alertou para a situação na Ilha do Rodeadouro.
“Gostaria de uma resposta das autoridades a cerca da segurança na ilha do Rodeadouro na parte de Juazeiro. Frequentei o local nesses últimos 3 meses, indo um dia ao mês, e em todas as vezes não tinha nenhum salva-vidas ou bombeiros no local. E nesse período estão ocorrendo o aumento e diminuição da quantidade de água, ou seja, a depender do dia que se vá está mais cheio ou não. Inclusive estava lá no domingo (18/09) e nada de qualquer tipo de segurança. Segurança tanto em orientação, onde é proibido banho, como em casos de afogamentos. Lembro que quando criança sempre tinha salva-vidas na areia e de tempo em tempo, passava uma lanchinha com salva vidas. Hoje todos os banhistas estão a mercê da sorte”, relatou na época.
O PNB encaminhou as reclamações para a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (SECULTE). Em resposta, o órgão informou que “há profissionais salva-vidas contratados que trabalham diuturnamente nas margens do Rio São Francisco para auxiliar a quem precise, caso aconteça algum afogamento”.
A SECULTE destacou que durante a gestão da prefeita Suzana Ramos houve o registro de 5 afogamentos com vítima fatal, “sendo que 4 destes ocorreram fora do horário de trabalho dos guarda-vidas e o outro corpo foi retirado no dia posterior pela equipe no Rio São Francisco. Os guarda-vidas também já auxiliaram o Corpo de Bombeiros em ocorrências diversas durante o período em que trabalham desde a Marinha até o Angari.”
Redação PNB



