Nesta segunda-feira (21), o PNB publicou uma denúncia contra o Hospital Materno Infantil de Juazeiro, Norte da Bahia, acusado de negligência por familiares da paciente Benedita Marinho da Cruz, 29 anos.
Segundo os familiares, a mulher chegou à maternidade no sábado (19), com 41 semanas de gestação, e após esperar por uma cesariana até a manhã de hoje, a criança foi a óbito.
“Ela veio encaminhada do município de Curaçá-BA para um parto cesário. O médico que a atendeu chegou a dizer que a bebê estava com arritmia, mas mesmo assim, não fizeram a cesariana, pois antes tinham que fazer uma ultrassom, que só seria feita hoje, na segunda-feira (21), pois já tinham encerrado a realização do exame. Hoje pela manhã, quando foram ouvir o coração da bebê, já não escutaram mais os batimentos. Só então foi que fizeram a ultrassom, mas o bebê já estava morto. Foi negligência do hospital. Deixaram a criança morrer na barriga da mãe”, denunciou os familiares.
Procurada por nossa redação, a Secretaria de Saúde de Juazeiro esclareceu que a paciente “foi regulada do município de Curaçá no sábado (19) à noite, deu entrada na Maternidade de Juazeiro e foi internada sem nenhuma anormalidade. No domingo (20), mãe e bebê foram avaliados pelo médico e após o exame clínico, foi evidenciado que o bebê apresentava batimentos fora de ritmo, suspeitando de uma cardiopatia fetal. Dessa forma foi solicitada regulação para uma maternidade de alto risco, visto que a Maternidade de Juazeiro é para casos de baixo risco, regulação esta que foi negada. Diante dessa negativa, a paciente continuou internada e mãe e bebê continuaram sendo monitorados, porém na avaliação desta segunda-feira ( 21) foi observada pela equipe de plantão a ausência de batimento do bebê, o que foi confirmado através de exame de ultrassom. A Sesau se coloca à disposição para outros esclarecimentos”, informou o órgão.
Os familiares afirmaram que irão acionar a justiça contra o HMI.
“Nós vamos processar o hospital. Queremos justiça. Se o parto cesário só é feito após a ultrassom, porque não fazem esse exame no final de semana? Falta profissional? E se for um caso de urgência, de vida ou morte como foi o dela? Muitas outras gestantes estão aqui no hospital também aguardando por uma ultrassom. É muita irresponsabilidade com a vida das pessoas. Agora, ela que esperava voltar para casa com a filha nos braços, está indo para o bloco cirúrgico pra tirar a bebê e fazer a curetagem. É muito triste”, acrescentaram.
Redação PNB



