Ex-funcionários da UPA- Unidade de Pronto Atendimento de Juazeiro, no Norte da Bahia, que foram demitidos recentemente, sem receber os pagamentos das férias vencidas, voltaram a a entrar em contato com o Portal Preto no Branco e desta vez para reclamar do tratamento que receberam da Secretaria de Saúde ao reivindicarem o direito trabalhista.
No último dia 13, eles cobraram o pagamento das férias e em resposta ao Portal Preto No Branco a Secretaria de Saúde orientou que os profissionais buscassem o setor de Recursos Humanos do órgão para apresentação da demanda.
Eles seguiram a orientação e foram até o setor de RH, mas o órgão “não deu nenhuma posição”, conforme relataram nesta quinta-feira (15) ao PNB.
“Uma falta de respeito com os servidores. Procuramos a secretaria como eles mandaram e lá disseram que não vão pagar. Demos o nosso melhor para agora receber isso. Isso não se faz. Nos deslocamos das nossas casas para sermos humilhados por esta gestão. Falaram para a gente ir no RH, mas quando fomos lá, não deram nenhuma posição. Disseram que não tínhamos direitos e que se a gente quisesse, podíamos procurar a justiça. Estão nos fazendo de besta e ainda somos tratados com ignorância. Primeiro mandaram a gente procurar o RH e agora a justiça”, protestou.
A ex-servidora fez ainda outros questionamentos à Sesau.
“Também estamos com outro problema. Lançaram aqui no aplicativo os contracheques. A nossa folha de pagamento fechava no dia 20, e nós fomos demitidos no dia 03 de dezembro. Então, teríamos que receber os 13 dias trabalhados. Porém, alguns profissionais vão receber R$ 80,00, outros R$ 150,00, e outros R$ 200,00, sendo que todos foram demitidos no mesmo dia. Então, gostaríamos de saber o motivo dessa diferença. Outra coisa, também ficamos na expectativa de recebermos o décimo terceiro, e também não recebemos”, contou uma profissional.
Novamente, estamos encaminhando as reclamações para a Secretaria Municipal de Saúde.
Reclamações
“Nós, ex-funcionários da UPA de Juazeiro, fomos demitidos com férias vencidas sem receber. Saímos sem receber o pagamento, que era para ter sido feito em fevereiro. O que a diretora alegava na época era que as férias estavam suspensas. Porém, agora no final do ano, fomos demitidos. Não recebemos nem dinheiro e nem dias para descansar. Recebemos foi a carta de demissão”, relatou uma profissional.
O grupo questionou ainda os critérios utilizados para a demissão dos funcionários contratados.
“Disseram que nossos contratos estavam vencidos e que por isso seríamos demitidos. Só que ficaram servidores trabalhando que estão com contratos vencidos desde a gestão de Isaac. Por que a lei é pra uns e outros não? Quais os critérios usados pela gestão municipal?” acrescentou.
Redação PNB
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